Delegacia

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Delegacia

Mensagem por Mestre do Jogo em Sab 27 Dez - 20:43


Vancouver é tida como uma das cidades mais seguras da Columbia Britânica, e muitos atribuem este fato ao alto nível de educação dos cidadãos da cidade que prezam muito pela hospitalidade e respeito para com seus concidadãos e turistas. Não que não exista crime em Vancouver, pois como todas as cidades do mundo, ela também possui marginais, traficantes e bairros “da pesada”. Nota-se, porém, uma mudança sutil nos últimos anos, a criminalidade vem pouco a pouco subindo, e alguns casos estranhos começam a preocupar o Departamento de Polícia.

Ao contrário do que muitos acreditam a famosa Polícia Montada com seus casacos vermelhos e chapéus de abas largas não são a regra da cidade, apesar de também fazerem parte do efetivo policial, sua área de atuação é mais afastada dos centros urbanos, onde 300 cavalos sob os capôs das viaturas mostram-se mais eficientes e versáteis do que 4 patas de animais que dificilmente conseguiriam manter uma perseguição por muito tempo nas largas estradas da cidade.

Há também um grande diferencial na força policial de Vancouver que é a informática. Vancouver foi uma das primeiras cidades do mundo onde os computadores foram integrados às viaturas, facilitando assim a troca de informações dos policiais em campo com o Departamento de Polícia. De dentro de seus carros os oficiais têm acesso rápido e dinâmico ao Banco de Dados da Central, podendo verificar perfis de suspeitos, imprimir retratos-falados, ordens de busca e prisão, entre tantas outras comodidades que lhes permite exercer um trabalho rápido, eficiente e preciso.

Localizado na Robson Street, centro de Vancouver, o prédio da Delegacia de Polícia é uma construção robusta de dois andares. Em seu interior vários corredores se estendem e se cruzam em vários pontos, dividindo os setores internos como o Departamento Anti-Drogas, o Departamento de Homicídios, o Departamento de Fraudes Eletrônicas, entre outros. Além disto, a Delegacia conta com uma pequena prisão para onde são levados os suspeitos de crimes que aguardam seus interrogatórios. O estacionamento da Delegacia fica nos fundos do prédio.


Última edição por Mestre do Jogo em Dom 21 Ago - 17:16, editado 1 vez(es)

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Re: Delegacia

Mensagem por Lilith Mayfair em Qui 29 Dez - 15:58



Mais uma apresentação... Mais um espetáculo... Não! A apresentação feita com mais esmero. O espetáculo com mais emoção. Muitos aplausos, muitas pessoas no camarim a fim de conhecer uma musicista, alguns querendo uma intimidade a mais não por amor, paixão mas apenas em busca de um belo acessório pra exibir. Isso eu conhecia bem, tantas e tantas vezes acontecia. Era mesmo importante às vezes um benfeitor por ajudar você, não só com dinheiro, o qual eu não precisava, mas com conhecimento e poder. Afinal existem tantos talentos não descobertos por falta de uma oportunidade.

A exaustão característica após cada exibição já percorria meu corpo e eu não via a hora de voltar para o hotel para relaxar e dormir. Mas antes queria vê-la.

Tinha certeza que sabendo que eu estaria me apresentando com a orquestra esta noite, Marie estaria na platéia, me observando, foi pra ela que fiz o espetáculo grandioso, foi pra ela toda emoção liberada há tanto tempo represada.

Atendi todos os supostos fãs com um sorriso brilhante, porque eu sabia que ela estaria lá no fim da fila, esperando por mim, aguardando para um tempo mais reservado, a sós.

Mas ela não veio aos bastidores. Perguntei a uma funcionária do local, que me informou que o teatro estava quase vazio. A exaustão e ansiedade deram lugar a uma ira que fechou a minha garganta, só podia ser culpa do marido infeliz, ele tinha me privado uma vez da companhia dela e hoje o fato se repetia.

Com um pouco de falta de ar voltei pra dentro do camarim onde umas meninas já tudo preparavam para sair, engoli o caroço que se formava na minha garganta. Colocando meu violino no estojo a que ele pertencia, pensei: “Ele vai ter o que merece, vai pagar, vou tirar tudo dele e vou fazer o precisar ser feito. Marie é tudo que importa e ela vai ser minha”.

O barulho característico do toque do meu celular soou alto no ambiente, chamou atenção das meninas ao redor.

- É o meu! Disse me voltando para elas com um sorriso genuíno nos lábios, a esperança encheu a minha mente, talvez ela estivesse lá fora me esperando, ou talvez ela precisasse da minha ajuda... Por conta desse marido mesquinho que não permite a ela visitar uma amiga.

Ao telefone uma voz masculina, penso ser o marido, mas ele logo se identifica como policial. Fico em silencio por um momento, tentando coordenar como o telefone de Marie está com um policial? Será que ela se acidentou? Terá sido agredida pelo marido? Um arrepio percorre minha espinha e quando o homem do outro lado da linha me chama outra vez, eu digo meu nome e explico que sou uma velha amiga da dona do telefone e que ele pode falar comigo como se fosse da família dela, mas o detetive é reticente em dar maiores explicações e explica que seria melhor que conversássemos pessoalmente.  

Desligando o celular rapidamente, sobre o olhar curioso de outras meninas da orquestra, sobre um telefonema em que tinha falado talvez um pouco mais alto do que de costume as palavras: delegacia e policial... Agora com a respiração alterada peguei a minha bolsa e o case, meu bem mais precioso. Disse ao motorista do carro me esperando para levar de volta para o hotel, como de costume, que fosse para a delegacia e disse rapidamente o nome da rua.

Do lado de fora da delegacia, percebi que já era madrugada e a noite estava muito fria, olhei para o prédio que já devia ter visto dias melhores e entrei. O lugar duro, frio e cru. Mas aparentemente não fedia ou estava imundo como eu imaginava. Acho que a roupa que eu usava chamou a atenção tanto dos policiais quanto dos criminosos, principalmente quando passei por uma das mesas onde tinha um homem dando depoimento para o policial e ele não conseguia tirar os olhos do vestido.

Fui até o balcão pedir por informações sobre Marie, e dei o seu nome completo, quando a policial se desculpou e negou ter informações sobre ela então disse o nome do policial que tinha me telefonado, isso fez a policial dar uma segunda olhada em mim. Suspirei e dei um sorriso forçado e pedi da forma mais polida que eu pude: - Pode chamar alguém pra me ajudar?

Nesse momento senti um policial me olhando, quando me virei para olhar atentamente.
- Olá! Eu sou Freddy, posso ajudar... Vamos para um lugar menos exposto?

- Eu estou procurando por noticias de Marie Caleb, o senhor sabe de alguma coisa. Colocando a mão sobre o antebraço dele conclui, tentando acalmar a minha respiração que estava um pouco afetada. – O Sr. Ocean me ligou do telefone dela... O senhor sabe o que aconteceu?
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Re: Delegacia

Mensagem por Danniel Ocean em Sex 30 Dez - 16:59


A fumaça cinza subia espiralada. Pequenas tragadas faziam a ponta do cigarro ficar incandescente, uma diminuta luz no ambiente escuro do escritório. Perguntas giravam em sua cabeça, pontadas de ansiedade percorriam as batidas de seu coração. Era a primeira vez que chegava tão perto de Edward Shaw, não poderia permitir que ele lhe escapasse por entre os dedos agindo afoitamente. Durante três anos o presidente da Shaw's se mostrou ardiloso e escorregadio. Não tinha problemas fiscais, não tinha queixas registradas, nem uma maldita multa de trânsito. Aos olhos da sociedade, ele era tão límpido quanto um cristal, isto por sí só era suspeito o suficiente. Danniel era detetive tempo o suficiente para saber que nenhum homem chega ao topo com as mãos limpas. Havia podridão na Shaw's, e agora ele tinha a oportunidade legítima para investigar.


O som do telefone o tira de seus devaneios. Do outro lado da linha a policial da recepção o informa sobre a chegada de uma mulher perguntando sobre a morte que ele estava investigando.

- Finalmente. - pensa ele, apagando o cigarro no cinzeiro de latão e colocando a jaqueta de couro por cima da camisa preta. No caminho até a recepção ele organiza rapidamente mentalmente de forma quase mecânica os tópicos a serem tratados durante a entrevista vindoura, também lembrava-se de que apesar da empolgação que sentia pela oportunidade inesperada de colocar as mãos em Edward Shaw ele ainda teria que dar a notícia de uma morte a alguém certamente ligado à vítima, não só uma morte, mas um assassinato. Esta era uma das partes ruins do trabalho...

- Eu assumo daqui, Freddy. - diz ele, lançando um olhar duro e sugestivo sobre o homem que recebia sua convidada. Não era para ele saber que Danniel estava com o telefone da vitima, esperava que o olhar fosse o suficiente para que Freddy também se desse conta disto e mantesse o bico calado.

- Srta. Mayfair. - cumprimenta ele, estendendo a mão para a morena - Eu sou o detetive Danniel Ocean.

- Me acompanhe, por favor.
- diz o detetive, conduzindo a mulher na direção de seu escritório.

Após trancar a porta da sala ele a observou por alguns segundos enquanto ela percorria o escritório com os olhos, dando o tempo necessário para que ele fizesse o mesmo com ela. Era uma mulher alta, tinha os movimentos leves e elegântes, sem pressa ou indecisões. O vestido branco moldava-lhe o corpo longilíneo, ele não era um expert em moda feminina, mas entendia que aquela não era uma peça barata comprada em qualquer loja. Observou também a perna que surgia pela fenda do mesmo, bem torneada e firme, indicando que a mulher certamente dedicava algumas horas do dia para manter a boa forma. O cabelo preto preso em coque deixava à mostra a pele macia e aparentemente sedosa do pescoço emoldurado por um colar refinado e de ótimo gosto.

- Por favor, sente-se. - diz ele, indicando uma cadeira para ela, enquanto ele mesmo tomava lugar na sua atras da mesa.

Lilith observa o entorno e então olha para o detetive sentando-se em uma cadeira a sua frente. Ela senta no lucar indicado deixando a bolsa na cadeira ao lado e o violino no colo.

- Pode me informar agora o porquê do telefone da Marie estar com um detetive? Ela está em algum tipo de problema? - Ela diz com toda educação que é possível já que os olhos estão nublados com o pensamento de uma possível coisa pior.

- Srta. Mayfair, - começa ele, inclinando-se um pouco na direção dela, apoiando os braços na mesa, unindo as mãos - não existe uma forma delicada de dizer isso... Marie Caleb foi assassinada nesta madrugada no edíficio em que trabalhava. - conclui, dando tempo para que a morena absorvesse o impacto da notícia.

- Não... - A voz dela sai bem suave quando aperta os olhos espremendo uma lágrima de  canto de olho. Ela aperta o estojo sobre suas pernas - O Sr. Deve estar enganado... - engolindo um caroço que parece ter se formado na garganta.

- Ela não pode.. não é possível... Ela não, ela é minha...

Danniel já vira aquela reação mais vezes do que gostaria. Mesmo a morte sendo a única certeza da vida, não era suficiente para diminuir a sua chegada devastadora para aqueles que continuam vivos.

- Eu sei, pelo que a Srta. me disse, vocês eram amigas de longa data. - intervém ele, antes que Lilith continuasse

- É por esta ligação entre as duas que preciso da sua ajuda, Srta. Mayfair.

- Marie não tinha parentes conhecidos, o marido foi dado como desaparecido há cerca de seis meses. Aparentemente a senhorita é a pessoa com o maior vínculo com ela que pudemos encontrar.

- Preciso saber quando vocês se falaram pela última vez, sobre o que conversaram, se ela mencionou estar se sentindo vigiada ou ameaçada. Se ela falava sobre o trabalho, ou mencionou alguma coisa fora do normal... enfim, qualquer pista que nos indique possíveis caminhos que possamos investigar.


Lilith inclinou a cabeça limpando uma lágrima no rosto e considerando tudo o que o policial estava falando.

- Nós só conversávamos  por telefone, a última vez que estivemos em contato, ela mencionou com muito entusiasmo um trabalho muito importante que ia mudar a sua vida... Mas o marido dela era muito ciumento, e se ele está desaparecido... não é suspeito? - Falando marido de maneira mais ríspida que o normal, sem conseguir esconder o ódio crescente.

- Desculpe não quero ser rude... Eu só não sei como posso ser útil.

O detetive volta a recostar-se na cadeira sentindo uma pontada de frustração. Esperava que Lilith tivesse algo mais relevante para lhe dar, ao que parecia, ele continuava tateando no escuro. E no escuro ele permitiu-se ficar por alguns segundos, em silêncio, até que o lampejo de uma idéia agitou a escuridão. Uma idéia arriscada e muito perigosa... para Lilith.

- Claro... vou considerar o desaparecimento dele também. - mente ele, apenas para não deixar transparecer seus reais pensamentos.

- Também seria útil se a senhorita pudesse me acompanhar até o local de trabalho de Marie... - continua ele - talvez possamos conversar com algumas pessoas de lá e descobrir se o que elas relatam podem lhe mostrar algum comportamento diferente por parte da sua amiga, ou até mesmo verificar se não há alguma pista em seus pertences pessoais. - conclui, dissimuladamente.

- Isso seria possível?

Um sorriso começou a se formar no rosto da morena quando ele falou do suposto envolvimento do marido, aquele bastardo iria pagar, mas durou pouco... Ir até o trabalho da Marie? Seria possível? Lilith sempre considerou o emprego da sua amada sacal. Respirou profundamente respondendo.

- Sim, claro, tudo que for preciso! Eu quero que o assassino seja pego... abaixou os olhos brilhando de raiva.

- Mas não vejo como o emprego dela poderia ser útil? O sr. sabe que ela trabalha na parte de genética certo?

- Ela era a diretora do setor de pesquisa e desenvolvimento, pra ser mais preciso. - responde Danniel - Pequenos detalhes podem fazer toda a diferença em uma investigação, Srta. Mayfair. - emenda, mantendo a mentira.

- Não quero parecer insensível, sei que você deve precisar de tempo para digerir o que aconteceu, mas infelizmente tempo é um luxo de que não podemos dispor. Quanto mais postergarmos as investigações mais longe de nós o assassino de sua amiga pode ficar.

- Tudo bem pra você se fizermos esta visita agora?
 

- Tempo? - Ela perguntou incrédula. - É vai demorar um tempo sim... eu a amava muito... obviamente o senhor Sr. Ocean desconhece esse tipo de sentimento. Inacreditável!  Percebendo que tinha tirado a máscara de boa moça a tanto tempo intocada. Tomou várias respirações antes de olhar para o detetive.

- Vamos acabar logo com isso. - Olhando para a roupa de gala que ainda vestia deu um suspiro, então observou as do detetive, ele usava uma jaqueta.

- Acho que não vou ter problema com o que eu estou vestindo... Vamos?

Danniel assentiu com a cabeça, repetindo a última palavra da mulher. Ele estava prestes a colocá-la frente a frente com seu Nêmesis particular... usar uma inocente para pegar um demônio. No que isso o tornava? Ele preferia não pensar...

*Post em dupla com player de lith Mayfair
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