CinCin Ristorante & Bar

Responder ao tópico

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

CinCin Ristorante & Bar

Mensagem por Mestre do Jogo em Ter 13 Jan - 17:33



No número 1154 da Robson Street na baixa Vancouver encontra-se um dos melhores restaurantes italianos de toda a Colúmbia Britânica. Famoso por sua carta de vinhos italianos, o CinCin atrai muitos turistas que querem provar um pouco da velha Itália cheia de gostos, cheiros e tradições.

Sob o comando do Chef Executivo François Gagnon, os fregueses do restaurante se esbaldam com os pratos preparados com todo o apuro e requinte. O cardápio de massas é o mais vasto de toda a Vancouver.

O ambiente aconchegante é decorado com mobília clássica e quadros em praticamente todas as paredes do estabelecimento. Muitos casais de namorados buscam no ar romântico do CinCin inspiração para noites agradáveis regado a belos vinhos e ótimos pratos.

Geralmente nos finais de semana é impossível conseguir uma mesa vaga sem que se tenha feito uma reserva previamente. Outro ponto alto do CinCin são os shows de danças típicas italianas como a tarantella, que são promovidos por dançarinos profissionais contratados pelo restaurante para encher ainda mais os olhos dos clientes.

Muitos dos descendentes de italianos que vieram tentar a vida em Vancouver encontram no CinCin um pedaço da Itália, e não é à toa que muitos dos funcionários sejam ítalo-americanos, assim como o dono do estabelecimento, Don Giovanni.

De fato, Don Giovanni é uma das figuras mais curiosas de Vancouver. Muitos o apontam como o principal mafioso da cidade, e que ele utiliza o CinCin como fachada para lavagem de dinheiro ilegal da máfia. Seja qual for a verdade, nunca ninguém conseguiu reunir provas capazes de incriminar este italiano que veio para Vancouver vários anos atrás.

Homem misterioso, Don Giovanni sempre é visto no restaurante após o cair do sol, quando entra em seu escritório para verificar o andamento dos negócios. Após analisar todos os relatórios do dia e expedir pedidos de compra e demais afazeres do negócio, Don Giovanni volta ao restaurante onde faz questão de cumprimentar todos os fregueses, mesa por mesa.

A coleção de quadros e a carta de vinhos foram escolhidos a dedo pelo próprio Don Giovanni que é famoso por ser um dos maiores eruditos sobre a cultura italiana no Canadá. Quer conhecer um pouco da cultura italiana? Convide Don Giovanni a sentar-se em sua mesa por alguns instantes que ele terá muito gosto em contar-lhe sobre suas histórias da juventude em seu país natal.

Amável e gentil, Don Giovanni é o melhor anfitrião que se poderia desejar. Mas por trás de toda esta educação e elegância está também um homem sério e sagaz. Uma raposa para os negócios, sejam eles lícitos ou ilícitos. Os olhos negros e faiscantes deixam claro que este é um homem que deve ser levado a sério.

Não é raro ver vez ou outra algum grande figurão da cidade ser recebido pessoalmente por Don Giovanni que o encaminha diretamente até seu gabinete nos fundos do restaurante. Lá eles passam um longo tempo conversando para em seguida reaparecerem com um largo sorriso de satisfação no rosto.

Talvez o CinCin seja a base do maior mafioso da cidade, ou apenas um grande e agradável restaurante da cidade... quem pode dizer?

_________________
Bem-vindos aos Jogos!!!
avatar
Mestre do Jogo
Administrador

Masculino
Câncer Macaco
Número de Mensagens : 1024
Data de nascimento : 28/06/1980
Idade : 37
Localização : À procura de jogadores
Emprego/lazer : Mestre de Jogos
Humor : O melhor possível
Data de inscrição : 13/12/2008

RPG
Geração: Antediluviano Antediluviano
Clã: Administradores Administradores

Ver perfil do usuário http://vampiro.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CinCin Ristorante & Bar

Mensagem por Fitz O'Ryan em Dom 9 Abr - 21:18

Cheguei a Vancouver há apenas algumas horas. Embora eu ainda não conhecesse a cidade, preferi desembarcar do avião e ir direto ao hotel, para tentar dormir um pouco e estar renovado para o importante encontro que teria nesta noite, deixando o city tour para outro momento.

A razão que me trazia até aqui era puramente profissional. Meses atrás fui contratado pelo Museu Britânico, em Londres, para fazer parte da equipe de curadoria da nova exposição sobre a história da Áustria-Hungria, um dos maiores impérios do século XIX. Ocorre que, algumas semanas antes da data de início da exposição, descobrimos que um dos mais importante itens que seriam apresentados, que fora emprestado por um museu austríaco e estava devidamente guardado em um cofre no Museu Britânico, havia desaparecido. Era uma jóia, uma das estrelas de ouro branco cravejadas de diamante que havia pertencido à conhecida imperatriz Elisabeth da Baviera, a Sissi. Das cerca de dez estrelas que ela usava, apenas três tinham o paradeiro conhecido atualmente. Agora são apenas duas...

Não se têm ideia de como ela sumiu e, para não prejudicar a imagem e a reputação do prestigiado Museu Britânico, o desaparecimento está sendo mantido em absoluto sigilo. As autoridades policiais ainda não foram alertadas e o diretor da instituição deseja tentar descobrir o paradeiro do item e reavê-lo, antes que a informação chegue a público.

Um comerciante do mercado negro de artes, que nos devia alguns favores, comentou que há boatos de que o nosso item perdido encontra-se em Vancouver, na posse de uma arqueóloga inglesa, chamada Amélia Trent. Imediatamente, deram-me a ordem de encontrar o contato desta mulher, marcar um encontro com ela em Vancouver, descobrir se o item realmente está em seu poder e, em caso positivo, negociá-lo com ela.

É por esse motivo que, agora, já de noite, após ter saído do hotel, fui para o CinCin Ristorante & Bar, um dos melhores restaurantes da cidade, local que marquei com ela para nos encontrarmos. Cheguei cerca de 30 minutos antes do horário combinado, para ir me acostumando ao ambiente. Estava bem vestido, com um terno italiano escuro, e escolhi uma mesa reservada, longe de outras, na qual poderíamos conversar sem ter o risco de sermos ouvidos por outros clientes.

Eu era extrovertido e simpático, e tinha noção de que precisava me manter assim durante esta noite, para que a conversa fluísse bem e as chances de uma negociação favorável fossem majoradas, mesmo sabendo que eu poderia estar a lidar com uma potencial ladra. Afinal, não sei como a estrela de Sissi chegou até ela e se ela tem ciência de que a jóia histórica foi roubada.

Esperava que ela não tivesse ideia da importância do item que possuía, assim, seria mais fácil reavê-lo. Porém, dificilmente isso ocorreria. Isso por que um arqueólogo sabe tanto de história antiga como de contemporânea. Para o meu azar, provavelmente ela teria ciência do valor do item, caso a estrela de Sissi realmente esteja em seu poder.
avatar
Fitz O'Ryan
Humano

Masculino
Escorpião Cachorro
Número de Mensagens : 10
Data de nascimento : 16/11/1982
Idade : 35
Emprego/lazer : Museólogo
Humor : Animado
Data de inscrição : 05/04/2017

RPG
Geração: Humano Humano
Clã: Humanos Humanos

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CinCin Ristorante & Bar

Mensagem por Amélia Trent em Qua 12 Abr - 11:27

Você já teve um sonho de infância? Bom eu tive, meu maior sonho era ser arqueóloga, mas eu imaginava essa profissão de outra maneira, achava que poderia ser como Indiana Jones, escapando daquelas armadilhas, resgatando tesouros perdidos, escavando tumbas no Egito, quebrando maldições, enfim. Mas minha realidade e muito diferente disso eu nunca trabalhei em escavações importantes, nunca tive acesso a um sitio arqueológico, jamais encontrei tesouros, nem nunca pude encontrar um artefatozinho que seja. Isso se deve por que para se iniciar uma escavação descente além das ferramentas, e necessário dinheiro para investir em pesquisas, patente, segurança e até permissões. Não é tão fácil assim.

Mas como me formei nessa profissão eu resolvi arrumar uma maneira de ganhar dinheiro com isso,  não podia ficar vivendo as custa de meus pais para o resto da vida, eu tenho capacidade intelectual para conseguir um bom emprego em um museu, ou em uma instituição de restauração ou ate mesmo para o governo, mas acho pacato demais, eu jamais teria paciência para ficar trancada o dia todo em um único lugar, isso me deixa entediada só de pensar, então comecei a procurar outras hipóteses.
Nesse meio tempo eu descobri como os artefatos são roubados e comercializados no meio do tráfico, como se fossem joias ou algo assim. E foi nessa área que eu me encontrei, tenho fama de ladra, isso é totalmente favorável já que nesse mundo uma ladra de artefatos raros e caros tem seu próprio respeito nos becos mais escuros e perigosos. Bom hoje ganho minha vida buscando artefatos que já foram roubados ou não, e sempre tenho bons compradores para eles.
Hoje, por exemplo, tenho um comprador em Vancouver, um museólogo esta querendo resgatar uma das estrelas de Sissi, uma joia fenomenal, cravejadas de lindas pedras, seu valor excede ainda mais por sua história, alguns tolos dizem e se trata de uma joia mágica e essas baboseiras, se eu acreditasse nessas lendas eu já estaria morta e amaldiçoada só por brincar e negociar tais objetos já que pelos Deuses eu seria uma herege.

Eu conheço bem esse tipo de cliente, com toda certeza ela ira tentar me ameaçar para conseguir um preço mais barato, mas o que ele não sabe é que sou veterana no assunto e sei bem como funciona um museu, eles jamais iriam arriscar a serem conhecidos pela mídia como um museu que não é seguro, se não o próprio governo fecharia suas portas.
Eu não estava com esse artefato até esse museólogo entrar em contato comigo, mas eu dei um jeitinho para consegui-lo, levou mais tempo do que eu imaginava, mas eu tenho informantes seguros.
Chegando a Vancouver vou direto para o local onde está marcado o encontro, não irei perder tempo de me hospedar, não sei ainda se estou sendo vigiada e não quero ser surpreendida enquanto durmo. Logicamente não estou com a joia ela esta muito bem guardada e chegará pelo mar o que vai demorar um pouco, mas é tempo suficiente para que eu consiga um valor nela, seja para o museólogo ou outro comprador qualquer.
Desço do avião e tomo um taxi, já estou vestida formalmente em meu melhor vestido social preto não muito decotado a altura dos joelhos, mas bem justo,  com um casaco na mesma altura por cima, não levanto suspeitas, mas em minha mala estão escondidos outros artefatos, peço para o taxista para em um loja local, ali encontro com outra pessoa para comprar armas, jamais me arriscaria a tentar passar com isso pelos aeroportos, então sempre venho com contatos ativos para esse tipo de negócio, volto para o taxi e agora que estou devidamente equipada sigo para o local de encontro, antes de me deixar o taxista sugere uma corrida para a volta. Eu recuso, fico suspeita quando a cortesia é demais. Prefiro me virar sozinha para não correr o risco.
Assim que entro no CinCin Ristorante & Bar, começo a procurar pelo museólogo,  em minha mente imagino um cara antiquado vestindo aquelas roupas de expedição ou algo parecido, eles são sempre assim.  Correndo os olhos pelo local enquanto tiro meu casaco avisto um homem elegante sentado em uma mesa reservada, bem se este for meu contato posso dizer que superou minhas expectativas, me aproximo graciosamente olhando em seus olhos e fica claro que ele é meu contato. A diversão começa agora.
- Senhor O´Ryan eu suponho? Boa noite, Amélia Trent. – Digo estendo a mão para cumprimenta-lo.
avatar
Amélia Trent
Humano

Feminino
Câncer Dragão
Número de Mensagens : 6
Data de nascimento : 01/07/1988
Idade : 29
Emprego/lazer : Arqueóloga
Humor : Ambiciosa
Data de inscrição : 08/04/2017

RPG
Geração: Humano Humano
Clã: Humanos Humanos

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CinCin Ristorante & Bar

Mensagem por Fitz O'Ryan em Qui 13 Abr - 20:38



Enquanto aguardo a chegada da Srta. Trent fico observando o movimento do restaurante. Percebo que diversas pessoas bem vestidas e refinadas frequentam aquele espaço. Provavelmente estou ao lado dos grandes figurões da cidade, melhor então ter cuidado com o porte e com a etiqueta. Ao fundo, em som ambiente, o que não impedia que as pessoas conversassem, um pequeno conjunto musical tocava Frank Sinatra. Peço uma taça de merlot da casa para ir tomando enquanto a minha convidada não chega.

Na exata hora marcada, percebo uma moça entrar no salão. Ela possui cabelos pretos, aparenta estar na casa do 30 anos, é muito bonita e usa um elegante vestido comprido e justo, o que valoriza ainda mais a sua aparência. Ela olha para as mesas em volta, como se estivesse procurando por alguém em específico, e, após focar na minha mesa, move-se na minha direção.

Enquanto ela caminha fico olhando para o seu rosto com uma semblante amigável. Tentaria causar uma boa impressão, mesmo que ela fosse uma potencial criminosa.

Ao chegar até mim ela diz:

- Senhor O´Ryan eu suponho? Boa noite, Amélia Trent.

Levanto-me para cumprimentá-la, estendendo a minha mão em direção à dela. Com simpatia e um belo sorriso no rosto lhe digo:

- Exato, Senhorita Trent, um prazer conhecê-la! Fico feliz que tenha vindo!

Após nos sentarmos eu prossigo:

- Espero que goste do local escolhido e de comida italiana, soube que é um dos melhores da cidade. Sugeri nos encontrarmos aqui por que, pelo menos para mim, antes de mais nada, um jantar de negócios deve ser aprazível. Mesmo que não cheguemos a um acordo, desfrutaremos de uma ótima refeição. Além, também, de uma ótima companhia, tenho absoluta certeza, de modo que não perderemos a noite por completo caso não fechemos negócio.

- Ah, aproveitando, caso deseje, estou tomando um pouco do merlot da casa. Posso lhe garantir que é muito bom, mas, caso deseje outra coisa, a carta de bebidas possui diversas outras opções.


Entrego a ela o cardápio de bebidas que estava próximo a mim.

- Desculpe a pergunta que vou lhe fazer, caso deseje não a precisa responder. Soube que vocês é arqueóloga… você chegou a atuar após a formação? Pergunto isso por que lidei com muitas exposições ao longo da minha carreira, com materiais que vieram de acervos de museus mas também outros que foram recenemente encontrados por arqueólogos. Será que haveria alguma chance de algum deles ter vindo de uma equipe que você atuou?

A razão de questionamento era dupla, queria que ela falasse um pouco sobre a profissão, para saber se ela era uma farsante, alguém fora da área, ou se a história de ser arqueóloga era verdadeira. Ademais, também queria iniciar uma conversa descontraída, antes de que tocássemos no assunto que nos trouxe até aqui.


Última edição por Fitz O'Ryan em Ter 18 Abr - 18:56, editado 1 vez(es)
avatar
Fitz O'Ryan
Humano

Masculino
Escorpião Cachorro
Número de Mensagens : 10
Data de nascimento : 16/11/1982
Idade : 35
Emprego/lazer : Museólogo
Humor : Animado
Data de inscrição : 05/04/2017

RPG
Geração: Humano Humano
Clã: Humanos Humanos

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CinCin Ristorante & Bar

Mensagem por Amélia Trent em Dom 16 Abr - 21:35

Assim que estendo minha mão, o galante homem se levanta para me cumprimentar.

- Exato, Senhorita Trent, um prazer conhecê-la! Fico feliz que tenha vindo...

Agora que estamos frente a frente, observo mais suas características, é alto, de porte atlético, o terno o veste muito bem, o que fica claro que não é um terno qualquer, provavelmente é importado ou feito sob medida, perfumado, elegante, e muito educado, interessante.

- Imagine, eu costumo dizer Senhor O´Ryan que um bom negócio tira qualquer um de seu aconchego, é prazer estar aqui, e lhe confesso que estou surpresa com sua cordialidade.
Respondo enquanto me ajeito para sentar, já observando cada movimento, cordialidade demais nem sempre é um bom sinal, também observo o local, hum... Requintado, movimentado, ótimo lugar para se evitar conflitos e perfeito para ser discreto, com música agradável e um aroma de comida excelente.  Assim que me sento ajeito a arma discretamente por baixo da minha coxa direita, de maneira que seja fácil acessa-la caso necessário.

- Espero que goste do local escolhido e de comida italiana, soube que é um dos melhores da cidade. Sugeri nos encontrarmos aqui por que, pelo menos para mim, antes de mais nada, um jantar de negócios deve ser aprazível. Mesmo que não cheguemos a um acordo, desfrutaremos de uma ótima refeição. Além também de uma ótima companhia, tenho absoluta certeza, de modo que não perderemos a noite por completo caso não fechemos negócio.

-Muito bem colocado Senhor O´Ryan. O local é perfeito, movimentado, discreto e sim eu gosto de comida Italiana. – dou vantagem para ele, assim quanto mais ele falar mais informações eu terei.

- Ah, aproveitando, caso deseje, estou tomando um pouco do merlot da casa. Posso lhe garantir que é muito bom, mas, caso deseje outra coisa, a carta de bebidas possui diversas outras opções. – Diz ele me entregando o cardápio de bebidas. Hum porque não, uma bebida seria bom, a tempo que não tenho esse prazer, geralmente minhas negociações ocorrem em locais mais simples e a única coisa que me oferecem são as opções de acordo. É bom negociar com pessoas de classe para variar.

-Aceito a bebida sim, não tenho o costume de beber, mas acredito que o lugar, a ocasião e a companhia pede um agrado desces. – lhe respondo dando uma piscada bem discreta. E sem delongas ele me lança um pequeno questionário:

- Desculpe a pergunta que vou lhe fazer, caso deseje não a precisa responder. Soube que você é arqueóloga… você chegou a atuar após a formação? Pergunto isso por que lidei com muitas exposições ao longo da minha carreira, com materiais que vieram de acervos de museus, mas também outros que foram recentemente encontrados por arqueólogos. Será que haveria alguma chance de algum deles ter vindo de uma equipe que você atuou?

-Interessante sua pergunta Senhor O´Ryan, pois que se espera de todo arqueólogo são no mínimo uma aparência rústica, com a pele castigada pelo sol, e as mãos grossas por lidar com a terra, como pode ver sou mais delicada e pouco adepta para esses trabalhos, não que eu não tenha pré-disposição para isso, mas gosto mais da parte analítica e burocrata dessa profissão, minha atuação tem melhor rendimento  financeiro no mercado de negociação, a arqueologia assim como varias profissões tem suas ramificações, alguns são melhores com inchadas e cinzeis, eu sou melhor nos negócios. Mas venho tendo um papel importante no ramo, eu tenho que analisar e avaliar as peças encontradas antes de negocia-las e muitas delas acabam caindo em mãos erradas, infelizmente também me cabe ter que resgata-las e isso nem sempre é agradável. Mas logo que me formei, imaginei sim que passaria horas enterradas nos mais maravilhosos sítios arqueológicos e acabei descobrindo que precisava de muito mais que apenas querer, é uma área que há necessidade de ter, entende?  Finalizei esfregando os dedos fazendo o clássico sinal de dinheiro.

Enquanto respondia sua pergunta, observei sua expressão, ele parece atento, e parece estar me analisando também.

Parece que dessa vez não estou lidando com um grosseiro metido a burocrata que faz de tudo para pechinchar na compra no qual mesmo assim eu consigo facilmente enganar tirando vantagens por meus conhecimentos, acho que dessa vez a negociação será apertada. Mas é bom conversar com alguém que pelo menos entende do assunto.

- Você sabe quanto é necessário para se começar uma expedição Senhor O´Ryan?

-Pois então, fora a burocracia, para se começar uma escavação é preciso antes de tudo permissão, já que os terrenos deste mundo parece sempre ter dono quando alguém resolve cavar um misero buraco, e para se chegar a essa parte tem toda uma pesquisa envolvida, o mapa que se precisar traçar através dos poucos dados históricos que temos demora em ser impresso e infelizmente os artefatos maiores já foram encontrados, e agora nos resta apenas aqueles que estão por baixo de varias camadas de terra, arenito, pedra, entre outros minérios.
avatar
Amélia Trent
Humano

Feminino
Câncer Dragão
Número de Mensagens : 6
Data de nascimento : 01/07/1988
Idade : 29
Emprego/lazer : Arqueóloga
Humor : Ambiciosa
Data de inscrição : 08/04/2017

RPG
Geração: Humano Humano
Clã: Humanos Humanos

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CinCin Ristorante & Bar

Mensagem por Fitz O'Ryan em Ter 18 Abr - 18:28




Eis que a música anterior havia terminado. Então dois dos músicos do conjunto pegam violões e tocam uma das músicas de Klaus Doldinger.

Enquanto isso, tento ouvir com o máximo de atenção o que a minha interlocutora me diz. Porém, os seus bons modos e bela aparência acabam por me distrair. Quando ela termina de falar, fica claro que, mesmo formada na área, o seu trabalho não era no campo, mas sim em uma mesa de negócios, comprando e vendendo itens.

É provável que isso dificulte um pouco a minha situação, já que como uma profissional do ramo ela deve possuir expertise com comércio, enquanto que, por outro lado, eu não nunca tive de negociar nada antes…

Bebo um pouco mais de vinho e então lhe digo de forma sincera:

- Devo admitir que parte do que você faz é realmente muito pouco usual. Bem, não me refiro a avaliação e negociação em geral, mas sim a encontrar e negociar itens “sumidos”. Isso lhe deve exigir uma extensa lista de contatos e muito sangue frio para lidar com as pessoas que atuam nesse meio... Você não fica com receio do que pode lhe acontecer? Inclusive imagino que já deva ter passado por alguns apuros...

Realmente, eu estava intrigado com a história dessa mulher. Não é algo que se vê com frequência por aí. Embora eu deseje conversar mais com ela, saber sobre o que ela já passou, bem como saber se ela conhece o paradeiro de alguns outros objetos roubados e que estão sendo procurados já há muito tempo, eu estava lá por um motivo específico, e tinha de entrar logo no assunto que nos trazia até aquele local.

- Bem, quanto à nossa estrela desaparecida, eu torço para que ela esteja segura e realmente em seu poder. Como você sabe, é uma bela peça. Não só isso, possui grande valor histórico, tendo pertencido a uma das mais conhecidas imperatrizes, cuja vida intriga e fascina o público até hoje, inspirando livro, histórias e filmes. O público tem o direito de admirar a peça em um museu.  Convenhamos, não é correto que ela fique escondida em uma coleção privada de um ricaço qualquer.

Não havia motivo para mentir para ela. Era óbvio que sabia a importância do item que carregava. Tentar ludibriá-la sobre a importância do item não teria o menor sentido.

Faço uma pausa, termino a minha taça de vinho. Olho diretamente nos seus olhos e lhe digo:

- Asseguro a você que o meu empregador está disposto a fazer o que for necessário para reaver a  estrela. Porém, é imperioso que isso ocorra o quanto antes. Não temos tempo sobrando e estamos correndo contra o relógio….

Enquanto ela digere tudo o que eu lhe disse, chamo o garçom e lhe peço uma nova taça de vinho. Após ele se afastar de nós, eu continuo, ainda focando em seus olhos:

- Dito isso, preciso que você me confirme que está com o item e me diga o quanto entende ser o valor justo para nós reavermos ele.
avatar
Fitz O'Ryan
Humano

Masculino
Escorpião Cachorro
Número de Mensagens : 10
Data de nascimento : 16/11/1982
Idade : 35
Emprego/lazer : Museólogo
Humor : Animado
Data de inscrição : 05/04/2017

RPG
Geração: Humano Humano
Clã: Humanos Humanos

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CinCin Ristorante & Bar

Mensagem por Liliane LaMotte em Sex 21 Abr - 21:31


Liliane permaneceu sentada próxima ao balcão do bar por mais tempo do que ela desejava, mas talvez tenha valido a pena, afinal, a expressão do rapaz que estava acompanhando o jornalista não era das melhores. Deixou-se desenhar um sorriso de satisfação quando o rapaz se levantou se despedindo do jornalista, parecia decepcionado. Seja lá o que fosse, o jornalista não estava com tanta credibilidade como achou que tinha, contudo, teria boas notícias para o Príncipe, aquele rapaz não seria assim tão ameaçador para a Camarilla, nem para o Príncipe. Mas a Toreador tomaria as medidas necessárias para previnir qualquer evidência que venha prejudicálos no futuro, até mesmo o tal jornalista.

Deslizou o dinheiro sobre o balcão para pagar o que havia consumido e se levantou pegando o casaco, vestindo-o. Olhou rapidamente na direção de Marcus, que entendeu perfeitamente o que seu olhar dizia. Deixou o bar caminhando até a calçada e acenou para um taxi, ainda tinha mais um compromisso naquela noite, havia uma pessoa que gostaria de ver e talvez solicitar um serviço, se esse fosse necessário no futuro, não que fosse sua melhor opção, ela era completamente capaz de terminar com a vida daquele pobre jornalista, mas queria evitar chamar atenção ainda mais para a Camarilla, alé do mas, os Giovanni tinham meios mais "interessantes" de cuidar do assunto e tinha certeza de que ele apreciaria a oferta, era sempre bom deixar a balança em seu nível quando se trata de Camarilla e os Giovanni, Liliane era diplomatica o bastante para se aventurar até o Cincin e dialogar com Don Giovanni.

Já em frente ao restaurante, Liliane desceu do taxi e adentrou, como sempre o Cincin gritava festividade, as cores vibrantes, a decoração, as músicas tradicionais, o saboroso aroma do vinho e dos pratos típicos, os fregueses muito bem arrumados apreciavam aquele momento de descontração. Aquele cenário trazia a qualquer bom italiano uma certa nostalgia, e os que não eram, a sensação de estarem lá. Foi logo abordada por uma das atendentes e pediu por uma mesa ao fundo, e solicitou que ela avisasse ao Sr. Don Giovanni de que ela gostaria de um tempo para uma reunião. A mulher balançou a cabeça positivamente e pediu que Liliane a acompanhasse até a mesa.

Cortando por entre as mesas, caminhando atrás da atendente Liliane pouco prestava atenção as pessoas sentadas nas mesas, porém uma das mesas lhe chamou atenção. Ainda estava distante da mesa, mas o perfil daqueles sentados eram familiares. Continuou caminhando em direção aos fundos, ainda acompanhando a atendente quando teve certeza de que conhecia aquele rosto, na verdade conhecia ambos, mas apenas um deles lhe agradava rever. ao se aproximar da mesa, não se importou em interromper a conversa, se ele não estava em apuros, teria encrenca muito em breve.

- Fitz O'Ryan, mas que prazer revê-lo e tão longe de casa. O que lhe traz a Vancouver!! Disse ela estendendo a mão delicamente num cumprimento. Liliane rola os olhos para Amélia Trent. - O mesmo para você Senhorita Trent, o que faz tão longe de casa? Sorriu, sempre muito simpática até mesmo com as pessoas menos ilustres, ao menos ao seu ver.

- Estão em Vancouver a trabalho ou lazer? Perguntou apesar por perguntar, afinal, como curadora da Galeria de Artes, sabia dos eventos e acontecimentos em sua área de inetersse, e não se lembrava de nada que pudesse ter trazido ambos para Vancouver. Alguma coisa ali não lhe cheirava bem, nada poderia cheirar bem quando envolvia Amelia Trent. Será que ele teria mais um probleminha para lidar em Vancouver além de tudo que já estava acontecendo naquela cidade? Já estava ali presente, envolvida na conversa intencionalmente, não viu porque não tentar descobrir o que estava acontecendo. Então se virou para a atendente e pediu que ignorasse o pedido que havia feito anteriormente.
avatar
Liliane LaMotte
Toreador

Feminino
Libra Número de Mensagens : 8
Data de nascimento : 18/10/1715
Idade : 302
Emprego/lazer : Artista/Negociante de Artes
Humor : Determinada
Data de inscrição : 26/03/2012

RPG
Geração: Ancião Ancião
Clã: Toreador Toreador

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CinCin Ristorante & Bar

Mensagem por Amélia Trent em Sab 22 Abr - 10:13

A conversa estava fluindo bem, pelo que parecia realmente a companhia estava valendo a pena, o vinho estava agradável, e ninguém havia me ameaçado ainda, com poucos minutos de conversa pude notar que esse homem realmente não tem experiências com negociações, não mesmo, com certeza é a primeira ou segunda vez que ele tem que fazer isso, sem contar que ele possivelmente não tem noção nenhuma do perigo que esta correndo.

- Devo admitir que parte do que você faz é realmente muito pouco usual. Bem, não me refiro a avaliação e negociação em geral, mas sim a encontrar e negociar itens “sumidos”. Isso lhe deve exigir uma extensa lista de contatos e muito sangue frio para lidar com as pessoas que atuam nesse meio... Você não fica com receio do que pode lhe acontecer? Inclusive imagino que já deva ter passado por alguns apuros...

- Sim claro, muitos apuros eu diria, mas são situações adversas, nunca precisei partir para a violência, já fui ameaçada em muitas vezes, mas sempre consegui contornar a situação apenas no diálogo, isso me deixou experiente no requisito segurnaça... Interrompo para tomar um gole de vinho e logo continuo:

- inclusive estava eu aqui pensando, o Senhor não está muito acostumado com esse tipo de negociação não é mesmo, afinal como foi colocado por você mesmo eu tenho muitos contatos e já estou acostumada a lidar com pessoas que atuam nesse meio... Não se passou pela sua cabeça que talvez isso pudesse ser uma armadilha, eu mesma não vejo um segurança, nem policiais disfarçados, claro porque essa corja nunca sabe disfarça que está “disfarçando”, redundante não é, mas essa é a verdade os movimentos e os olhares por cima em momentos constantes, isso quando eles não tentam fingir uma gargalhada para “parecer” comuns, totalmente patéticos.- Rio no fim da frase, me divertindo como se estivesse vendo um daqueles filmes de comedia policia.

E percebo que o deixei um tanto mais atento, mas este belo homem, felizmente para minha pessoa, está sozinho, a não ser que há alguém lá fora, ou um dos funcionários seja seu comparsa, hum?... Acho que falhei nisso deveria ter vindo pelo menos um dia antes nesse mesmo restaurante para observar o quadro de funcionários, mas como sempre faço tudo correndo não me liguei a esse detalhe, também não é nada comum estar em um lugar tão fino para esse trabalho. E o Senhor O´Ryan não me parece nada com um homem mafioso  e perigoso, tudo indica que está curioso, ou talvez surpreso pela minha habilidade em conduzir uma negociação, realmente essa é das mais tranquilas, já estive em situações muito piores.

- Bem, quanto à nossa estrela desaparecida, eu torço para que ela esteja segura e realmente em seu poder. Como você sabe, é uma bela peça. Não só isso, possui grande valor histórico, tendo pertencido a uma das mais conhecidas imperatrizes, cuja vida intriga e fascina o público até hoje, inspirando livro, histórias e filmes. O público tem o direito de admirar a peça em um museu.  Convenhamos, não é correto que ela fique escondida em uma coleção privada de um ricaço qualquer.

A conversa estava boa até agora, mas pelo jeito ele quer ir direto ao ponto, bem chega de diversão e vamos aos negócios, mas ainda assim penso que será divertido, não pretendo pegar pesado dom ele, ate agora ele tem sido educado e me parece inofensivo, talvez só repasse para ele a peça pelo preço que me custou, incluído apenas as despesas da viagem, me parece um bom homem e suas intenções são boas. Ele termina seu vinho como quem está disposto a dar um fim na conversa e me diz:

- Asseguro a você que o meu empregador está disposto a fazer o que for necessário para reaver a estrela. Porém, é imperioso que isso ocorra o quanto antes. Não temos tempo sobrando e estamos correndo contra o relógio….

Hum talvez eu esteja subestimando meu acompanhante, ele agora parece mais seguro, será que eu fui agressiva e o deixei alerta demais? Ou ele só esta com pressa mesmo para terminar isso, mas se ele tivesse pressa não teria pedido outra taça de vinho. Mau tenho tempo para responder seu comentário e ele me lança outra pergunta.

- Dito isso, preciso que você me confirme que está com o item e me diga o quanto entende ser o valor justo para nós reavermos ele.

-Como eu disse Senhor O´Ryan fica claro que não esta acostumado a esse tipo de trabalho, você como comprador, nunca deve admitir que esta tão disposto assim a pagar o que eu exigir, outra pessoa em meu lugar poderia claramente se aproveitar disso, mas eu vejo suas boas intenções e ao contrario do que pensam por ai eu não sou uma bandida mafiosa,  e vou lhe fazer uma boa oferta, veja bem, eu não iria admitir isso para você, mas a Estrela não estava comigo quando o Senhor entrou em contato, mas eu sabia com quem estava, e tratei de negocia-la, pois quem a adquiriu não tinha interesses preservativos, apenas comercias, resumindo a peça foi roubada e vendida para uma loja de penhores barata da região, para a minha e a sua sorte o dono dessa loja se trata de um charlatão no qual sua ambição para na casa dos milhares. E para ser justa vou lhe cobrar apenas o preço justo, ou seja, o valor que tive que desembolsar até agora, incluindo minhas despesas de trabalho. Isso fica bom para você?

- E com relação ao paradeiro da peça, bem eu não sou idiota de andar com aquilo na bolsa, tão pouco tentar passar pela segurança dos aeroportos, está seguro, mas não esta comigo, assim que fecharmos o negocio, poderemos ir até o local onde ela se encontra. E você me paga quando a Estrela estiver em suas mãos ok? Eis o valor que eu preciso. - Digo lhe isso enquanto pego em minha bolsa um papel e uma caneta, e quando estou pronta para lhe apresentar o valor para a negociação, alguém nos interrompe.

- Fitz O'Ryan, mas que prazer revê-lo e tão longe de casa. O que lhe traz a Vancouver!!

Interessante essa voz eu conheço, e conheço muito bem, ainda bem que não tenho mais intenções em ganhar absurdamente nessa negociação, pois se tivesse minhas chances acabariam agora.

- O mesmo para você Senhorita Trent, o que faz tão longe de casa?

- Estão em Vancouver a trabalho ou lazer?


Seu sorriso é neutro para minha pessoa, mas sua cordialidade e maior com o Senhor O´Ryan, fico pensando se eles estão juntos no negocio e ela é sua segurança, ou se realmente foi mera casualidade a encontrar por aqui. Bem não tenho com o que me preocupar, um museólogo e uma curadora, não são mafiosos, acho que pela primeira vez estou negociando com pessoas que estão nisso pela arte e não pelo dinheiro. Mas é sempre bom se manter atenta.

- Liliane LaMotte, que surpresa encontra-la, respondendo sua pergunta, eu venho a trabalho como pode ver, mas como deve saber minha casa é sempre uma tenda em qualquer lugar deste mundo onde há novidades de nosso antepassados, conhece alguma arqueóloga que consiga ficar presa em seu aconchegante apartamento? – retribuo sua cordialidade sendo um pouco mais extravagante, isso me dá a vantagem para observa-la e descobrir se estão juntos ou se é apenas uma casualidade da vida.
avatar
Amélia Trent
Humano

Feminino
Câncer Dragão
Número de Mensagens : 6
Data de nascimento : 01/07/1988
Idade : 29
Emprego/lazer : Arqueóloga
Humor : Ambiciosa
Data de inscrição : 08/04/2017

RPG
Geração: Humano Humano
Clã: Humanos Humanos

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CinCin Ristorante & Bar

Mensagem por Fitz O'Ryan em Sab 22 Abr - 17:41

A conversa estava seguindo muito bem. Amélia estava se demonstrando uma ótima companhia, inteligente, bonita e intrigante. Acabo me arrependo da decisão de ir direto para o assunto que nos trazia até aqui, deveria ter pensando em outros temas para continuarmos conversando, talvez pedir o prato principal, aproveitar mais o momento, para só depois de tocar no tema da joia sumida...

- Inclusive estava eu aqui pensando, o Senhor não está muito acostumado com esse tipo de negociação não é mesmo, afinal como foi colocado por você mesmo eu tenho muitos contatos e já estou acostumada a lidar com pessoas que atuam nesse meio... Não se passou pela sua cabeça que talvez isso pudesse ser uma armadilha, eu mesma não vejo um segurança, nem policiais disfarçados, claro porque essa corja nunca sabe disfarça que está “disfarçando”, redundante não é, mas essa é a verdade os movimentos e os olhares por cima em momentos constantes, isso quando eles não tentam fingir uma gargalhada para “parecer” comuns, totalmente patéticos.-


Ela parecia estar a vontade na situação. Talvez eu não demonstrasse um grande risco, o que era verdade.

- Realmente, eu não estou. Dou uma risada e um sorriso sincero antes de continuar. Acho que você percebeu facilmente isso. Observe que não é do meu interesse ter a polícia ao meu lado, eles não me ajudariam. A única coisa que eu e meu empregador desejamos e obter a joia de volta rapidamente, sem  burocracia e sem chamar a atenção do público.  Quanto a você poder montar uma armadilha, de fato era uma possibilidade que eu pensei, mas eu sou apenas um reles museólogo, posso garantir que ninguém ganha nada de grande valor em me sequestrar… Talvez apenas uma boa companhia. Um pouco de bom humor não faria mal a ninguém.

O garçom chegou com a minha segunda taça de vinho, começo a tomar um pouco dela. Como esqueci de comer durante o dia, o efeito do álcool estava chegando rapidamente. Porém, isso  era até bom naquele momento, pois fazia com que eu me sentisse mais relaxado e à vontade. Não deixava com que eu ficasse nervoso ou travado.

-Como eu disse Senhor O´Ryan fica claro que não esta acostumado a esse tipo de trabalho, você como comprador, nunca deve admitir que esta tão disposto assim a pagar o que eu exigir, outra pessoa em meu lugar poderia claramente se aproveitar disso, mas eu vejo suas boas intenções e ao contrario do que pensam por ai eu não sou uma bandida mafiosa,  e vou lhe fazer uma boa oferta, veja bem, eu não iria admitir isso para você, mas a Estrela não estava comigo quando o Senhor entrou em contato, mas eu sabia com quem estava, e tratei de negocia-la, pois quem a adquiriu não tinha interesses preservativos, apenas comercias, resumindo a peça foi roubada e vendida para uma loja de penhores barata da região, para a minha e a sua sorte o dono dessa loja se trata de um charlatão no qual sua ambição para na casa dos milhares. E para ser justa vou lhe cobrar apenas o preço justo, ou seja, o valor que tive que desembolsar até agora, incluindo minhas despesas de trabalho. Isso fica bom para você?

- E com relação ao paradeiro da peça, bem eu não sou idiota de andar com aquilo na bolsa, tão pouco tentar passar pela segurança dos aeroportos, está seguro, mas não esta comigo, assim que fecharmos o negocio, poderemos ir até o local onde ela se encontra. E você me paga quando a Estrela estiver em suas mãos ok? Eis o valor que eu preciso.


Não sei se dei muita sorte de encontrar uma pessoa que realmente aparenta querer ajudar a sociedade a ter a estrela de Sissi de volta a um museu, ou se ela está mentindo para mim, querendo me enganar de alguma forma. Pela forma que falava parecia ser sincera no que dizia, quanto a desejar apenas um preço justo pela peça. por mais que eu não entendesse o real motivo de ela agir desta forma. Bem, ela poderia exigir e conseguir uma pequena fortuna diante da situação, mas não foi o que disse que faria. Será que estou interpretando mal o que está ocorrendo em razão dos efeitos do álcool? Não, a Srta. Trent parecia estar sendo honesta no que dizia. Cada vez mais essa mulher me fascinava e me surpreendia.

- Concordo com os seus termos, Amélia. Porém, preciso que me diga antes o valor que entende justo. Se ele realmente for algo aceitável, dentro da margem que tenho autorização negociar, com certeza iriei de aceitar e providenciar a importância.
 
Fico ansioso quando ela abre a bolsa, pega um estiloso conjunto de caneta e bloco de anotações da Mont Blanc, e se prepara para anotar o valor que pretendia.

Enquanto ela faz a sua anotação eu lhe pergunto:

-  Se me permite a pergunta, espero não estar sendo indelicado, e caso esteja peço para que não responda, mas gostaria mesmo de saber por que está fazendo isso? Digo, por que está pretendendo apenas um valor justo?

Sei que não era recomendável fazer era aquele questionamento e entrar na seara pessoal, mas a dúvida falou mais alto e acabei perguntando. Se ela realmente estivesse de boa-fé, como estava demonstrando estar, a resposta seria convincente. Se a resposta não fosse convincente, talvez eu estivesse de fato caindo em uma armadilha.

Após eu ter feito a minha pergunta, e enquanto Amélia ainda anotava o valor pretendido, antes mesmo de ela finalizar a anotação e ter tempo de responder a minha pergunta, ouço uma voz familiar. Uma voz que não ouvia há muitos anos e não me recordava exatamente de quem era, mas que me remetia a boas lembranças.

- Fitz O'Ryan, mas que prazer revê-lo e tão longe de casa. O que lhe traz a Vancouver!!

Ao olhar para a pessoa que fala percebo que é Liliane LaMotte, uma renomada artista e curadora de galerias de arte. Nós nos conhecemos há cerca de 15 anos, sendo que, a contar de hoje, devíamos estar há pelo menos 10 anos sem nos encontrar. Quando nos víamos com frequência, há uns 10 anos, era em razão do trabalho. Trabalhamos juntos por diversas vezes, fazíamos uma boa dupla. A sua paixão pela arte e pelo direito do público apreciar o belo era tão intensa quanto a minha. Em razão disso os nossos trabalhos eram espetaculares, além de que conversamos durante as madrugadas, após o encerramento das exposições ou do planejamento delas. As nossas conversas eram empolgantes, virávamos a madrugada discutindo os novos rumos da arte, os artistas em alta e em baixa, qual seria o tema da próxima exposição etc.

Vê-la me lembrou das agradáveis noites que tivemos naquela época... Pela expressão e tom de voz que utilizou ao me ver, aparentemente, era recíproco!

Estendo a mão e a cumprimento também, com um grande sorriso no rosto. A minha voz não deixava dúvidas da alegria de a ver, ainda mais daquela forma inesperada. Assim como você reencontra com um amigo que gosta muito e não tem contato com ele há anos.

- Liliane, que prazer!!! Nossa, você continua tão bela e deslumbrante como quando a conheci, não mudou nada nestes últimos 15 anos!!! Que genética maravilhosa, uma mulher de muita sorte!!

- Cheguei a Vancouver agora de tarde, talvez passe poucos dias na cidade, por isso não entrei em contato com você. Caso mudasse de planos e fosse ficar mais tempo com certeza te ligaria. Deixe-me apresentá-la a Srta, Trent, com a qual estou conversando


Nesse momento, antes de que eu pudesse apresentar ambas, Lilianne toma a palavra.

O mesmo para você Senhorita Trent, o que faz tão longe de casa?

Então elas já se conheciam? Fico surpreso com aquilo. Também estranho o tom de voz e as feições de Lilianne ao falar com Amélia. Caso eu não a conhecesse bem, caso não tivesse passado noites conversando com ela, talvez eu não percebesse que ela não parecia ter tido a mesmo emoção que teve ao falar comigo quando falou com a Srta.Trent. Parecia mais formal, diferente da forma receptiva e animada que estava ao falar comigo há pouco tempo. Será que elas já tiveram algum desentendimento no passado?

Talvez eu estivesse vendo coisas, em razão do álcool...

- Estão em Vancouver a trabalho ou lazer?

- Liliane LaMotte, que surpresa encontra-la, respondendo sua pergunta, eu venho a trabalho como pode ver, mas como deve saber minha casa é sempre uma tenda em qualquer lugar deste mundo onde há novidades de nosso antepassados, conhece alguma arqueóloga que consiga ficar presa em seu aconchegante apartamento?  

Após Amélia cumprimentar Liliane e responder de forma sintética a pergunta que nos foi formulada, dizendo apenas que estamos a trabalho, viro-me para Liliane e lhe digo:

- Deseja sentar-se conosco? A sua presença exige que façamos uma pausa da reunião de trabalho que estávamos tendo agora! Não aceitarei um não como resposta! Além do mais, sequer pedimos o prato principal, caso ainda não tenha jantado essa é uma excelente oportunidade.

- Por sinal, fiquei impressionado, não sabia que você e a Srta. Trent já se conheciam! Desculpem-me a formalidade, é que estou conhecendo Amélia apenas neste momento.


Olho então para Amélia e lhe digo:

- Srta. Trent, não sei o quanto vocês se conhecem, mas Liliane é uma pessoa fantástica. Uma das maiores especialistas em pintura que já conheci. Consegue fazer análises minuciosas de um quadro, descrevendo as qualidades e defeitos do pintor. Além do mais, consegue distinguir um original de uma falsificação, por mais qualidade que a falsificação tenha, há quilômetros de distância…

Olho de volta para Liliane e espero que ela se sente a nossa mesa. Aquela conversa tinha tudo para render e ser agradável. O fechamento ou não do acordo com Amélia iria ficar para depois, após algumas horas...
avatar
Fitz O'Ryan
Humano

Masculino
Escorpião Cachorro
Número de Mensagens : 10
Data de nascimento : 16/11/1982
Idade : 35
Emprego/lazer : Museólogo
Humor : Animado
Data de inscrição : 05/04/2017

RPG
Geração: Humano Humano
Clã: Humanos Humanos

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CinCin Ristorante & Bar

Mensagem por Liliane LaMotte em Sab 29 Abr - 23:52


Ao entrar no trem que ia da França até Veneza, Liliane caminhava pelo estreito corredor do trem olhando para dentro das cabines e os asentos livres para se acomodar. atravessou a porta que seguia para o segundo vagão e lá estava ele, com catalogos e livros abertos sobre a mesa que separava as poltronas, porém seus olhos não estavam voltados aos livros, e sim a paisagem. Afinal, quem conseguia tirar os olhos daquela paisagem magnífica no trecho que cortava a Itália até o caminho de Veneza. Aquele horizonte de área verde, arvores e arbustos, montanhas, rios, pontes que se erguiam por décadas. Mesmo que o manto da noite impedisse que seus olhos vissem com clareza o horizonte, ainda tinha o luar, que com toda sua plenitude, brilhava sobre a paisagem dando um toque ainda mais sedutor áquele cenário. Chegava a ser uma falta de respeito ignorar tal paisagem, e foi exatamente por esse motivo que ela se juntou a ele, sentando-se na poltrona a sua frente, colocando sua bolsa no asento ao seu lado, Liliane olhou para o horizonte assim como ele. - É magnífico não é? Essa frase havia sido o começo de tudo. A partir daquele momento descobriram que suas profissões e interesses eram suas formas de vida.

Liliane sorriu com a lembraça daquele dia e muitos outros que seguiram enquanto ele estendia a mão retribuindo o cumprimento. Pelo que podia ver, Fitz continuava o mesmo rapaz que ela havia conhecido á 15 anos atrás naquele train para Venice, simpático, galante e com uma educação que se podia encontrar em poucos nos dias atuais. Ela sorri e elegantemente agradece pelo elogio do homem permitindo um levar rosado em suas bochechas.

- Estou lisongeada. Acredito ter encontrado a fonte da juventude. De certo ela tinha encontrado mesmo, mas isso ficaria em segredo. - Posso dizer o mesmo, continua um homem muito atraente, se me permite dizer.

- Cheguei a Vancouver agora de tarde, talvez passe poucos dias na cidade, por isso não entrei em contato com você. Caso mudasse de planos e fosse ficar mais tempo com certeza te ligaria.  Deixe-me apresentá-la a Srta. Trent, com a qual estou conversando.

- Nesse caso estou feliz em ter esbarrado em você por aqui, eu geralmente fico na galeria até tarde, como você sabe, vícios antigos nunca mudam. Esta noite está sendo, como posso dizer...extraordinária.

Definitivamente Liliane e Amelia não precisavam de introdução, se lembrava bem daquele rosto, assim como se lembrava de Fitz, aliás, a Toreador tinha uma ótima memória. Se lembrava do dia em que Trent adentrou no museu Musée du quai Branly para falar com o Gerente que era um colecionador de moedas raras, e Amélia sempre tão solicita havia lhe encontrado uma moeda rara, o que ela não sabia era que Liliane sabia bem de onde aquela moeda havia saído. Era uma moeda Electrum Third Stater do século III que estava sob a posse do Museu Arqueológico Ephesus na Turquia, ela não havia encontrado aquela moeda rara em qualquer escavação, e ainda sim se tivesse, ela havia sido negligente o bastante em reportar a sua descoberta. Liliane se lembra de ter avaliado a moeda para certificá-lo de que era legítima. A moeda era certamente legítima, disso ela não tinha dúvidas, suas dúvidas eram sobre Amélia.

- Liliane LaMotte, que surpresa encontra-la, respondendo sua pergunta, eu venho a trabalho como pode ver, mas como deve saber minha casa é sempre uma tenda em qualquer lugar deste mundo onde há novidades de nosso antepassados, conhece alguma arqueóloga que consiga ficar presa em seu aconchegante apartamento?

- Entendo, compartilho o mesmo sentimento sobre buscas dos nossos antepassados, mas gosto de estudá-los após serem descobertos e compartilhar esse conhecimento e descoberta com o mundo. Acredito que todos tenhamos o direito de saber sobre as antigas civilizações que ficaram esquecidas durante os séculos, é fascinante não acha? Foi mais uma observação do que uma pergunta, mas a pergunta certamente lhe caía bem, afinal, Trent parecia mais interessada em valores financeiros do que valores históricos, mas Liliane em nenhum momento demonstrou despreso, pelo contrário, mantinha um sorriso sutil e simpático nos lábios enquanto conversavam. Mantendo também sua pose ereta, sua voz suave sem alterar o tom.

Fitz por sua vez, sendo simpático a convidou para que Liliane se juntasse á eles para o jantar, aquele tipo de jantar não era bem o que ela tinha em mente, mas aceitou de bom grado, ao menos os pratos do CinCin tinham uma aparencia formidável e ela sempre podia usar a imaginação, como se lesse um livro.

- Eu adoraria, seria um prazer passar algum tempo com velhos amigos, não quero atrapalhar, não foi a minha intenção interromper a reunião de vocês, mas vejo que não tenho a opção de recusa. Sorriu fitando Fitz. - Sim, Amélia e eu nos conhecemos na França á alguns anos atrás, tinhamos um conhecido em comum, Monssieur Gerard Dousseau, era o Gerente do Musée du quai Branly, acredito que nos vimos algumas vezes por lá, não é mesmo Amélia? As visistas nunca eram tão breves, as conversas sobre artefatos e moedas raras, que era a maior paixão de Gerard, fazia com que ele passasse horas falando sobre elas. Disse Liliane feliz em voltar as suas raízes e soltar ao menos algumas palavras e nomes em sua língua nativa.  

- Srta. Trent, não sei o quanto vocês se conhecem, mas Liliane é uma pessoa fantástica. Uma das maiores especialistas em pintura que já conheci. Consegue fazer análises minuciosas de um quadro, descrevendo as qualidades e defeitos do pintor. Além do mais, consegue distinguir um original de uma falsificação, por mais qualidade que a falsificação tenha, há quilômetros de distância…

a Toreadora exibe uma expressão um tanto tímida, como quem quisesse dizer que Fitz estava exagerando ao dizer tais coisas sobre ela, porém, eram verdade, mas nada como fazer um charme e expressar humildade, não que ela se importasse em ser humilde, era uma Vampira, humildade não existia em seu mundo, mas sabia muito bem como manter seu personagem, e talvez fazer com que Amélia achasse que ela não era assim tão ameaçadora.

- Você sempre muito gentil Fitz. Já que havia aceitado o convite para se juntar aos dois, Liliane colocou a bolsa sobre a cadeira, e enquanto tirava seu casaco, um rapaz logo se aproximou para pega-lo e leva-lo para o guarda volumes. Ela puxou a cadeira retirou sua bolsa depositando-a ao lado de sua cadeira e se sentou elegantemente pedido uma garrafa de vinho para os três. - Fitz, fui informada que você havia sido convidado para fazer parte da equipe de exposição do Museu Brtânico sobre a história da Áustria-Hungria, como foi a exibição? Acabei não me informei muito sobre o assunto depois que me fizeram o convite, infelizmente estava atarefada em uma exibição de arte moderna na Galeria de Vancouver. Teria sido uma ótima oportunidade para trabalharmos juntos mais uma vez.

- Oh, Amélia! Você fez parte da escavação próximo a Jerusalém, ouvi dizer que o local teria sido do Palácio de Herodes onde Jesus foi julgado por Pilatos. Uma descoberta arqueológica fascinante. Por falar nisso, você mencionou que estava em Vancouver a trabalho, assim como Fitz, vocês estão trabalhando juntos em algum projeto de exibição aqui em Vancouver? Indagou a Toreador exibindo uma expressão confusa, sabia que não havia exibição alguma planejada para acontecer na cidade, mas perguntou mesmo assim. - Algo em que eu possa ajudar? Tenho alguns bons contatos em Vancouver, seja lá o que precisarem, talvez eu possa ajudar. Aquela noite estava prestes a ficar mais interessante.
avatar
Liliane LaMotte
Toreador

Feminino
Libra Número de Mensagens : 8
Data de nascimento : 18/10/1715
Idade : 302
Emprego/lazer : Artista/Negociante de Artes
Humor : Determinada
Data de inscrição : 26/03/2012

RPG
Geração: Ancião Ancião
Clã: Toreador Toreador

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CinCin Ristorante & Bar

Mensagem por Amélia Trent em Dom 30 Abr - 22:49

A que ótimo, como se não me bastasse uma abrupta interrupção no que estava agradável, meu anfitrião resolve dar de galante com outra mulher no meio da negociação, realmente ele não tem o mínimo de noção de como lidar com acordos, é um tanto rude ficar elogiando outra mulher exatamente no momento em que estou preste a lhe passar o valor, tal ação me leva automaticamente a guardar meu bloco e minha caneta antes mesmo de ter anotado qualquer valor, o comportamento de Fitz não pode ser apenas por educação, logicamente a ligação deles passa de simplesmente conhecidos, eles já passaram bons momentos juntos, eu até poderia me levantar como sinal de total desagrado, já que não tenho tempo para perder com elegância, meu tempo é curto e seu eu ficar muito tempo parada em um único lugar logo mais alguém pode me reconhecer, mas antes que eu tomasse qualquer decisão ela me responde.

- Entendo, compartilho o mesmo sentimento sobre buscas dos nossos antepassados, mas gosto de estudá-los após serem descobertos e compartilhar esse conhecimento e descoberta com o mundo. Acredito que todos tenhamos o direito de saber sobre as antigas civilizações que ficaram esquecidas durante os séculos, é fascinante não acha?

Sua indagação fez me lembrar de minha primeira visita ao Egito, nação da arqueologia, onde estão os tesouros e peças mais reluzentes, ahh como eu gostaria ter nascido em outras épocas e poder ter participado da escavação na qual foram encontradas as primeiras relíquias Egípcias.

Me lembro de cada passo meu pelo maravilhoso Museu do Cairo observando cada peça, cada linda joia, o magnífico tesouro do Faraó Tutancâmon, e todas as outras peças, cada uma com sua beleza única, mas sempre seguindo o mesmo padrão, coroas, colares, pulseiras e tornozeleiras e uraeus todos confeccionados em ouro e cravejadas com ametista, lápis-lazúli, cornalina e turquesa, outras peças como utensílios produzidas em faiança com vestígios de feldspato mas todas com um simbolismo, seja retratando a divindade de um deus protetor, antepassado ou reencarnado. É maravilhoso são mais de 80 salas divididas em dois pavimentos de pura arte e historia, e ainda tem a biblioteca, como pode tanto conhecimento ainda ser um mistério para nossa civilização tão avançada, o povo do Egito Antigo foi primordial com a matemática, engenharia e sistemas de irrigação, uma civilização com uma cultura de dar inveja.

Nesse mesmo dia pude ouvir um murmuro de agitação, e na minha curiosidade resolvi seguir o pequeno e discreto grupo de senhores, como uma turista disfarcei o máximo que pude e percebi o motivo da inquietação daqueles senhores, se tratava de uma peça do museu havia sido roubada. Ao olhar pela sala me dei conta que faltava um colar na exposição, e não um colar qualquer, mas sim o Colar de Neferuptah pertencente à coleção da 12ª dinastia, Reinado de Amenemhet III (1844-1797 aC.). Céus como alguém teria a astucia de roubar uma peça assim.

Pela curiosidade comecei a investigar essa situação e descubri que a peça foi substituída por uma falsa durante uma limpeza de rotina. Mas o que não saia da minha cabeça era porque alguém roubaria uma peça dessas.

Bem foi essa pergunta que me levou a vida que tenho hoje, a resposta era simples, dinheiro, poder e status, fiquei impressionada com a quantidade de pessoas que acham que precisam ter em suas residências uma peça caríssima e única para mostrar o quanto podem ser poderosas, já que para manter uma peça assim em seu acervo pessoal além de muito dinheiro é necessário influencia e reputação em meio às autoridades.

Minha fascinação pela arte não muda, e se eu realmente pudesse voltar ao passado... não, de nada me arrependo, sou o que sou e já passei por poucas e boas até chegar onde estou.

Isso me faz lembrar o porquê estou aqui, negócios, mas algo nessa inusitada surpresa me acendeu o desejo por algo a mais, e não estou falando de dinheiro. Minha vontade de ir embora passou, e agora tudo o que quero é ficar até o fim.

Ao invés de responder sua pergunta fico em silencio observando enquanto o senhor galante e educado a minha frente resolve convidar sua amiga para se sentar à mesa e pela sua insistência acredito que esteja seguro que a negociação já esta fechada, e lógico não se aguentando de curiosidade ele pergunta de maneira discreta e toda formal de onde nos conhecemos.

- Sim, Amélia e eu nos conhecemos na França á alguns anos atrás, tinhamos um conhecido em comum, Monssieur Gerard Dousseau, era o Gerente do Musée du quai Branly, acredito que nos vimos algumas vezes por lá, não é mesmo Amélia? As visistas nunca eram tão breves, as conversas sobre artefatos e moedas raras, que era a maior paixão de Gerard, fazia com que ele passasse horas falando sobre elas.

Enquanto Liliane responde a pergunta de Fitz me cutucando a memória novamente, sinto meu sangue ferver e tal situação me faz rolar os olhos internamente, sério que ela tocar no assuntos das moedas, bem, eu não tenho o que esconder, minha fama me procede, ladra, contrabandista de artes, profana, herege, enfim.

E para não explodir de vez resolvo permanecer em silencio e só acenar com a cabeça positivamente, erguendo minha taça de vinho como sinal de aprovação e a levando em meus lábios para saborear o bom sabor do vinho permitindo que o mesmo cumpra sua função.

Assim, resultante de meu silencio ou não, Fitz sai de seu transe de elogios e finalmente volta sua atenção para mim:

- Srta. Trent, não sei o quanto vocês se conhecem, mas Liliane é uma pessoa fantástica. Uma das maiores especialistas em pintura que já conheci. Consegue fazer análises minuciosas de um quadro, descrevendo as qualidades e defeitos do pintor. Além do mais, consegue distinguir um original de uma falsificação, por mais qualidade que a falsificação tenha, há quilômetros de distância…

-Infelizmente Senhor O’Ryan... a propósito acredito que a essa altura podemos nos livrar um pouco dessa formalidade, afinal estamos entre amigos, posso lhe chamar apenas de Fitz?

-Ótimo, como eu ia dizendo, infelizmente Fitz, não tive muitas oportunidades para conversas mais intimas com Liliane, mas tenho total conhecimento de suas habilidades, aliás tais habilidades já me ajudaram em muito até mesmo com o Senhor Monssieur Gerard Dousseau, atestando a originalidade das peças que negociávamos,  isso me garantiu por algumas vezes uma ótima finalização de negócios.
– respondo com simplicidade demonstrando um estado de conforto, mas em minha cabeça eu repetia um mantra “calma garota, relaxa”.

Após toda aquela encenação dela, pois era obvio que assim como eu Liliane estava mantendo a pose, internamente eu via duas leoas ao ponto de rolarem pela campina brigando pela caça... Espere, no que estou pensando, caça? Será que esse vinho é tão forte assim que eu não percebi que minha disputa aqui já não é fama e tão pouco poder. Merda assim não dá, carência é mesmo uma merda. O ultraje que se passa em minha cabeça me fez soltar um leve sorriso enquanto Liliane se sentava a mesa com todo o seu charme, o que me veio a calhar, um sorriso espontâneo me deixa mais branda a outros olhos.

Achei que tínhamos parado por aí, mas para minha infelicidade Liliane resolve me cutucar mais uma vez:

- Oh, Amélia! Você fez parte da escavação próximo a Jerusalém, ouvi dizer que o local teria sido do Palácio de Herodes onde Jesus foi julgado por Pilatos. Uma descoberta arqueológica fascinante. Por falar nisso, você mencionou que estava em Vancouver a trabalho, assim como Fitz, vocês estão trabalhando juntos em algum projeto de exibição aqui em Vancouver?

E enquanto eu volto a minha atenção para o diálogo percebo que Liliane parece uma perfeita dama enquanto está calada, ou enquanto fala diretamente com Fitz, mas sua hostilidade é sutil como o ataque de uma cobra, ela me lança esse pequeno teste, como se eu não fosse perceber. Agora eu já não me controlo mais, chega  de me manter acuada como um bicho do mato, ela quer me cutucar, bem vou mostrar para ela que não se deve cutucar uma onça com vara curta. Mas também não vou descer o nível, manterei seu joguinho.

-Céus...  Liliane, acredito que terei que investir mais em minha própria publicidade viral, ainda a pouco tive que contar ao Fitz que minhas mãos são delicadas demais para os cinzéis, e agora até você ainda se ilude com o fato de que eu sou uma arqueóloga a nível de escavação, não que eu não goste ou não seja hábil o suficiente para isso, mas cá entre nós querida, assim como você eu suponho, -faço menção com as mãos para seu tom pálido de pele - prefiro não me desidratar no sol. Então não conte com isso... – meu riso certamente contagiou Fitz, pude por um minuto trocar um olhar mais intenso com ele. Hum interessante, esse vinho é mesmo traiçoeiro.

- E meu trabalho como você certamente sabe, é em todos os lugares onde há necessidade de negociadores, eu adquiri algumas peças nas minhas ultimas viagens a um preço muito bom, algumas fazem parte da história indígena local, talvez você queira dar uma olhada, eu ia oferecer a alguns colecionadores locais, ouvi dizer que há muitos, mas não me importo de repassa-las para a galeria de arte local, afinal também aprecio que as artes estejam a disposição do publico, desde que me pague o preço justo.

Certamente ela irá se sair bem nessa, mas minha real intenção não é simplesmente ganhar, e sim continuar no jogo sem desvantagem. Esse será um longo e divertido jantar.
avatar
Amélia Trent
Humano

Feminino
Câncer Dragão
Número de Mensagens : 6
Data de nascimento : 01/07/1988
Idade : 29
Emprego/lazer : Arqueóloga
Humor : Ambiciosa
Data de inscrição : 08/04/2017

RPG
Geração: Humano Humano
Clã: Humanos Humanos

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CinCin Ristorante & Bar

Mensagem por Fitz O'Ryan em Ter 2 Maio - 18:52

Este jantar estava mexendo com as minhas emoções. O que deveria ser um mero acordo comercial, frio e formal, começou aos poucos a se transformar em um caldeirão de sentimentos, fugindo totalmente do objetivo inicial da conversa. A situação se assemelhava a um trem que descarrila dos trilhos e não mais conseguia voltar ao seu percurso original. Naquele momento, o trem já havia efetivamente saído dos trilhos e nada que eu pudesse fazer o colocaria de volta, restaurando o clima sobrio e taciturno que pairava no início da noite, logo que conheci a Srta. Trent.

Isso por que, ao longo da conversa, comecei a me interessar demasiadamente por ela. Uma mulher linda, inteligente, elegante, bem vestida, educada, e com uma história fascinante e intrigante, digna de filmes de espionagem. Além disso, uma mulher com atitude e que sabe cuidar de si, daquelas que qualquer homem tentaria passar o máximo de tempo possível ao seu lado. Tentei não demonstrar sentimentos por ela enquanto negociamos, acho que consegui até então, mas o álcool e a simpatia de sua presença estavam começando a me impedir de continuar com essa postura.

Quando estava prestes a ver o valor que ela queria pela estrela de Sissi, momento no qual a parte comercial estaria definitivamente encerrada e, caso ela quisesse, poderíamos tomar mais vinho e tocar em outros assuntos não profissionais, apareceu no salão do restaurante, como que magicamente, Lilianne.

Não podia deixar de convidar a francesa para se sentar conosco, por mais que estivesse encantado e desejoso de continuar a conversar a sós com Amélia. Isso por que Lilianne era uma amiga de longa data e com a qual eu passei os melhores momentos de minha vida.

Desde o dia em que nos conhecemos, em uma viagem de trem, as coisas nunca mais foram as mesmas. Embora fôssemos só amigos, e Lilianne rejeitasse as minhas investidas em qualquer outro sentido, estar ao seu lado era uma experiência ímpar. Discutíamos os mesmos assuntos, passamos a trabalhar em conjunto nos mesmos projetos, e ela mantinha um especial cuidado comigo.

Por vezes, ela fazia uma maravilhosa massagem na região dos meus ombros e pescoço. Começava normalmente, com os dedos apertando os meus músculos, porém, em algum momento, sentia uma leve mordida estranha e, então, eu me perdia em conforto e deslumbre. Pode-se dizer que eu perdia a consciência em meio a boa sensação que aquilo me proporciona, voltando a mim apenas depois de algum tempo que não conseguia precisar o quanto. Ela nunca quis me dizer qual a técnica que usava, sempre falava que era um segredo milenar que aprendera em uma viagem ao oriente e que poucos sabiam, sendo que, ao invés de tentar descobrir o que era, eu deveria aproveitar a oportunidade de estar ao lado de uma das poucas mulheres no mundo que possuíam essa perícia.

Além disso, ela ainda fazia drinks inigualáveis, de sabor que eu nunca antes tinha experimentado. Possuíam um gosto ímpar, e traziam no corpo uma sensação apenas igualável aquela da sua técnica de massagem. Assim como a massagem, ela não revelava o segredo de sua bebida…

Embora aqueles momentos ao seu lado fossem maravilhosos, deixamos de nos ver cerca de 5 anos depois de termos nos conhecido, pois Lilianne disse que tinha de ficar ausente para cuidar de um parente doente. Por mais que eu tivesse me oferecido para ajudar, ela recusou o meu convite, e depois não mais retornou as minhas ligações.

Soube recentemente que Lilianne estava em Vancouver e, enquanto me deslocava até o restaurante, tinha em mente procurar por ela após negociar a devolução da estrela de Sissi com a moça inglesa com quem que havia marcado. Esperava uma negociação rápida para depois, quem sabe, poder encontrar com Lilianne e reviver os velhos tempos, com conversas e descontração, caso ela desejasse.

Porém, as coisas não tinham saído como eu planejava. Havia acabado de conhecer a Srta. Trent e ela estava me fascinando, chamando cada vez mais a minha atenção. Já cogitava procurar por Lilianne em outro momento, que não naquela noite, até que, como por uma estranha coincidência, a própria e deslumbrante francesa entrou no restaurante, deixando-me confuso quanto ao que quero ou devo fazer.

Ainda gosto de Lilianne, em razão de todo o histórico que tivemos, das maravilhosas conversas que somos capazes de travar por horas e também das suas incríveis habilidades, que nunca vi nenhuma outra mulher possuir. Quero conversar com ela, saber como está a sua vida, o que ocorreu ao longo dos últimos 10 anos, por mais que eu também esteja um pouco chateado pela forma com que ela sumiu.

Por outro lado, também desejo dar atenção à Srta. Trent. Os seus olhares e investidas que dirigiu para mim, principalmente depois da chegada de Lilianne à mesa, comprovam que o interesse que eu estava tendo por ela era recíproco! Tenha de aproveitar a presença dela, afinal, uma mulher com as qualidades de Amélia não se encontra todos os dias, além de que não deve ficar por muito tempo no mesmo lugar. Tenho de aproveitar aquele momento.

Percebo que talvez tenha sido um pouco rude na mesa, pois teci grandes elogios à Lilianne, e não fiz o mesmo para com Amélia. Errei justo com a pessoa que estava cada vez mais demonstrando interesse por mim, enquanto que, por mais que eu tivesse tido bons momentos com Lilianne, ela não me procurava e dava atenção há anos… Era hora de tentar corrigir o erro, o que faria isso ao responder a pergunta de Lilianne.

- Fitz, fui informada que você havia sido convidado para fazer parte da equipe de exposição do Museu Brtânico sobre a história da Áustria-Hungria, como foi a exibição? Acabei não me informei muito sobre o assunto depois que me fizeram o convite, infelizmente estava atarefada em uma exibição de arte moderna na Galeria de Vancouver. Teria sido uma ótima oportunidade para trabalharmos juntos mais uma vez.


- Sim, sim, suas fontes não falham, fui mesmo convidado. Gostaria de ter os mesmo contatos seus! Incrível como a francesa sabia de tudo o que ocorria no nosso meio. Porém, a exposição ainda não começou, está programada para ter início semana que vem.

-  Uma pena que você estava atarefada e não pode se juntar a nós, teria sido uma excelente companhia. Digo com absoluta sinceridade e um pouco de nostalgia, como era boa a presença dela. Talvez o infortúnio que nos acomete não teria ocorrido…

Bebo um pouco mais de vinho e me preparo para contar a Lilianne o que tinha ocorrido, sou incapaz de mentir para ela. Digo então de forma séria e triste:

- Imagino que ainda não saiba do que vou dizer, mas um dos destaques da exposição, a estrela de Sissi, que nos foi emprestada, foi roubada do cofre do museu britânico, um verdadeiro desastre….

- Sim, é uma das estrelas usadas pela Imperatriz Sissi da Áustria-hungria em seus cabelos, uma daquelas que os contos populares dizem possuir propriedades mágicas, o que deixava a imperatriz com beleza e carisma sobrenatural, capaz de influenciar a opinião de qualquer uma que a visse.
... falo para descontrair, dou uma risada e bebo um pouco mais de vinho.

- Peço que mantenha sigilo sobre a informação do sumiço da joia, pois ela ainda não venho a público. Mas é certo que com a ajuda da Srta. Trent jamais virá. Sei que já conhece Amélia, mas talvez não saiba que ela está me ajudando a recuperar a joia. Além de ser bela e inteligente, como poucos mulheres no mundo, ainda possui a habilidade de negociar com criminosos da pior espécie, possuindo também uma lista de contatos grande o suficiente para conseguirmos reaver a joia roubada antes do início da exposição.  Uma mulher fora de série, como nenhuma outra.


Olho para Amélia e dou um sorriso charmoso e mirando em seus olhos, gostaria que ela percebesse que o interesse era recíproco.

- Temos muito o que agradecer a ela, pois se expõe todos os dias, colocando a sua vida em risco. Deve enfrentar perigos que eu e você jamais poderíamos imaginar que existem, enquanto que ficamos na segurança das nossas galerias…


Digo isso e fico no aguardo dos que elas diriam. Será que Amélia perdoaria a minha falta de educação ao não ter dado a devida atenção a ela, de não ter elogiado as suas habilidades, como fiz com as da Lilianne? Por outro lado, será que a Lilianne ainda estava disposta a conversar comigo após tantos anos, como eu estava disposto a conversar com ela? Será que se incomodou com o fato de eu ter tecido grandes elogios à Amélia? Será que me ajudaria a reaver a joia perdida, como sempre me ajudou em tudo o que eu precisava, mesmo Amélia já estando lá para isso? Pelo pouco que falaram entre si não pareciam ser melhores amigas...
avatar
Fitz O'Ryan
Humano

Masculino
Escorpião Cachorro
Número de Mensagens : 10
Data de nascimento : 16/11/1982
Idade : 35
Emprego/lazer : Museólogo
Humor : Animado
Data de inscrição : 05/04/2017

RPG
Geração: Humano Humano
Clã: Humanos Humanos

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CinCin Ristorante & Bar

Mensagem por Liliane LaMotte em Sex 5 Maio - 22:42


Sempre foi de sua natureza apreciar tudo o que era belo, o que lhe fazia bem, o que lhe enchia os olhos de alegria ou até mesmo uma nostalgia. Coisas de sua humanidade que carregava consigo até mesmo em sua não vida. Tinha uma certa afinidade, um apreço por coisas e pessoas do seu passado que decoraram sua vida como uma tela pintada a tinta óleo, com detalhes minuciosos e vívidos que cativavam sua memória até a presente data em sua não vida. Fitz era uma dessas memórias, uma das quais ela não gostaria que se apagasse, sabia que não deveria tê-lo deixado anos atrás, mas as circunstâncias a forçaram a se distanciar fazendo com que o laço que havia tão afetivamente criado entre eles se dissolvesse.

Desde a primeira vez que o viu sentado naquele trem sabia que ele seria especial, por isso criou oportunidades para estar presente, para que pudessem trabalharem juntos, estarem juntos casualmente e até mesmo terem algum momento “íntimo” dos quais Liliane sempre se beneficiava. Fitz era jovem, belo, inteligente, educado, um sorriso cativante, cheio de entusiasmo, de fato um atrativo para os olhos. Aqueles momentos de intimidade entre eles, lhe dava liberdade para conseguir o que mais queria, o que mais necessitava. O sabor da Vitae ao tocar em seus lábios tinha o gosto do mais puro mel, um pecado, tão puro quanto a inocência de uma criança. Ela tinha que tê-lo sob seu domínio, tinha que poder saboreá-lo, e por muito tempo ela o teve.

Percebeu naquela conversa que mesmo após esses anos distante de Fitz, ainda sim havia vestígios, mesmo que enfraquecidos do laço que tinham, porém, ele parecia estar desconexo, deixando Fitz indeciso. A Toreador riu por dentro, aquilo poderia ser facilmente contornado, e Amélia Trent seria apenas um pensamento distante, ou talvez nem mesmo um pensamento. Cada palavra proferida por Amélia mostrava á Liliane que ela conseguira fisgar aquele nervinho que fazia qualquer um sair da linha e derrubar a própria máscara. Liliane não tinha máscaras, exceto uma, mas ela não a quebraria, não li, não pelos chiliques de uma ladra com ciúmes de seu recém achado osso, da qual ela estava louca para roer. Era como uma criança com um brinquedinho novo.

Suas palavras que saiam dos lábios de Amélia eram tão afiadas quanto punhais e tão venenosas quanto uma víbora, porém, Liliane manteve sua expressão suave e despreocupada. Afinal, aquilo não era uma disputa, não haveria disputa apenas a retomada de velhas amizades, da qual Liliane tinha certeza de que não seria difícil. A Toreador observa a mulher com um olhar calmo, quase que sonolento, diferente da expressão da mulher que está pronta para atacá-la. A cena que passa em sua cabeça é quase cômica. Claro que Liliane jamais se rebaixaria numa briga entre duas mulher dentro de um restaurante como o CinCin, ou em qualquer outro, alias, ela não entraria numa briga como essas e ponto final. Já por outros motivos muito mais complexos e que envolvessem questões políticas e outras relacionadas a Camarilla e outros clãs, definitivamente.

- Mas é claro, que tolice a minha pensar que você se arriscaria se expor tanto dessa forma. Me refiro ao calor intenso, queimadura pela exposição ao sol e mãos calejadas. Nada como o conforto de nossas casas, não é mesmo. A pergunta havia sido retórica. Liliane beberica seu vinho segurando a taça em seus dedos finos com toda elegância. Devolve a taça sobre a mesa enquanto fita brevemente Fitz passando a ponta da língua nos lábios apreciando o sabor do vinho, mas em sua mente, se lembrava do sabor da vitae de Fitz. Não estava tentando seduzi-lo com tal movimento, apenas uma ação espontânea de quem aprecia um bom vinho. Liliane não apreciava o ramo de trabalho de Amélia, obras de artes não haviam sido feitas para alimentar a cobiça daqueles que tinham dinehiro para pagar, eram achados que pertenciam a História de um povo esquecido, e tinham o direito de seresm lembrados e estudados, não por uma pessoa apenas, mas por multidões. Era assim que a história sobre aquelas civilizações se expandiam, e não trancadas em um cofre ou museu particular. Claro que discutir com uma ladra, não faria o menor sentido, afinal, era seu ganha pão e nada do que fazia estava errado desde que ganhasse uma quantidade alta em dinheiro.

- Acredito que seu ramo de atividade seja de grande risco, mas uma mulher deve comer certo. Brincou ela deixando desenhar um sorriso amigável no rosto. - A respeito aos items indígenas, eu agradeço a oferta e definitivamente pensarei no caso, como sabe, tudo deve ser bem estudado antes de pensar em fazer qualquer aquisição. Por mais que desaprovasse o "trabalho" de Amélia, jamais apontaria o dedo em sua cara e nageria comprar peças que ela sabia terem sido roubadas, portanto, com muita classe e sutileza, Liliane se esquivou da oferta.

Fitz agora tem toda sua atenção enquanto ele tão ponderadamente comenta sobre a exposição Áustia-Hungria, e o roubo da Estrela de Sissi, da qual Trent tão generosamente estava ajudando-o a reaver a tal peça. Chegava a soar irônico em pensar que ela estava o ajudando a encontrar algo que ela mesmo poderia ter roubado. a Toreador o encara com uma expressão chocada com a notícia.

- Como alguém poderia ter roubado essa peça, uma peça tão peculiar e de grande valor tanto hitórico como monetário, de certo deveria estar em um local extremamante seguro. Espero que com as investigações eles consigam alguma pista sobre como e quem tomou posse dessa peça. Pelo pouco que conheço do trabalho de Amélia, acredito que ela seja de grande ajuda e certamente terá melhores contatos. Ainda sim, me disponho a ajudar, derepente quem estiver com a Estrela de Sissi tente vender para outras galerias e museus, ou até mesmo pessoas influentes de meu círculo de contatos, pode apostar que manterei meus olhos e ouvidos abertos, e seu souber de qualquer coisa a respeito da Estrela de Sissi, eu entrarei em contato. Fitz, acredito que ainda tenho seu contato, isso se continuar o mesmo, mas não acredito que eu tenha o seu contato. Disse ela fitando Trent aguardando que ela lhe entregue um cartão de visita se assim form o desejo dela. - E quanto ao sigilo, você não precisaria nem ao menos ter feito tal pedido.

- Mas nos diga Amélia, você conseguiu alguma informação sobre a estrela de Sissi? Vocês estão em Vancouver por desconfiar que a peça esteja circulando por aqui? Mais uma vez Liliane leva a taça aos lábios bebiricando seu vinho, curiosa para saber o que tanto Amelia Trent sabe sobre a jóia.
avatar
Liliane LaMotte
Toreador

Feminino
Libra Número de Mensagens : 8
Data de nascimento : 18/10/1715
Idade : 302
Emprego/lazer : Artista/Negociante de Artes
Humor : Determinada
Data de inscrição : 26/03/2012

RPG
Geração: Ancião Ancião
Clã: Toreador Toreador

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CinCin Ristorante & Bar

Mensagem por Amélia Trent em Ter 9 Maio - 0:39

Essa noite esta ficando cada vez mais interessante, o que a pouco estava me irritando agora me divertia, o que começou com uma negociação amigável, que subitamente foi interrompida, agora para mim se tratava de um jogo. A essa altura eu já estava quase me esquecendo do real motivo de estar aqui, a situação fluiu totalmente fora do planejado, o meu contato para negociação agora me atrai muito mais pelo olhar do que pelas verdinhas que ele poderia me oferecer, a intrusa trouce mais diversão do que eu imaginava, e eu estava flertando descaradamente com um elegante e belo homem no qual eu não sabia nada além do que me foi apresentado em poucos minutos de conversa, isso me fez lembrar os tempos da faculdade, quando a turma se reunia para ir aos barzinhos e minhas amigas sempre morriam de raiva de mim porque eu modestamente pescava o melhor da casa. Bem me parece que eu não perdi o jeito com isso, e sinceramente agora mais do que tudo eu quero seguir em frente, principalmente depois de meu ego ter sido alimentado, e difícil encontrar homens que valorize uma mulher ativa como eu, geralmente ele se sentem ofendidos e amedrontados só por saber de minhas habilidades com as armas, faz tempo que não me envolvo com alguém tão interessante e educado para variar. Minha ambição tem tomado muito do meu tempo, e só percebo agora que deixei minha vida pessoal para traz em minha busca incessante pelo sucesso.

Como eu já sabia Liliane se síria bem, recusou sutilmente meus “artefatos indígenas”, claro que ela não se arriscaria a comprar peças “roubadas”, mas ela nem imagina que muitas das minhas mercadorias não são roubadas, não as mais simples, em cada viagem eu destino um pouco do meu lucro em antiquários e lojas de restauração, lá sempre encontro peças valiosas a um preço muito baixo o que me dá ainda mais vantagem. E essas peças indígenas vieram de uma loja de penhores, algum pobre colecionador teve que se abdicar de sua coleção para quitar suas dividas de jogo, é triste ver como as pessoas perdem tanto dinheiro num ato de desespero.

Tolice maior ainda foi Liliane achar que eu sou do tipo que prefere ficar no conforto de um teto, eu posso não ter a pela queimada de sol e tão pouco calos nas mãos, mas já passei muitos apuros em becos medonhos, e perdi as contas de quantas vezes estive na mira de uma pistola ou com um punhal gelando arranhando a pele do meu pescoço. Se eu pudesse mencionar tais fatos seria um prato cheio para me elevar na conversa, mas como eu disse não estou aqui para competir, e sim apenas brincar.

Enquanto os dois conversavam, acabei me perdendo um pouco no assunto já que Fitz e eu trocávamos olhares cada vez mais quentes, isso acabou me distraindo um pouco e me deixou em silencio por alguns minutos. Mas saio totalmente de meu devaneio quando Liliane me olha como quem espera algo, então coloco meus pensamentos de volta a ocasião e  levo alguns segundos para raciocinar e buscar na minha mente o assunto que eles estavam conversando e sua ultima frase soa como um eco distante em minha mente, claro ela quer meu contato.

-Oh, por favor Liliane me perdoe pela minha falta de educação eu estava... distraída. -  friso minha ultima palavra tecendo um olhar mais que provocante ao Fitz, e dando uma leve mordida nos lábios enquanto baixo meu olhar para minha bolsa afim de encontrar minha carteira, sim isso foi provocante o suficiente para deixar claro a todos a volta minhas intenções, mas eu não iria para por aí.

Retirando a carteira de minha bolsa pego um cartão com o meu contato comercial e entrego para Liliane.

-Aqui Liliane este é meu contato comercial.

- E aproveitando o momento Fitz, aqui este é meu telefone pessoal.
– digo pegando um guardanapo e anotando meu numero pessoal, não costumo andar com cartões com esse número afinal vai que minha carteira cai em mão erradas, e aproveito também para anotar o nome e o endereço do hotel no qual estarei hospedada aqui em Vancouver, bem não sou de ficar perdendo tempo, se ele não dá o primeiro passo eu dou.

Liliane segue a conversa se mostrando prestativa:

- E quanto ao sigilo, você não precisaria nem ao menos ter feito tal pedido.

- Mas nos diga Amélia, você conseguiu alguma informação sobre a estrela de Sissi? Vocês estão em Vancouver por desconfiar que a peça esteja circulando por aqui?


Com sua pergunta eu percebo que a parte da conversa que eu supostamente perdi se tratava de nossos negócios. E entro no assunto como se tivesse prestado atenção em toda a conversa... sim também sei atuar.

-Na verdade Liliane tais informações são... delicadas, eu não posso ficar revelando meus meios em público, eu posso ser presa – digo a ultima frase sussurrando e rio com a piada.

-Estou brincando Liliane, eu não tenho medo algum de ser presa , aliás se querem saber não há nada nesse mundo na qual possa me incriminar, eu sou apenas uma mulher de sorte que sabe onde e quando buscar informações e tiro proveito disso, e graças aos meus contatos, eu sei exatamente onde está a estrela de Sissi nesse exato momento... – dou uma pausa e olho no meu relógio - ...logo ela estará aqui em Vancouver e na hora certa poderemos ir busca-la.  – dito isso eu tomo o restante do vinho que há em minha taça de uma vez, me inclino para frente com meus cotovelos na mesa e apoiando meu queixo sob as mãos propositalmente para que a gola do meu vestido se afrouxe um pouco permitindo uma visão mais intima, e olho fixamente para Fitz.

-Claro, isso se chegarmos a um acordo, certo Fitz.
avatar
Amélia Trent
Humano

Feminino
Câncer Dragão
Número de Mensagens : 6
Data de nascimento : 01/07/1988
Idade : 29
Emprego/lazer : Arqueóloga
Humor : Ambiciosa
Data de inscrição : 08/04/2017

RPG
Geração: Humano Humano
Clã: Humanos Humanos

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: CinCin Ristorante & Bar

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você pode responder aos tópicos neste fórum