The Roxy Nightclub

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The Roxy Nightclub

Mensagem por Mestre do Jogo em Qua 14 Jan - 1:08



Se você gosta de curtir a noite, vá até o número 932 na Granville St da baixa Vancouver. Lá está localizada uma das mais badaladas danceterias da cidade, a The Roxy Nightclub que com seu ambiente moderno e despojado atrai várias tribos da cidade.

As várias mesas dispostas em torno das pistas de dança são um convite para happy hours entre amigos, conversas animadas, boas companhias e drinks dos mais variados. A casa atrai especialmente quem gosta do velho e bom rock and roll que pode inclusive ser apreciado durante o show de bandas que se apresentam ao vivo no palco da danceteria. A Roxy abre as portas quando o sol se põe e só fecha quando ele nasce.

No bar é possível provar vários tipos de drinks diferentes com bebidas provenientes de todo o mundo e uma vez por noite a Roxy promove a chamada Rodada do Aperto, bebida grátis pra todo mundo até o primeiro cliente ir ao banheiro. É comum também na danceteria os freqüentadores acompanharem as disputas de bandas amadoras que concorrem à oportunidade de terem seus CD’s bancados pela danceteria, além do direito de exclusividade para se apresentarem na Roxy por um mês.

Famosos também são os bailes à fantasia que a Roxy promove mensalmente, proporcionando assim ainda mais entretenimento aos turistas que não teriam realmente visitado Vancouver sem conferir uma noite nesta agitada danceteria. Alegria para os turistas e alerta para a polícia que sempre recebe comunicados de desaparecimentos após estes bailes. Infelizmente como não se encontra provas suficientes para ligar os desaparecimentos aos bailes à fantasia a polícia não tem o poder de impedi-los.

Também não é raro o Carlton Private Hospital receber pacientes que saem direto da Roxy para suas salas de emergência onde recebem injeções de glicose quando estão às portas de um coma alcoólico. Seja como for, apesar de tudo, é inegável que as noites de Vancouver não seriam as mesmas sem as festas da Roxy.

Para ajudar a minimizar o impacto negativo que os desaparecimentos e as internações de emergência têm causado na sociedade, a administração da Roxy tem investido pesado em segurança tanto humana quanto eletrônica e também recentemente ela firmou um acordo com as empresas de taxi da cidade, este acordo garante que sempre haverá um carro à disposição dos clientes para transportá-los de volta às suas casas ou aos seus hotéis em segurança mesmo durante a madrugada quando os ônibus param de trabalhar.

A danceteria também conta com uma área privativa preenchida por pessoas escolhidas a dedo. Os critérios para esta escolha é um mistério... se poderia pensar que a escolha é feita pelo status social, mas essa teoria cairia por terra quando se constatasse que vários figurões da cidade já ficaram de fora desta área. Então poderia ser a beleza o critério... também não, muitas beldades nunca entraram naquela área. Seja qual for o motivo, entrar para a área vip da Roxy é motivo de distinção, lá o consumo é liberado sem cobranças e o atendimento é preferencial.

Todavia, se é motivo de orgulho para alguns, é também um fator de preocupação já que a maioria das pessoas desaparecidas após as festas na Roxy estavam na área vip... mas isso não deve ser nada... ou deve?

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Re: The Roxy Nightclub

Mensagem por Travis Beningthom em Seg 9 Jan - 19:55

Ah, o delicioso ar noturno…

Um sorriso se despontou por seus lábios quando retirou o capacete, sentindo o vento gelado da noite refrescar sua pele suada. Era uma sensação libertadora, ele, sendo um ser naturalmente notívago, respirar o ar pesado e ouvir os sons que eram trazidos apenas quando o dia deixava de existir. E era exatamente por isso que todo seu corpo clamava.

Colocou o capacete no compartimento de sua amada Harley e deixou que seu sorriso se alargasse. A noite estava apenas começando e, para Travis, era o início de mais um dia de trabalho. Caminhou a passos largos para a porta do Roxy, com a confiança de quem estava exatamente em seu habitat natural, e cumprimentou os seguranças do local com uma piscadela e uma saudação característica.

Boa parte daqueles brutamontes barbados e mal encarados fazia parte do motoclube da cidade, o que os tornava, para Travis, parceiros. Quase irmãos. Quase, pois nada com ele chegava a ser total. Era um homem de poucos princípios e muita lábia, o que o tornava um tanto quanto perigoso, mas sua personalidade adorável (em sua humilde opinião) era o que o fazia ser tão querido em meio aos seus contatos.

Ou talvez fosse sua habilidade de conseguir qualquer coisa que necessitassem. Por um preço, obviamente, mas gostava de incluir tal façanha dentre suas inúmeras qualidades.

- Noite tranquila? - Perguntou para um dos seguranças, seu sorriso debochado sendo recebido por um rolar de olhos pouquíssimo educado para seu gosto. Nem todos poderiam ser cavalheiros como ele, Travis sabia disso muito bem. Oh, se sabia.

- Para mim, sim. Para você? Duvido.

Soltou uma gargalhada divertida ante a resposta mal humorada, e nada disse em contrapartida, limitando-se a entrar no clube. Seus olhos correram o local com objetivo certo, mas sabia não era a hora de encontrá-la. Mulheres, muitas das vezes, se atrasavam. Fosse por charme, por vaidade ou simplesmente por afronta. Mas não ela… o que não significava que a Madame se adiantasse muito menos.

Pontualidade. Gostava disso, significava compromisso. E se tinha algo que Travis esbanjava era compromisso. Não possuía muitos princípios, verdade fosse dita, mas jamais entrava em algo sem doar seu inteiro ser. Sem se comprometer até o último fôlego, e talvez fosse justamente por isso que ainda estava vivo.

Muitas divagações, poucas respostas… apoiou-se no bar, oferecendo um sorriso sedutor para o barman e sendo retribuído com um dedo do meio. Sua garrafa de cerveja, porém, foi colocada no balcão (sem qualquer finesse e com muita agressividade, em sua opinião) e o sorriso que antes oferecia ao homem se alargou consideravelmente, revelando seus verdadeiros tons de deboche.

- Quanto ódio nesse coração! - Respondeu, abrindo a garrafa que o barman sequer teve a boa vontade de fazê-lo.

- Vai à merda, Travis!

Riu, bebendo seu precioso líquido dourado com gosto. E mais uma noite começava no Roxy…
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Recomeços..

Mensagem por Brigitte Honneur em Ter 10 Jan - 23:31

Já havia se passado uma semana desde a última vez que Brigitte colocara os pés para fora do apartamento, os mantimentos no armário e alguns folders de fast food haviam garantido que ela não precisasse deixar o lugar por necessidade. A depressão havia deixado aquela mulher muito diferente da bem humorada musicista que havia feito tantos planos antes de se mudar para Vancouver. O casamento, as mil e uma ideias de decoração do apartamento – agora transformado num amontoado de caixas de papelão e de pizza – e o objetivo de começar uma nova vida ao lado da pessoa que tanto amava.. tudo virado do avesso em menos de um mês.
Após sua chegada um tanto tumultuada na cidade e sua estadia no hospital por cerca de uma semana e meia, Brigitte estava tentando encontrar forças pra sair daquela depressão que a fazia alternar entre a cama e o sofá. O apartamento estava escuro, sequer abria as cortinas pra deixar a luz do sol entrar, nada ali parecia ter vida. A secretaria eletrônica piscava, havia pelo menos uma dúzia de recados que não foram ouvidos, provavelmente a família esperando por noticias e as poucas amigas que haviam ficado em outra cidade tentando contato, a noticia do casamento fracassado havia se espalhado, Brigitte queria esquecer essa realidade e fez o que pôde para evitar falar naquele assunto que tanto a perturbava. O celular descarregado estava perdido em algum canto daquela bagunça.

Rastejou até o banheiro e lavou o rosto na pia, ao levantar a cabeça e encarar o seu reflexo no espelho tomou um susto, estava abatida, sem maquiagem, não lembrava sequer a ultima vez que havia penteado seus cabelos, sempre tão vaidosa não reconheceu aquela figura completamente desleixada que encarava por alguns minutos em silêncio. Respirou fundo e tentou pensar num meio de sair daquele buraco onde havia se metido, não era ela.. não era a mulher que fora nos últimos 30 e poucos anos, tudo estava errado e precisava ser consertado. Estava na hora de reagir e dar a volta por cima.
Com o pouco de energia que ainda restava ela foi para o banho, tentava deixar toda aquela carga negativa escorrer pelo ralo junto a água quentinha que abraçava sua pele. Cruzou a sala em passos lentos, procurava não olhar para todas aquelas coisas espalhadas pelo chão, em caixas e malas. No quarto procurou por uma peça de roupa limpa, dentre as poucas que havia tirado da mala, encontrou um de seus vestidos favoritos e não pensou duas vezes em vesti-lo.

Não sabia para onde iria, mas precisava sair daquele apartamento antes que enlouquecesse de vez e perdesse qualquer resquício de razão que ainda possuía. Penteou os cabelos ainda molhados e respirou fundo mais uma vez, criando coragem para encarar a vida lá fora, fora do seu mundo, fora das paredes cinza e entediantes. Não fazia ideia de que horas eram, não sabia o que encontraria aberto aquele horário.. se era muito cedo, muito tarde, não tinha muita noção de nada. Fechou a porta, deu as costas para ela sem hesitar e foi em direção ao elevador, o coração parecia agitado, assustado.. excitado, como saber?

Saindo do hall do prédio ela viu que era noite, havia ainda certo movimento na rua, o fluxo de carros não chegava ser intenso, mas causava incomodo para alguém que havia ficado no silencio de seu apartamento por tantos dias. Avistou um taxi parado próximo e foi até ele, deu um sorriso meio sem graça para o motorista  como se perguntasse se ele estaria livre, confirmando com a cabeça o senhor fez sinal para que ela entrasse. Adentrou o veículo e ainda sem saber que instruções dar ao motorista ela desviou os olhos com um suspiro breve.

- E então? Para onde, senhorita?

Ela mordeu o lábio inferior franzindo o cenho e inclinando de leve o rosto tentando demonstrar que estava ainda um pouco confusa com relação ao destino.

- Hm.. Espero que a senhorita não seja muda.. Ou teremos aqui um grande problema de comunicação! – Ele falou em um tom mais baixo, como se falasse consigo mesmo,deu uma risadinha e tornou a olhar pra Brigitte. - ...mas parece que a senhorita não é daqui, certo? Alguma dica de como posso ajudá-la?

Ela respirou fundo e sorriu de canto concordando com a cabeça; - Tem razão, não sou daqui.. e nem sei direito para onde quero ir, só preciso sair de perto desse lugar e me distrair um pouco, sei lá.. Talvez uma bebida caísse bem. – Sua voz saía baixa, como se houvesse algo em suas cordas vocais, o corpo todo meio retraído, tentava falar num tom mais audível e demonstrar menos sua tensão, mas isso parecia uma tarefa difícil.

- Olha moça.. Eu conheço muitos lugares interessantes nessa cidade, mas analisando assim o seu jeito e tudo mais.. não sei se teria algum mais adequado para a senhorita a essas horas. Desculpe, não quero ofendê-la e desculpa se soei grosseiro, mas não parece ser do tipo que curte uma badalação.. – Ele tentava medir as palavras mas ao mesmo tempo não tinha muito jeito.

- Não é bem meu programa favorito mesmo, mas preciso espairecer e talvez seja bom mudar de ares um pouco. Me leva pra algum desses lugares “interessantes” que mencionou, por favor. – Deu de ombros e esperou que ele não fizesse mais perguntas, ou ela poderia mudar de ideia e voltar para o sufocante apartamento.

Ele havia entendido que a mulher não estava lá tão animada, mas sorriu e lançou um “Deixa comigo, senhorita” em um tom mais animado. Cruzando algumas ruas e em poucos minutos parando em frente a um lugar bem mais agitado, um letreiro vermelho reluzia na fachada, ela correu os olhos pelo lugar e arqueou a sobrancelha.
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Re: The Roxy Nightclub

Mensagem por Lilith Mayfair em Qua 11 Jan - 13:52



Sem conseguir dormir, depois de tanta agitação para saber quem era o assassino e a dor da perda só conseguia tornar o ato de se despedir de alguém querido ainda mais insuportável.  Como um hábito, eu coloco a maquiagem para parecer mais apresentável já que as olheiras estão aparentes, escolho um vestido preto, elegante e sexy. É a minha ultima oportunidade de estar com ela. O cabelo preso em um coque dentro de um chapéu, dão o ar mais discreto para a morena não chamar atenção dos fotógrafos inconvenientes, que poderiam estar atrás de mais noticia sobre uma morte na Torre da Luz .

O cortejo caminha para buraco no chão onde vai ser o fim do amor há tanto tempo cultivado, há muito tempo guardado e nunca tendo sido plenamente vivenciado e agora será pra sempre negado. Os saltos ecoam no piso e logo é abafada pela grama rasa e molhada. Não me importo que fiquem sujos e pegajosos, nada mais importa agora.

Não aceito que o guarda-chuva que um dos assistentes do cemitério tenta fazer que eu use. Quero sentir a chuva, que cai fortemente encharcando o vestido preto, lavar a dor e ressentimento, mas isso não acontece uma ira nunca sentida antes cresce contra aquele algoz que tirou a vida da minha amada. Isso agora se estende ao detetive, que não parece ter sucesso em sua empreitada de descobrir o criminoso e também a todos que cercavam a mulher que morta e não fizeram nada para salva-la.O dono da empresa tão solícito e atraente como todos aqueles que querem alguma coisa de você. O marido de Marie, que tinha colocado-a nessa situação.

O caixão é posicionado e arrumado com todas as flores e coroas, muito digno para uma funcionaria da empresa. Eu tomo o lugar mais próximo ao caixão. Enquanto alguns colegas de trabalho se despedem singelamente, as lágrimas escorrem dos meus olhos. Ela era tinha uma vida, era querida, um trabalho do qual se orgulhava... e a mim. Ela me tinha totalmente enraizada . Tanto que quando o convite, para estar aqui, foi feito eu não hesitei, eu vim.

Logo que o padre contratado para dizer umas palavras terminou, as pessoas se foram uma a uma.   Passei a mão pela tampa bem polida, como se significasse alguma coisa toda a pompa que foi preparada, agora ela estava morta. Invólucro de madeira, desce e jaz na terra, enterrando junto com toda a esperança de felicidade e amor sincero que Lilith possuía.

O vazio era algo insuportável, então logo deu lugar a raiva e ressentimento. As lagrimas mais uma vez desceram descontroladas.O detetive se aproxima estendendo a mão com um lenço num ato gentil. Meus olhos molhados passam do lenço para o rosto do dele.

- Eu não preciso do seu lenço, nem da sua compaixão. O que eu preciso é que você encontre o assassino e de um fim nisso... Digo apontando o caixão no fundo da cova. -Ou pode acreditar eu mesma vou fazer.

Termino jogando uma rosa vermelha em cima do caixão e dou meia volta andando para o carro com motorista que a empresa do Shaw havia gentilmente cedido para os familiares.

Seguindo para a casa de Marie, agora os pertences dela estavam tinham sido entregues a mim, já que o marido estava desaparecido. Um a tentativa frustrada de manter viva a esperança.

Uma casa muito grande, bem decorada, cheia de vida. Muitas fotos, e obras de arte. Caminhando pelas escadas para o segundo andar imagino ela subindo os degraus o movimento de suas pernas fazendo a saia subir e descer brincando num jogo de mostrar e esconder as coxas. Lembro de como as coxas dela eram suaves passando os dedos pela balaustrada. Sigo para o quarto e deito na cama apertando o travesseiro no meu rosto, o cheiro dela... Misturado ao dele. Atiro longe acertando um vaso deixando no chão aos cacos.

Tiro minhas roupas molhadas e sujas do sepultamento. Entro na banheira e uso todas as coisas que ela usava, o xampu, a esponja, sabonete e quase posso senti-la aqui comigo. Isso me excita, eu passo a mão pelo meu corpo aquecido e deixo me levar por um momento prazeroso, mas depois do instante de estase, não há nada, só o vazio. Acabo por adormecer  na banheira, quando acordo resolvo que eu tenho sair e espairecer.

Vestida numa roupa nada convencional para uma violinista renomada, chego no bar.

Qual não é a minha surpresa quando avisto uma velha colega de faculdade, uma tentativa de esquecer Marie. Elas não eram parecidas em nada. A morena está decidindo onde se sentar ou ficar no bar.

- Honneur! Digo tocando o ombro da moça que não via a  muito tempo, lembrando que elas se tratavam pelo ultimo nome.  
- O mundo é mesmo muito pequeno não é mesmo...
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Re: The Roxy Nightclub

Mensagem por Angelina Sartrè em Qua 11 Jan - 20:15

_____- Não, não, não… Você não entendeu nada. Osíris e ísis eram irmãos.

_____- Mas eles não tiveram um filho, porra?

_____- Tiveram: Hórus.

_____- Mas o que…?! - Acende outra pedra de crack no fogareiro portátil sobre a mesa. - Esse povo era muito louco.

_____- Então Set matou seu irmão Osíris e passou a reinar a terra. Foi aí que Hórus quis vingar seu pai e matou Set, mandando-o para o mundo subterrâneo.

_____- Saquei.

_____O viciado só se dava ao trabalho de responder porque queria agradá-la, já que era ela quem bancava as suas pedras. À essa altura ele só conseguia se focar na sensação boa de formigamento que subia para a sua cabeça quando enchia seus pulmões. Mais um trago e termina por desabar para trás lentamente, colando as costas no estofado fofo do sofá.

_____- E depois de muitos e muitos anos, a mãe deles, Nut, está mandando alguém para matar Hórus para que Set possa retornar à terra e retomar seu reino de escuridão.

_____Angelina transpira desdém ao falar sobre a volta de Set. Não se pode dizer que guarda mágoas em seu coração com o que fizeram com ela - já que não possui mais um coração consigo -, mas definitivamente não traz muita consideração ou respeito pelo seu Clã desde aquele ritual.

_____O rapaz à sua frente não devia ter mais do que trinta anos, embora o uso constante de drogas lhe desse uma aparência de uns quarenta e poucos. Jaqueta preta, cabelos degringolados, dentes podres, fedor de quem não toma banho há dias… E ainda assim ela se sentia muito mais à vontade com ele do que com seus sinistros semelhantes de Clã.

_____- E nós, filhos de Set, seguidores de seus passos, temos que auxiliar nessa merda toda.

_____Sartrè escorrega pelo sofá com um dos braços por cima do encosto. Com a outra mão ela apalpa a coxa do rapaz, aos poucos aumentando a intensidade com que crava suas unhas nele. Estava excitada pela proximidade do momento; já tinha ficado tempo demais enrolando-o sentindo o aroma agradável da degradação. Vendo que ele não reagia à dor, era hora de tomar parte naquela viagem.

_____Ela se aproxima do pescoço de sua vítima e crava os caninos alongados em sua pele tomada por crostas de sujeira. Sente um prazer sexual ao sorver o vitae contaminado pelas drogas. Portadora do HIV, sabe que passaria o vírus àquele espécime, mas tem a certeza de que ele já devia portá-lo, assim como uma dúzia de outras doenças. Ao terminar de se alimentar, usa sua língua alongada e bifurcada para cicatrizar o local da mordida e passa as costas da mão na boca, mas não toma nenhuma outra medida higiênica. Ao sair do camarote, deixa para trás gotas de sangue pelo chão e um pequeno filete que escorrera pela sua garganta.

_____O Roxy estava com bom movimento, mas já tinha visto dias melhores. Angelina vaga pelo meio das pessoas em um estado aéreo, tomada por uma sensação de bem estar tão boa que momentaneamente se sente um pouco mais feliz. E foi meio que por sorte que ela encontra Travis. Ela o vê tomando algo perto de alguém, conversando com quem quer que fosse.

_____Apesar de credenciais artísticas e fisiológicas para disfarçar seu estado alterado, um bom observador ou alguém que lidasse com drogados - caso de Travis -, perceberia que ela estava, no mínimo, estranha.

_____- Ora, ora. Você chegou na hora certa, Travie. Quer dar uma volta comigo?

_____- Quem eu seria para recusar uma oferta tão generosa? - Travis respondeu, sorrindo com todo seu charme para a mulher que o abordava.

_____Falava com ele com o rosto muito próximo, expressão sorridente, com os olhos enormes e expressivos demais colados nos olhos dele. Sua Presença pulsava com a droga no sangue. E sem desviar o olhar, Angelina gesticula para o barman dizendo-lhe que estava de saída.

_____- Espero que tenha trazido sua moto. E sua arma também…

_____- E desde quando eu saio desprevenido, Madame? - Perguntou, retirando as chaves de dentro da jaqueta e balançando-as para que a mulher as visse.

_____Ela estava sorrindo até agora. Ele nunca a viu sorrindo. A maioria das pessoas que conhece nunca a viu sorrir. Não desse jeito. Seu choque por ver, pela primeira vez depois de tanto tempo o sorriso daquela bela mulher o fez erguer as sobrancelhas em espanto, mas nada disse, com medo de arruinar o momento.

_____Os dois se dirigem para a porta da frente, com Angelina indo na frente puxando Travis pela jaqueta. Ela, no alto de sua beleza e de sua cegueira momentânea, passa por duas jovens que reconheceria se fosse em outra ocasião: Lilith, a musicista e Brigitte, uma velha conhecida. Sartrè e Honneur já tiveram alguma interações há alguns anos, e a atriz adoraria repetir algumas delas.

_____Do lado de fora aguarda Travis ligar sua moto para que possa subir em seguida.

_____- Bem, você guia o caminho, Madame. Estou ao dispor. - Seus olhos, sem qualquer vergonha, apreciavam a bela mulher à sua frente.

_____Sabia que aquilo valeria a pena. Angelina não era uma pessoa de flertes e futilidades quando o assunto era trabalho, e era exatamente por isso que ele, Travis, estava ali. Mesmo que seus olhos, sem qualquer vergonha, apreciassem a bela mulher a sua frente.

_____- Montanhas Azuis. E Travis… Você deu muita sorte.

_____Ela segue na garupa da moto apreciando o pescoço macio à sua frente.
--------------------------------------------------------/ /--------------------------------------------------------
OBS¹: Feito em conjunto com Travis;
OBS²: Foi feita uma pequena correção no meu post anterior no Centennial a respeito da reunião com os Anciões dos Seguidores de Set.


Última edição por Angelina Sartrè em Qua 11 Jan - 20:23, editado 1 vez(es) (Razão : Formatação)
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Re: The Roxy Nightclub

Mensagem por Brigitte Honneur em Qui 19 Jan - 22:31

     Brigitte desceu do carro olhando as pessoas que gargalhavam e bebiam do lado de fora, algumas delas tragavam seus cigarros e jogavam conversa fora aproveitando a brisa daquela noite fresca. Ela adentrou o ambiente, tudo era muito novo para aquela mulher que nunca fora acostumada com a badalação, sempre muito caseira e acostumada com programas mais tranquilos. Procurava por algum canto em que pudesse se sentar para pedir alguma bebida, até que fora surpreendida pelo toque em seu ombro, “Honneur” a voz feminina dizia em meio ao som alto da música que tocava ali. A morena se virou e seus olhos cruzaram com os da outra mulher, por uns segundos ela buscou na memória quem seria aquela pessoa e não muito tempo depois conseguiu assimilar. Deu um sorriso meio de canto, ainda decidindo se estava feliz por encontrar algum rosto conhecido ou se ficava um tanto incomodada por ser Lilith.
[Flashback]

    Brigitte agora tinha 18 anos, recém havia se matriculado no conservatório de música, estava atônita e ao mesmo tempo nervosa, não sabia ao certo se conseguiria se dar bem naquele campo, mas amava a música e pretendia se dedicar o máximo que pudesse para aprender e desenvolver seus talentos. Passeava pelo ambiente admirando cada pequeno detalhe da decoração que era de ótimo gosto, as colunas jônicas tão perfeitamente reproduzidas e pintadas em tons de um dourado envelhecido, as paredes impecáveis e adornadas com belos quadros, aquele ambiente todo tão bonito tinha um ar até sagrado. A jovem caminhava distraída pelo corredor quando uma garota que andava apressada acabou por ‘atropelar’ Brigitte de forma grosseira, as duas caíram no chão e se olharam imediatamente, a garota resmungou algo como “Não olha por onde anda?” enquanto Bri franzia o cenho e retrucava que “Não havia necessidade de andar tão apressada por aqueles corredores”, como sempre fora uma pessoa muito calma e paciente, levantou-se e ajudou a garota a se levantar também, as apostilas de ambas agora estavam no chão e se entreolharam novamente ao constatar que eram da mesma turma. Apresentaram-se, desfazendo aquela situação toda e trocaram algumas palavras antes de adentrar a sala de aula em que seriam ministradas as aulas de introdução a teoria musical.

[/Flashback]


- O mundo é mesmo muito pequeno não é mesmo...

Brigitte arqueou a sobrancelha, deu um breve sorriso, concordando com a cabeça;
- É mesmo muito pequeno, Mayfair! Jamais imaginaria encontrá-la por aqui.. sou nova na cidade e ainda não tive oportunidade de conhecer os lugares e seus frequentadores.. 


     Pensou em dizer que estava de saída, mas provavelmente a desculpa não iria colar, Brigitte sabia como Lilith era e fugir agora não seria uma opção, a mulher certamente insistiria por aquele contato. Lembrava bem da personalidade da garota e de quantas situações um tanto delicadas ela era capaz de criar e preferiu caminhar até uma mesa mais no canto do salão, fazendo sinal para que Lilith a acompanhasse.


[Flashback]


     Brigitte saia da sala de aula e se dirigiu ao banheiro, largou sua pasta sobre a pia e abriu a torneira para lavar o rosto, logo que o ergueu para encarar o espelho notou no reflexo aquela garota parada logo atrás dela, encostada na porta de uma das cabines. Deu um suspiro breve, arqueando a sobrancelha e fazendo sinal negativo com a cabeça, pegou o papel toalha no suporte ao lado e secou as mãos e em seguida o rosto. Virou-se para Lilith e cruzou os braços, assumindo uma expressão agora mais séria.



- O que você tá fazendo aqui Mayfair? Já não disse que era pra esquecer da minha existência? Sua insistência não vai mudar o que eu penso.. por favor..

    Lilith apenas sorria, dando de ombros e achando graça da garota que constrangida desviava os olhos dela, era incrível como gostava de provocar e de notar o nervosismo na voz de Brigitte. Ainda com o sorriso nos lábios ela deu um passo a frente fazendo com que Brigitte recuasse e se apoiasse na pia logo atrás dela, Se olharam por alguns minutos em silêncio.
[/Flashback]
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Re: The Roxy Nightclub

Mensagem por Jonathan B MacAllister em Sab 21 Jan - 16:17



- Mas que merda Jeremy, eu não te falei para aumentar a droga da oferta...

- Mas ele não quis nem discutir sobre uma nova proposta de oferta, eu bem que tentei entrar nessa parte, mas ele me pareceu determinado em desistir da venda.

- Você é um inútil, TENTAR negociar...você não é pago para tentar, você é pago pra conseguir o que eu quero, sentiu a diferença agora??? – Dizia Jonathan com seu tom de voz elevado para Jeremy Higins seu braço direito nos negócios. – Jeremy acho bom você consertar isso, aquele prédio será dos MacAllister ou eu arranco seu coração pelo seu traseiro, você me entendeu?

- Sim Senhor, farei o melhor que posso.

- Jeremy, pode repetir o que você disse!?

- Não se preocupe Senhor, o prédio será propriedade da MacAllister ainda no final desse dia.

- Ah sim....pensei ter ouvido mal, me mantenha informado. – Desligou o celular sem esperar a resposta de Jeremy, deixou o ar escapar da boca, sim estava bufando de raiva, aquele dia não estava correndo muito bem e ainda eram dez da manhã. Jonathan estava voltando de uma reunião que tivera em Atlantic City, os empresários de hoje em dia não se vendiam tão facilmente como antigamente, maldita econômia, pragejava no banco de trás do carro que o levava para o aeroporto.

Nesses dias preferia ter usado o jatinho particular da família, maldita hora que foi ter a brilhante idéia de usar as companhias aérias para voar, poderia chegar em Vancouver com antecedência e tentar resolver os problemas. Mas não era hora de chorar pelo leite derramado, teria que confiar no trabalho e boa vontade de Jeremy pra fazer o Sr. Gibson aceitar a oferta de compra.

Afinal de contas o que aquele fracassado iria fazer com aquele prédio que já não tinha serventia à anos, deixar de herança para os filhos. Jon riu com seus pensamentos, lembrou-se que o Sr.Gibson tinha apenas um filho, que por ironia do destino era gay e havia se formado a alguns anos em Moda e se mudado para Paris. Nos olhos de Gibson se podia ver desapontamento pelas escolhas do filho.

É, realmente não fazia sentido do por que ele desistir de vender a propriedade, a não ser que alguém tivesse lhe dado uma oferta melhor, o que Jonathan duvidava, já que tinha seus meios em descobrir os prováveis interessados e quanto cada um deles estavam oferecendo.

Aquele velho não sabia ou não queria ver os zeros em sua conta bancária aumentarem, uma vergonha, já Jon conseguia olhar para o prédio e ter a clara visão do que ele se tornaria e já conseguia sentir o cheio e o peso  do dinheiro em seus bolsos ou em seu cofre como preferir. Ao mesmo tempo que ficava indignado com a falta de visão de alguns empresários, agradecia a todos eles mentalmente pela ignorância de cada um.

Finalmente, depois de longas dez horas e quarenta e três minutos, Jonathan chegou no aeroporto de Vancouver onde o carro já estava esperando por ele. Como iria para casa com aquela tensão, até porque havia recebido apenas um e-mail de Jeremy mantendo-o informado sobre as negociações, e essas, não eram nada boas.
Ao entrar no carro, ligou para Jeremy não só uma, mas pelo menos dez vezes e todas elas ele teve o desprazer de falar com a caixa de mensagem.

- Aonde diabos está esse idiota??? – Por mais que estivesse irado, tentava não se descontrolar, precisava de seus pensamentos em ordem.

- Carl, mudança de planos, me leve para o escritório. – o motorista acenou com a cabeça confirmando o pedido feito por Jonathan. Cinco minutos mais tarde o celular de Jon toca.

- Onde diabos voc....

- Fechamos o negócio Senhor, o prédio é propriedade da MacAllister apartir amanhã, sem nenhuma chance de desistência.– Disse Jeremy com uma voz de excitação interrompendo Jonathan.

- Jeremy seu filho da mãe....temos que comemorar, Roxy em vinte minutos. – Não tinha como esconder o largo sorriso que estampou em seu rosto, se sentia mais aliviado e mais uma vez pediu para Carl mudar a rota, a noite era de comemoração.

Assim que chega o Roxy, sai do carro tirando o paletó e jogando no banco de trás do carro enrolando as mangas da camisa, retirando a gravata e desabotuando os dois primeirso botões da camisa para parecer mais casual para um happy hour. Fechou a porta de trás do carro e se abaixou na janela do passageiro para falar com seu motorista.

- Está dispensado por essa noite Carl. Hoje a noite é uma criança. Disse ele sorrindo se despedindo de Carl e se virando para adentrar o clube.

- Sr. MacAllister, Boa Noite! Diz o segurança assim que ele se aproxima. - Se acomodará na ala vip essa noite.

- De forma alguma muchacho, hoje estarei aberto para business, se é que você me entende. Brincou com o segurança hispano e adentrou no clube em direção ao bar para aguaradar Jeremy. - Uma dose dupla de scotch por favor, on the rocks. Fez seu pedido seguido por uma piscadela para a garçonete.



(editado para correção de português)
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Re: The Roxy Nightclub

Mensagem por Lilith Mayfair em Sab 21 Jan - 21:15



Por toda a vida Lilith tinha uma ansia pela descoberta. E o prazer foi a melhor delas, iniciada sexualmente muito jovem pelo seu tutor. Foi para uma escola pra moças, e teve um vislumbre de algo incrilvemente poderoso... O amor.

Ele pode ser libertador e cativante... ou pode ser opressivo e imundo.

Despojada a força do amor da sua vida, a violinista tenta se conectar com a unica pessoa conhecida em Vancouver, uma pessoa com quem já tinha um passado de recusa e negação. Brigitte, sempre suave e compreensiva, como na primeira vez que pôs os olhos nela. Uma bela mulher com olhos grandes e azuis, tão azuis quanto os de Marie.
Lilith observava atentamente esses olhos, os olhos que mostravam reconhecimento e até uma certa impaciência ou seria pena? Isso fez o sangue dela ferver, algo que escondeu habilmente, devido a anos se escondendo, levando uma vida dupla, entre a violinista virtuosa e a mulher lasciva. Afinal manter a sua carreira sem máculas era importante, para a fazer muito dinheiro. Humanidade podre, sociedade hipócrita.

- É mesmo muito pequeno, Mayfair! Jamais imaginaria encontrá-la por aqui.. sou nova na cidade e ainda não tive oportunidade de conhecer os lugares e seus frequentadores..

- Também estou na cidade a pouco, vim para algumas apresentações, mas acabo de descobrir que uma amiga minha foi assassinada.

Sentindo um pouco da simpatia da moça, passa os dedos suavemente pelo braço da musicista que se esquiva delicadamente e sorri quase que forçadamente. Caminhando para uma mesa de canto faz um sinal para acompanha-la. Podia ser essa uma dica da possibilidade de finalmente Honneur estivesse cedendo?

Ao sentarem na mesa, Lilith posiciona sua cadeira perto o suficiente para que os joelhos das duas estivessem se tocando. O calor dos corpos juntos não dura, uma vez que a outra se afasta fingindo inocência.

Logo que ela avista um cara que trabalha no bar pede dois marines doces, dando dinheiro suficiente para o rapaz pagar a bebida e uma boa gorjeta.

- Sabe que ela trabalhava na Shaw's Genetic and Research... assassinada dentro das instalações empresa. Uma empresa como aquela devia ser mais cuidadosa com seus funcionários.

Mayfair estava divagando, na esperança que a dor da sua perda sirva pra alguma coisa que não chorar e se entregar a depressão.

- Eles pagaram um lindo funeral, deram conforto ao corpo mais a alma fica sem descanso não é mesmo? Do tom tranquilo, sua voz fica mordaz, e os olhos focam mais uma vez nos belos olhos de Brigitte.- Você consegue compreender a dor de perder alguém assim? Quem a matou vai pagar.

Passando os dedos pela mão descansando na perna da bela de olhos azuis. Lilith sente o calor e maciez da pele dela, mas rapidamente perde o contato. Talvez como desculpa para pegar o copo que rapaz acabava de deixar na mesa a musicista se afasta.

Percebendo que Honneur ainda tem a mesma opinião sobre Lilith de antes. Cansada desse jogo de gato e rato, da um gole na bebida doce que faz sentir-se um pouco melhor, se levanta pra ir embora.

- Espero que possamos nos ver novamente... quem sabe em outro lugar? Termina dando um olhar para o ambiente. Aproxima-se bem do rosto da outra vendo o receio estampado no rosto dela e fala para que Brigitte possa sentir o halito próximo da boca.

- Ou talvez não! Volta a ficar ereta e passa a língua pelos próprios lábios e manda um beijinho pra sua até então acompanhante e vira-se pra ir embora.

Ao passar pela porta o ar frio, dá uma certa liberdade e sensação de perda. Lilith pega um táxi para o seu novo endereço, a antiga casa de Marie.
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Re: The Roxy Nightclub

Mensagem por Destiny Saint-James em Seg 23 Jan - 22:29


Destiny fez um meneio de cabeça, quase uma reverência ao Príncipe, que a dispensava de sua sala. Ela sabia que havia tocado em alguns pontos delicados do homem, no entanto havia conseguido, pelo menos superficialmente, o que desejava.

Mas também, o que Destiny esperava? Que ele a recebesse de braços abertos, oferecendo um quarto em sua mansão para que ela se instalasse? A ideia não era de todo mal, tornar-se próxima do Ventrue, ganhar a confiança do Vampiro e destruí-lo de dentro pra fora, tomando seu lugar, por que não, e por fim destruindo tudo o que ele havia construído, seu Império.

Mas será que a História poderia ter seu curso mudado? Por milênios os Ventrue e os Lasombra estiveram em lados opostos na disputa de poder, por que agora isso mudaria, além do mais, Edward Shaw parecia ser do tipo apegado às tradições, à História. Ter ganho permissão para dividir a mesma cidade com ele, já era um grande passo, ela sabia disso. Sair da sala sem que o Princípe atentasse à sua não-vida, era realmente um grande passo.

Ela se considerava a grande vitoriosa desse primeiro embate. [OFF – Há Cool]

Ainda no estacionamento, dentro de seu carro, ela sentiu todo o ódio camuflado em gentileza e servidão dadas ao Vampiro, virem à tona. Odiava Edward Shaw do fundo de seu âmago e o odiara mais ainda após seu encontro (se é que era possível), odiava a tudo aquilo que ele criara e defendia com tanto afinco. Só de se recordar dele tão próximo a sua orelha, sussurrando ordens, meias ameaças e lhe determinando que deveria servi-lo essencialmente, a faziam cegar.

Mas ela sabia que não podia colocar tudo a perder. Mesmo que estivesse aparentemente sozinha no estacionamento, ela sabia que todos os olhos se recaíam sobre ela, por isso disfarçou ajeitou os cabelos, arrumou os brincos demoradamente e saiu dali. Estava com ódio e estava faminta, uma combinação que poderia ser um tanto desastrosa.

Ela sabia que seria seguida, observada pelos capachos de Edward Shaw, e por que não lhes mostrar que ela sabia se comportar, que sabia ser uma dama, alimentar-se apagando seus rastros e misturando-se à multidão, respeitando a Máscara e todos os seus preceitos idiotas.

Deu uma breve olhada na lista entrega por Claire, e odiou-se por estar seguindo as regras de Edward, mas decidiu que iria ao the Roxy. O clima, a penumbra já lhe eram um grande atrativo, quem sabe ali também não encontraria seu Jantar.

- Hey – dirigiu-se a primeira garçonete – Por favor, uma taça de vinho tinto. - Ela precisava disfarçar e se misturar, pois a noite estava apenas começando.

Vancouver tinha uma nova moradora!
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Re: The Roxy Nightclub

Mensagem por Jonathan B MacAllister em Ter 24 Jan - 17:59



Um..dois..três shots e a diversão continuava, Jeremy havia chego uns vinte minutos após a chegada de Jonathan na Roxy. Jeremy além de ser seu braço direito era o irmão que Jonathan nunca teve. Haviam se conhecido no jardim de infância, frequentado a mesma escola, se separaram na faculdade e acabaram por se reunir quando Jonathan tomara a frente dos negócios da família convidando Jeremy para ser seu conselheiro legal, assistente, e acima de tudo parceiro em crime, seu wing man.

Dois homens charmosos, com aparência que não era de se jogar fora, e esbanjando amizades como as de “Franklin e Grant” Canadenses. Estavam rodeados de mulheres interesseiras para quem eles pagavam bebidas repetidamente, não por que as conheciam ou gostavam delas, mas sim porque eram homens e gostariam de conhece-las mais profunda e intimamente até o final da noite. Se é que entendem a referência.

Apesar de apreciar uma boa farra, mulheres e bebida, preferia se manter em controle do seu corpo, afinal, um homem na posição de Jonathan se envolver em escândalos poderia ser ruim para os negócios. Além do mais, jornalistas e colunistas de fofocas chatos que acham que são profissionais respeitados, nunca estão apenas “de boa” quando saem para se divertir, existe sempre um filhadaputinha ou outro que não sabem diferenciar diversão e trabalho. Ou melhor, eles simplesmente não tinham vida. A diversão deles eram encontrar ou produzir, algo para alargar o orifício da retaguarda de algumas pessoas importantes e ver o bicho pegar fogo. Não que ele não achasse isso divertido também, mas preferia que fosse apenas com os outros.

Uma das mulheres que estavam com eles, agarra Jonathan pela camisa e o puxa para a pista de dança. Onde ela começar a dançar sensualmente usando seu corpo e suas mãos, provocando o. Claro que Jonathan não perde a oportunidade de tirar uma casquinha e se aproveita da situação. Envolvendo o corpo da mulher com suas mãos, contornando suas curvas deliciosamente. Mas deliciosa mesmo foi a visão que teve de uma mulher deslumbrante que acabara de se aproximar do bar, bem na sua linha de visão. Aquela sim era o tipo de mulher que Jonathan buscava, atraente, confiante e determinada...seu andar e sua postura dizia tudo, era uma mulher digna de sua atenção.

Jonathan sem tirar os olhos daquela beleza exótica, se desvencilhou gentilmente da mulher com quem dançava, mesmo sendo agarrado pela camisa como um pedido para que ele permanecesse na pista de dança. Porém, seus interesses e seu alvo haviam mudado para aquela noite.

Começou sua caminhada em direção ao bar, arrumando a camisa que antes estava toda torta, e enfiando a para dentro da calça social. Passou a mão pelos cabelos ajeitando o topete tentando alcançar a perfeição, porém teve que se contentar com mais ou menos no lugar, mas ainda sim estava tão bonito quanto o Leonardo Dicaprio. Concluiu sua caminhada estacionando ao lado da mulher colocando seu lado cordial para trabalhar.

-Com licença, a Senhorita está acompanhada? Me permite lhe pagar uma bebida? Diz ele abrindo um sorriso simpático porém sedutor.


Última edição por Jonathan B MacAllister em Ter 24 Jan - 21:03, editado 1 vez(es) (Razão : *Editado para arrumar formatação do post*)
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Re: The Roxy Nightclub

Mensagem por Destiny Saint-James em Ter 24 Jan - 22:29




Destiny estava no local apenas há alguns minutos, a música barulhenta rolava solta, e alguns dançavam como se não houvesse amanhã. Ah! os humanos, sua breve vida em nosso plano terrestre, os tornava como hamsters em sua eterna corrida. – Divirtam-se, pois isso dura pouco! – pensou a vampira enojada de ver aqueles seres, os quais ela considerava inferiores, suando e balançando ao ritmo da música. Ali, todos eles eram indignos de respeito, eram apenas sua refeição.

A vampira assistia o cenário todo, analisando, como um humano em um buffet ao escolher qual seria o jantar da noite. Quando alguém se destacou na multidão, o rapaz, até que charmoso vinha em sua direção, estava se arrumando, camisa, gravata, colocando-as no lugar. Vinha sorrindo em sua direção, o olhar de um caçador quando avista sua presa indefesa.

Destiny baixou os olhos, girou por uma última vez o gelo que se derretia no vinho tinto pedido, e fez carinha de ovelhinha prestes a ir pro abate. Sabia que os homens adoravam uma donzela indefesa, adoravam firmar e mostrar sua masculinidade, mostrando-se o macho alpha.

-Com licença, a Senhorita está acompanhada? Me permite lhe pagar uma bebida? Diz ele abrindo um sorriso simpático porém sedutor.

Destiny sorri sedutora, se ele se achava o caçador, descobriria que seria a presa, literalmente. [OFF – Rodou, Há Cool ]

- Eu adoraria – falou meigamente, ao mesmo tempo em que exibia um sorriso lascivo – seria um prazer. Arrumou os cabelos, de forma sedutora.

Aproximou-se da orelha do homem, deteve-se por um momento, apreciando o aroma delicioso da vida que corria nas veias dele. – Te observei desde que cheguei aqui. – ela mente, agora olhando nos olhos do homem, que a observa fascinado. Estava faminta, e pela fome, faria o que fosse preciso, até mentir para o Don Juan a sua frente.

Ela estica a mão direita, tomando o cuidado de obedecer às malditas regras da Camarilla, e forjando sua temperatura se apresenta. – Me chamo Destiny, muito prazer. Ao sibilar a última palavra, dá uma piscadinha marota ao homem que a abordara.
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Re: The Roxy Nightclub

Mensagem por Jonathan B MacAllister em Qua 25 Jan - 19:49


Não que fosse para se gabar, mas Jonathan sempre se deu muito bem com as mulheres, não se rotulava garanhão, afinal sua atenção não era para qualquer uma á qualquer momento, apenas em dias especiais como naquela noite de comemoração. Claro que algumas notas extras de dinheiro pesando nos bolsos eram sempre um adicional para atrair mulheres, porém, essas eram extremamente perigosas e sempre rendiam dores de cabeça depois do prazer, se houvesse algum, ainda sim davam dor de cabeça.

Mas aquela mulher... aquela mulher era diferente, ela se destacava no meio de tantas, existia algo por trás daqueles olhos misteriosos, aqueles traços delicados, daquele andar manso como uma tigresa pronta para o bote. Jonathan estava preparado para a caça, já havia declarado isso quando colocou os pés no Roxy aquela noite, e nada mais desafiador do que uma mulher daquele porte.  

O bote aparentemente veio com luva de pelica. Sedutoramente a mulher se vira para Jonathan aceitando a companhia assim como a bebida, bagunçando ou arrumando os cabelos de uma forma sexy. Para sua surpresa, a mulher se aproxima e sussurra em seu ouvido. E acredite meu amigo, aquele sussurro fez com que ele sentisse tudo quanto é tipo de sensações, inclusive um arrepio na espinha que estava tentando descobrir se era pavor ou puro ecstasy.  

– Te observei desde que cheguei aqui.

Em seguida ela estica a mão em direção a Jonathan, que observa aqueles dedos longos e mãos delicadas. Fixou seu olhar nos dela.

– Me chamo Destiny, muito prazer.

Holy Hell...Se ele soubesse que o destino tinha esse rosto em combinação com todo o resto, teria providenciado sua vinda mais cedo. Se bem que o destino é como a morte, pode vir mascarada de diversas maneiras. Assim como só havia duas maneiras de um fim, o que na percepção de Jonathan, havia uma grande chance de terminar em tragédia, afinal podia sentir como se algo engatinhasse freneticamente sob sua pele. Sem hesitar, Jonathan estende a mão devolvendo o cumprimento de Destiny.

- Prazer, Jonathan. Abriu um breve sorriso e continuou. - Não pude deixar de notar um sotaque Europeu. O que te trás à Vancouver, prazer ou trabalho, se me permite perguntar. Passando a mão pelo cabelo ajeitando o topete brevemente enquanto se vira para a garçonete pedindo mais uma dose dupla de scotch.

- Que tal outra taça de vinho, acredito que esse vinho já tenha virado água. Comentou olhando para a taça de vinho que estava na mão dela onde todo o gelo já havia derretido, retribuindo a piscadela que havia recebido. É, parecia que a noite seria proveitosa e promissora, pelo menos é o que esperava. Estava intrigado, queria saber mais sobre aquela mulher.
 



Última edição por Jonathan B MacAllister em Qua 25 Jan - 20:07, editado 1 vez(es) (Razão : Colorir fala Jonathan.)
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Re: The Roxy Nightclub

Mensagem por Destiny Saint-James em Dom 29 Jan - 13:14





Destiny permitiu-se corar diante a piscadela do galã. – Eu adoraria uma nova taça de vinho, será um prazer... – Deixou a frase no ar, passou a língua nos lábios umedecendo-os, sedutora, sugerindo algo ao jovem que usava seu charme para conquistá-la. Em compensação, Destiny pensava eu não era bem vinho que ela queria naquela taça, a noite estava ganha, nem precisava caçar.

Naquele momento, apesar de o local estar cheio ela só tinha olhos para o rapaz a sua frente, olhava-o tão intensamente que conseguia ver suas veias e artérias, destacando-se sob sua pele. Conseguia ver o corpo do homem pulsando no ritmo de seus batimentos cardíacos. Destiny o media, ansiava tamanha era sua sede de vitae.
- Vem – Destiny pegou a mão do homem – Adoro essa música – mentiu, teria falado isso em qualquer música que tocasse. – Dança comigo! - Ela não o deixaria dar resposta, o momento de parecer tímida, uma presa diante o caçador já havia acabado, era ela quem mandava ali, ela quem daria as cartas e ele precisava saber disso.

Na pista de dança, ela queria inebriá-lo, deixa-lo completamente sem rumo, queria encurralá-lo em sua teia, até ele simplesmente tornar-se sua presa. Os dois dançavam ao ritmo da música, ela de modo provocativo, segurando-se no pescoço do homem.

Ela aproximou-se do pescoço do jovem, mas conteve seu ímpeto, ela precisava tirá-lo dali, do meio da multidão, tinha que dar seu bote.

...

Somente duas coisas passavam na cabeça de Jonathan naquele momento. Ele era um ótimo galanteador e bonito que barbaridade ou algo estava muito errado no país da Dinamarca. A mulher à sua frente o provocava de uma tal maneira que faziam seus instintos masculinos trabalharem mais rápido do que antecipara, sua caçada acabara de ficar ainda mais interessante quando Destiny sensualmente umedeceu os lábios como se insinuasse algo mais que uma taça de vinho. E de fato muito mais que uma taça de vinho passava por sua mente. Ele a encarava com olhos de um leão famintos, desejando aqueles lábios.

Seu olhar era tão intenso quanto de Jonathan que pareciam atravessa-lo. Uau, como ele a desejava naquele momento. Ele foi pego de surpresa mais uma vez quando ela pegando em sua mão e foi puxado para a pista de dança. Ah, essas mulheres que adoravam uma pista de dança. Jonathan gostava também, mas não era pela música em si, mais sim pelo efeito que a música tinha nas pessoas, deixando as mais livres, soltas...propensas a agirem de maneira as vezes irracional, como se as batidas agissem como um ecstasy natural.

No balançar de seus corpos na pista de dança, ela o provocava, dançando sensualmente agarrada em seu pescoço. Ele envolveu seu braço ao redor da cintura de Destiny puxando-a para mais próximo de seu corpo, podia sentir cada centímetro de suas curvas se encaixar.

Sua mão esquerda espalmada um pouco ao sul da cintura da mulher deixava claro suas intenções de que gostaria de explorar outras áreas daquele delicioso mapa que era o corpo de Destiny. Sua mão direita explorava a nuca da morena entrelaçando seus dedos em seu cabelo, mantendo seus olhos fixos no dela.

Ela se aproximou de seu pescoço, porém pareceu hesitar. Mas que droga mulher, essa provocação está me matando. Pensou ele agarrando suavemente os cabelos da morena, puxou levemente a cabeça dela para trás e depositou em seus lábios um beijo intenso de desejo deixando sua mão esquerda explorar bem mais abaixo da cintura de Destiny.

Intensificou o beijo por um instante e conteve outras ações que viriam em seguida. Se distanciou brevemente encarando a com um sorriso malicioso nos lábios. – O que me diz de um lugar mais reservado. Disse ele sem dar muito tempo para que ela lhe desse uma resposta. Segurando em sua mão Jonathan cortou a multidão de pessoas que parecia infinita até se aproximar do banheiro. Entre abriu a porta e rolou os olhos brevemente verificando se estava vazio. entrou e puxou Destiny para dentro do banheiro trancando a porta em seguida.

Sem hesitar, Jonathan puxou Destiny que colidiu suavemente com seu corpo puxando a para perto como se quisesse que se misturassem um ao outro e um beijo intenso foi inevitável. Jonathan deslizava sua mão pelas curvas de Destiny descaradamente como um animal faminto, dando passos para trás em direção à pia do banheiro, ele espalma as mãos nas coxas da mulher e a suspende colocando sentada na pia encaixando a em seu quadril.

...

Destiny deixou-se ser suspensa na pia, sentia as mãos do garotão agindo rápido, vasculhando cada centímetro de seu corpo, erguendo a saia de seu vestido, deu um pouco de corda às investidas, era delicioso ver como os humanos eram afoitos.

Ela sabia quanto mais ele estive excitado, mais se tornaria descuidado. Ela por um segundo o olhou em seus olhos, antes de ser tomada pelas sombras, antes de deixa-se levar pelos instintos animalescos que a dominavam. Puxou-o pelos cabelos, expondo seu pescoço. As presas já se projetavam por entre os lábios.

Cravou-as fundo no rapaz.... Finalmente sorvendo a deliciosa vitae que tanto a enfeitiçara a noite toda. Seu principal ímpeto era suga-lo até o fim, poupando da vida desprezível que os humanos levam. Mas não poderia, não naquele momento. Ela tinha agora um príncipe a obedecer, a servir, mesmo que isso a deixasse furiosa.

Saciou-se, escondeu seus vestígios e desceu da bancada da pia. Arrumou a saia e os cabelos, saindo daquele espaço sem olhar para trás. A última coisa que o pobre Johnathan lembraria era do barulho de seus saltos se afastando na escuridão.

OFF - post combinadíssimo com o player do John


Última edição por Destiny Saint-James em Dom 29 Jan - 13:40, editado 1 vez(es) (Razão : Arrumando Formatação)
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Re: The Roxy Nightclub

Mensagem por Lilith Mayfair em Dom 29 Jan - 16:41



Quando o barbudo diz que seria uma coruja, ela esboça um sorriso fraco, imaginando o fato dele ser um observador.

Lilith ouvia os dois homens conversar, eles se conheciam isso era uma certeza, prestando bastante atenção em tudo. E quando um deles chamou o outro de padre ela quase engasgou, ele parecia tudo menos um padre. O rapaz disparava nomes de possíveis trabalhadores da casa, isso soava meio entediante, mas forçou a prestar a atenção e focar em tudo que era dito, afinal vai saber quem hoje em dia consegue distinguir o bom moço do vilão?

– Por mim Senhorita Mayfair, pode me acompanhar. A morena da um sorriso suave e um olhar de quem precisa de realmente de ajuda, para aquele que parecia um bom moço e podia ser o salvador da noite.

– O meu último caso, foi da menina que saiu nos jornais. Ela o ouve discorrer sobre o acontecido e coloca uma das mãos no pescoço como se fosse sufocar ao ouvir sobre uma morte e lembra do próprio drama. Mas o fato da suspeita de ataque animal ser tratada de forma sarcástica, que diz que ele sabia algo que as outras pessoas não sabiam, ela aprofunda o olhar no homem de olhos claros e quando ele menciona "capitão" e "homicídio" a ficha cai, o rapaz era um policial, e talvez conhecesse o outro Policial.

Faz com que a mão que estava na garganta suba para cobrir a boca, enquanto passa o outro braço que segurava firmemente a bolsa para abraçar o corpo.
Pela primeira vez ela vê o padre um pouco realmente como um servo de Deus, quem sabe a tristeza pelo reconhecimento que a morte da criança de forma tão violenta tenha chamado a atenção ao seu Deus.

Lilith não foi religiosa nunca em sua vida, sempre privada daqueles que lhe eram caros pelo descanso eterno. Ela nunca teve fé o suficiente para acreditar que o onipotente fosse realmente bom. Sua única paixão realizada era o violino, e era um trabalho árduo de horas praticando, nada tinha vindo fácil. A não ser sua pequena herança, que a muito tempo já tinha sido superada pelo dinheiro ganho pelas apresentações.

Então ele menciona o Roxy, ela tinha acabado de sair de lá, ferida e magoada. E percebe mais uma vez a forma como ele fala, nada como um padre. O observa acender um cigarro e falar sobre anjos, demônios e equilibra a balança. Encarando-o como se tudo fizesse sentido, ela acena positivamente pra ele, afinal se ele era realmente um padre sua obrigação seria acreditar na eterna luta das trevas e a luz.

- Eu aceito, não passou uma alma viva aqui. Sigo o homem ate no carro, mas ao sentar no banco do carro, vejo guardar uma arma embaixo do banco, acho que a fé não é suficiente não é mesmo?
- “Quanto aos que se assentavam nas trevas e sombra da morte, presos em aflição e em ferros, por se haverem rebelado contra as palavras de Deus, e desprezado o conselho do Altíssimo.” Salmos 107:10,11. Digo de forma seria e alta para que ele possa ouvir. A referencia era uma reflexão sobre ela própria e sua vida dupla.

- Nada pessoal, eu só não sou muito fã do seu patrão.

A viagem é sem maiores problemas, e logo que o carro para, salto pra fora.

- Muito obrigada senhores, eu preciso ir ao banheiro. Encontro vocês lá dentro. Pisco pro agente de policia e aceno fingindo respeito pelo padre com um sorriso safado.

Ao entrar novamente no lugar, dou um aceno ao rapaz da portaria. Caminho em direção ao banheiro, um retoque na maquiagem é sempre importante, na bifurcação que separa meninos de meninas, vejo uma mulher deslumbrante sair do banheiro masculino, todo e qualquer pensamento que tinha parou ao observa-la sair. Quando a porta bate vejo algo no chão onde ela tinha saído. Olho pra trás procurando a mulher, não vejo nada. Levantando as sobrancelha volto pro banheiro masculino.

Ao abrir a porta o meu queixo cai, olho de novo pra fora, entro e fecho a porta, passo os dedos pelo pescoço verificando se está vivo. Dou um sorriso, sem imaginar o verdadeiro fato, ela passa as mãos apalpando procurando os bolsos encarando o belo rosto que tinha se dado mal essa noite por estar bêbado.

Pega a carteira e vê quem ele é retira um cartão de visitas dele e aguarda na sua bolsa, então recoloca tudo de volta.
Levanta calmamente e sai procurando o único policial no local.

- Godric, te.. tem um homem caído... lá no banheiro. Fingindo ao máximo medo pela situação e sem esperar por uma reação dele ou do padre, ela puxa o policial pela mão até o banheiro, abre a porta entra e coloca a cabeça de Jonathan no colo e passa uma das mãos pela testa dele, mostrando o máximo de cuidado, com o homem desmaiado.
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Re: The Roxy Nightclub

Mensagem por Godric Grimm em Dom 29 Jan - 23:49

- Dias de folga também existem para os que trabalham durante a noite, Godric. Ele olhou para o padre. – Não para o Cordeiro, eu... sinto algo estranho, no ar depois daquela luz no céu. Ela para um momento e da uma risada. – Ou deve ser o frio.

- Acredito que o ambiente em frente ao Cordeiro não seja propício para uma dama como a senhorita e dois homens de bem como nós. Acredito que o melhor seja encontrar um café ou algum outro local para que possamos conversar e aproveitar um pouco a companhia um do outro.

- Boa ideia padre. Alguma coisa no padre estava começando intriga-lo ele não respondeu porque estava ali e a simples intenção dele sugerir a companhia dos dois, era algo estranho vindo de um padre daquela igreja. – Vamos para onde?

 – Podemos ir ao Roxy. Não vejo problemas com aquele lugar e acredito que possa estar aberto. Há bebidas que vocês podem apreciar enquanto eu fico de guarda para que não sofram por pecar. Godric encara o padre suspendendo a sobrancelha esquerda. - Só estou brincando. Vocês tem o livre arbítrio, o que fazem é com vocês e eu estou pouco me lixando para o que vão fazer, desde que não se acabem em minha frente...

- Bem, pecado seria não conhecer a senhorita. Disse ele olhando para a mulher com um sorriso.

- Em um planeta disputado pelos demônios e por anjos, acredito que o que nós fazemos serve só para equilibrar a balança. Godric encara o padre mudando a sua postura o encarando sériamente. – Equilíbrio, padre você lê os jornais... Aceito a carona.

Já no carro Godric ve a arma. – Tempos obscuros padre. Ele olha indicando a arma com a cabeça. Em sua mente refletia que o padre diz “Que por vezes não entendemos os outros, mas devemos perdoá-los, pois eles não sabem o que fazem”. Em seu pensamento “Posso perdoar um humano, não um mostro qualquer, humano que mata por simples crueldade e diversão, perdeu a sua humanidade”.

A dama simpática ficou conversando com o padre, Godric ficou calado ouvindo a conversa até chegarem ao Roxy.

- Muito obrigada senhores, eu preciso ir ao banheiro. Encontro vocês lá dentro.  Assim que ela entra no Roxy ele caminha até a entrada, os seguranças o encaravam.

- A trabalho? Pergunta um dos seguranças que o cumprimenta com um aperto de mão.

Não, só quero uma bebida.

A Casa estava começando a lotar, Godric caminha até o balcão quando e antes que pudesse pedir  seu Gim com limão a dama se aproxima meio nervosa dizendo que havia um homem caído no banheiro. Ele respira fundo e vai ver o homem, ele esperava ver um bêbado.  Ele se aproxima do homem.

A mulher se ajoelha no chão colocando a cabeça do rapaz em seu colo. O homem estava sem cor, podia ter passado mal por pressão baixa ou qualquer outra coisa. Achou melhor ligar para uma ambulância, ela estaria aqui em alguns minutos e poderiam descobrir o que estava acontecendo com o homem. Godric tirou o celular do bolso e discou para a Emergência.

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Re: The Roxy Nightclub

Mensagem por Jonathan B MacAllister em Dom 29 Jan - 23:53


Seu corpo era uma montanha russa de emoções ainda mais quando ela deliberadamente aceita suas investidas e eles entram num compasso perfeito deixando seus impulsos livres para sentir o tesão e desejo que emanava de seus corpos. Jonathan delizava suas mãos nas coxas de Destiny levantando sua saia, quando seus dedos tocaram a reda de sua roupa íntima, entrelaçou os dedos nas laterais esbossando um sorriso marroto com segunda e terceiras intenções. Começou a descer a roupa intima da mulher quando sentir uma ardencia em seu pescoço. - Mais que diabos essa louca está fazendo. Foi seu primeiro pensamento pressionando fortemente suas mãos no quadril de Destiny no impulso de se afastar de suas garras ou presas, como queira.

Jonathan apesar de todo aquele “look” cafageste que carregava consigo quando queria, nunca havia procurado prazer em relações que envolviam sadomasoquismo, ou qualquer coisa do tipo, podia dizer que se sentia até mesmo disconfortável com a idéia, afinal aquele corpinho não era material para ser violado de tal forma. Porém, aquela maneira inusitada e atrevida da mulher fazia com que seu tesão apenas aumentasse, suas veias pareciam ser invadidas pelo mais doce veneno, faziam formigar se sentia em estado de torpor. Ela deveria ser uma bruxa, aquela sensação só poderia vir de algum ritual. Jonathan respira fundo e deixa um gemido de puro esctasy escapar de suas cordas vocais. Que mulher era aquela? Se perguntava mentalmente com o pouco de consciência sana que ainda tinha.

Não demorou muito para que começasse a sentir seu corpo pesar, seus dedos que antes pressionavam o quadril de Destiny  começaram a enfrequecer, ele retirou suas mãos do quadril da mulher e espalmou ambas as mãos na pia pois seus joelhos vacilavam, parecia que seu corpo todo estava derretendo e sua estrutura ossea se tornando gelatina. Sua visão agora turva  fitava Destiny, tinha certeza de que sua expressão era de surpresa, confusão ou seria de pavor...não sabia dizer, não sentia. De repente seu corpo desaba fortemente no chão enfraquecido como se toda a vida teria sido sugada de seu corpo. E por mais que tentasse manter seus olhos abertos e seus sentidos no rítmo, seus olhos foram se fechando gradualmente e a escuridão foi inevitável.

Começou a ouvir vozes depois de um tempo, seriam elas vozes do além, estaria ele morto? As vozes começaram a ficar mais alta, mais clara, conversavam entre si. Jonathan se esforçou para abrir os olhos, pesadamente seus olhos se abriram para encontrar uma mulher debruçada sobre ele e um rapaz. Assustado, sem entender nada se afastou da mulher como um caranguejo, sentiu atordoar-se. Em seguida levou a mão no pescoço forçando os olhos a permanecerem aberto. - Quem são vocês, o que fazem aqui? Onde est…. Deu uma pausa para colocar os pensamentos no lugar, ainda estava tentando entender o que havia acontecido. Onde estava Destiny? Ele tinha quase certeza de que não estava bêbado a ponto de ter imaginado tudo aquilo, ela era real, e ela tinha estado ali com ele. Jonathan ainda podia sentir suas coxas torneadas em suas mãos , seus olhos convidativos e seus lábios venenosos.

Jonathan ficou encarando as pessoas em sua frente, que olhavam para ele tão estranhamente como se ele fosse um fantasma. Ainda com a mão no pescoço sentindo uma certa ardencia, porém, retirou a mão do local onde estava dolorido e nada, apenas uma dor. Voltou a olhar para os desconhecidos. - O que vocês estão olhando? Por que ao invés de ficarem me encarando com umas portas, não me ajudam a levantar de uma vez por todas. E então, uma ajuda? Disse ele num tom meio irritado.
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Re: The Roxy Nightclub

Mensagem por Lilith Mayfair em Ter 31 Jan - 21:15



Lilith olha o rapaz se contorcer e começar recobrar a consciência perdida, por sabe-se lá o que, isso não importava, mas o fato de homem de gostos caros, com as roupas, sapatos e cartões na carteira, estava desacordado no banheiro masculino. Ha! isso era no minimo divertido.

Um pequeno olhar zombeteiro da morena encontra os olhos perdidos do rapaz meio deitado e se afastando deliberadamente dela... mas isso era fofo, ele estava com medo?

Então volta os olhos para o policial que está sacando um celular e  chamando uma ambulância. Obviamente a sua profissão fazia um coisa comum encontrar pessoas em situações similares. Ele era rápido e eficaz, pelo menos nessa situação.

- Quem são vocês, o que fazem aqui? Onde est….

- Perdeu alguma coisa querido? Ela suavemente com um sorriso suave. - Ou será que foi alguém? Lilith levanta um dos cantos da boca em um sorriso malvado.

Ela estava ficando mais alegre com a noite, alguém além dela tinha sido usado e descartado e ainda num banheiro. Muitos seriam os motivos, uma briga pós coito, quem sabe uma mulher vingativa, meu Deus será que ela gravou os dois e vai querer dinheiro chantageando ele? Lilith estava encarando o rapaz agora.
Ela aperta os lábios com raiva, porque sua mente estava divagando sobre algo tão sem proposito?

- O que vocês estão olhando? Por que ao invés de ficarem me encarando com umas portas, não me ajudam a levantar de uma vez por todas. E então, uma ajuda?

Diante da aridez das palavras do homem, ela sorri internamente, claramente ele estava ciente que era terrível precisar da bondade de estranhos como se encontrava.
A morena solta o ar mais forte que o necessário, fazendo uma cara de revolta e coloca uma das mãos sobre o peito de forma dolorida.

- Nossa sua mãe não lhe deu educação?

Ela se levanta da forma mais polida possível, tinha que manter ao máximo sua pose de boa moça.
Olha de volta para o policial, arruma suas roupas e fica parada do lado dele, já que ele achava um pecado não conhece-la, ela ia tirar proveito da situação. Então circunda a mão no antebraço de Godric e o olha com cuidado.

- Parece que ele está perfeitamente bem, para quem está jogado num chão de banheiro e ainda pode ser rude dessa maneira.

Ela olha de novo para Jonathan, e levanta as sobrancelhas em interrogação. Era como se achasse que todos vivam para servi-lo. Era divertido imaginar como na sua mente tudo estava se processando. Será que sabia o tinha acontecido com a mulher? Tinha sido drogado? Bom algo realmente tinha começado aqui, um homem e uma mulher num banheiro masculino? Ela mesma só pensava em uma opção. Sexo! E pela cena o rapaz tinha conseguido apenas uma frustração.

Fazendo uma pausa lembra do rosto da mulher, linda, e que maldita provocadora, deixando ele no chão. Solta um suave gemido.

- Eu vou esperar lá fora. Acho que já ocupei demais o banheiro dos meninos. Ela diz para Godric.

- Melhor sorte da próxima vez! Solta para o loiro, e se vira para sair do banheiro.

Onde estaria o padre nesse antro de perdição.
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Re: The Roxy Nightclub

Mensagem por James Londerville em Qua 1 Fev - 12:45

– Nem sempre se pode confiar somente nos anjos da guarda. Às vezes um pouco de força bruta pode conter os ímpetos daqueles mais ousados... – diz o padre ao perceber que os dois levam os olhos até a espingarda em seu carro.

O padre sorri e conversa com os dois enquanto dirige até a famosa casa noturna. Enquanto as luzes passam do lado de fora o pensamento do padre vai longe, afinal de contas Deus tem sido bom para ele. Não gostar de realizar os cultos é algo que pode entender, não há ninguém que possa dizer que esse homem não tenha uma fé fora do comum, ou que simplesmente sua forma de agir não condiz com a de um padre. Muitos preferem traçar os trilhos do alcoolismo quando se tratando dos Leopoldos, mas ele não. James preferia ficar sóbrio e apreciar todos os detalhes daquele sujo mundo onde todos vivem. As presas que correm dos caçadores noturnos, os presos que correm por suas vidas diurnas, e os amantes que correm contra o tempo em uma madrugada de lua cheia. Nenhum deles pode ter percebido, mas a oração em latin em seu isqueiro é a própria Padre Nuestro. Sua vontade de ajudar ao altíssimo é o suficiente para que ele não se abale com muitas coisas nesse mundo e que possa mostrar que o conhecimento do lado oculto é algo que de fato o atrai. Não tanto quanto seus amigos do Cordeiro, mas o suficiente para que possa se destacar na função de “exorcista”.

Quando para o carro, Lilith desce seguida de Godric. Londerville para o carro, coloca seu paletó e separa suas coisas, confere munição e puxa do lado do motorista, entre o banco e a porta uma bengala, elegante e mortal. Quando aberta de uma forma que somente os Leopoldinos conhecem, a bengala se mostra uma arma letal. Uma espada afiada como poucas e sempre protegida pela armação de madeira disfarçada de objeto de status. Munido da proteção superior e de suas armas de estimação, James chega até a entrada do ambiente. A aura negra que toma conta do local até poderia ser sentida e de alguma forma poderia induzir alguém a não perceber o que há por trás de uma noite como aquela.

A aura da perdição toma conta do ambiente, mas o que realmente intriga o padre é a sensação e que algo está passando despercebido. Pensando nisso ele prontamente assim que está sob a porta seguindo Godric.

- Os que confiam no SENHOR serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre. Assim como estão os montes à roda de Jerusalém, assim o Senhor está em volta do seu povo desde agora e para sempre. Porque o cetro da impiedade não permanecerá sobre a sorte dos justos, para que o justo não estenda as suas mãos para a iniqüidade. Faze bem, ó Senhor, aos bons e aos que são retos de coração. Quanto àqueles que se desviam para os seus caminhos tortuosos, levá-los-á o SENHOR com os que praticam a maldade; paz haverá sobre Israel. – Fazendo o sinal da cruz o homem dá mais um passo.

Percebendo a movimentação estranha e Mayfair chamando Grimm para ajudá-la o Leopoldo já percebe o que pode ser. Tratando-se de uma Roxy a probabilidade do homem ter tido algum problema maior do que simplesmente bebida existe. Usando uma de suas bolsas de agua benta, o padre benze a região onde está desejando que o mal seja expulso dali.

Um passo após a porta de entrada da boate ele abre o pequeno frasco, despeja o liquido espalhando-o em pequenas partes por sua volta enquanto ora.

– Pai! Proteja esse ambiente dos males e dos impuros. Que suas bênçãos queimem os demônios e os faça sofrer. Faça-os queimar nas profundezas do inferno sentindo na terra como será pagar sua eternidade nos mármores do caos. Que seu poder ilumine esse ambiente, que a partir desse momento o solo onde pingaram as gotas de teu sangue seja a paritr de agora SAGRADO! Assim seja oh Poderoso Pai Eterno.

Assim que termina sua benção, James caminha até o banheiro. Assim que está na metade do caminho vê Lilith caminhando ali perto.

– Mulheres e suas manias... Retocando a maquiagem, imagino. Bem Lilith... Enquanto Godric não volta, porque não me conta um pouco mais de você?
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Re: The Roxy Nightclub

Mensagem por Lilith Mayfair em Qui 2 Fev - 10:33



– Mulheres e suas manias... Retocando a maquiagem, imagino. Bem Lilith... Enquanto Godric não volta, porque não me conta um pouco mais de você?

A voz do padre chama a atenção da morena. Imaginava que a essa hora, ele estaria tentando pregar para algum infiel, ou será que ele preferia pregar alguém de outra forma?  Ele era um padre conhecido, já que o policial o havia reconhecido. Mas era fato, que não se vestia como um e nem agia como um.

Ela se vira na direção dele, ao som da pergunta, com os olhos apertados. Ele antes não queria nem ver o que poderíamos fazer juntos, e agora ele queria conversar? Isso era no mínimo suspeito ou seria paranoia minha? Dá uma boa olhada na figura que o padre formava, ele era definitivamente algo que valia a pena olhar. E dentro de um lugar como aquele, nunca diria que ele era um celibatário.

- Sabe como são as mulheres, sempre vaidosas... Fala como se fosse um eufemismo e dá um sorriso suave, ajeitando as roupas mais uma vez, e jogando o cabelo por cima do ombro. – Mas James... Posso chamá-lo de James, não é mesmo?  Ou será que prefere que seja de padre*? (*como é americana ela usa a palavra com padre como se fosse pai mesmo)

Um padre, que fumava, carregava uma arma embaixo do carro, não usava uma batina e que pra completar estava usando uma bengala. Nada como um padre. Quem sabe quais outras coisas ele faria que não podia ser feito por um agente do senhor.

- Vamos até o bar? Eu preciso de uma bebida, e se você realmente quer saber um pouco mais sobre mim, acho que também vai precisar de uma... Lilith dá um sorriso zombeteiro para o moço.

-Ou o que você quiser beber, é claro. Com isso a morena passa a mão pela lateral do corpo de James na altura do cotovelo e sente que ele guarda muita coisa dentro, um pensamente de que talvez uma bíblia a faz sorrir. Deixa a sua mão descansando na parte interna do antebraço do padre, colando o corpo dela ao dele. E chegando os lábios bem perto do ouvido dele.

- Sabe eu não me confesso a muito tempo, talvez o nosso encontro seja um sinal divino.

As palavras saem rápido, e como se sentisse uma pontada da consciência ela lembra da perda do único e grande amor da sua vida. Sua expressão facial se torna triste por um instante, mas logo se lembra de um bom motivo para sorrir.

Depois de arrastar o rapaz até o bar, senta-se confortavelmente cruzando as pernas e pede ao barman: - Martine doce. Espera que o seu acompanhante se manifeste por algo pra beber ou simplesmente abdicar de mais esse prazer.

- Eu estou na cidade para um concerto e visitar uma amiga... Acabei por vir para o funeral dela.

Quando o seu drink chega a moça toma um pequeno gole e continua.

- Não imaginava que essa cidade era tão violenta... afinal o prédio da Shaw's Genetic deveria ser um dos lugares mais seguros, visto que o dono é um dos mais poderosos da cidade.
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Re: The Roxy Nightclub

Mensagem por Godric Grimm em Dom 5 Fev - 18:54



Godric encara o homem confuso e muito irritado, se perguntado o que realmente aconteceu. Poderia ele ter sido atacado? Colocam drogas em sua bebida e o roubaram? Muitas outras possibilidades poderiam ter acontecido, afinal estávamos no Roxy. Tinham casais que gostavam de tirar proveito de certas situações, especialmente com pessoas da elite. As mulheres usavam seu charme para encantar a vitima enquanto isso o companheiro vinha conversar com os punhos.

A dama não gostou muito da atitude do loiro e simplesmente se retirou. Godric deu um sorriso. – Parece que hoje não é a sua noite de sorte. Disse ele ajudando o homem a se levantar. Godric ainda estava desconfiado sobre a Srta. Mayfair. O que ela estava fazendo no banheiro masculino, o que procurava e quem era realmente, além dos perfumes caros, ele não sabia mais nada sobre ela.

Toda aquela agitação do Roxy e musica, só fazia Godric sentir falta da floresta Amazônica, a música da natureza com a harmonia dos pássaros, o batuque de tambores dos índios e uma grande fogueira para aquecê-los à noite, sentia seu espírito calmo, a sensação que sentia era de pura liberdade. Quando voltou para Vancouver, para a cidade, se sentiu diferente.

Ele sentia falta da floresta, da vida selvagem e da caçar. A adrenalina que corria em suas veias vendo o animal correndo por sua vida e finalmente honrando a sua morte não desperdiçando nada de sua carne. Ele fez uma cabana com a ajuda de seu padrasto. Na floresta de longe podia ver as Montanhas Azuis. Um caminho de trilha passava pela a cabana, nessa trilha pela esquerda poderia encontrar um rio que levava para o Lago Garibaldi e seguindo a direita pelo caminho para os chalés. Godric passava suas férias na cabana, e às vezes ia para desligar-se da cidade quando começava a sentir falta da floresta, da quietude, sabia que tinha um abrigo esperando por ele.

Aquela noite tinha tudo pra ser a noite das vitórias, havia se esforçado ao máximo para tomar posse daquela empresa falida, faziam três meses que estava trabalhando para fechar  aquele maldito contrato, achou que sairia do Roxy com sua diverção para o resto da noite, e acabou encontrando uma ainda melhor...porém, não terminou da forma como esperava. Muito pelo contrário, estava ele estirado no chão do banheiro de um clube sendo tachado de louco e bêbado, talvez coisa pior. E para ajudar tinha três pessoas de testemunhas.

- Perdeu alguma coisa querido? Ou será que foi alguém?  

Disse a moça em sua frente que parecia insinuar algo. Teria ela visto Destiny, para onde ela teria ido? Apesar de sua curiosidade, sabia muito bem que ficar calado era sempre a melhor opção em momentos como aquele. E que diabos ela estava fazendo no banheiro masculino? Franziu a testa encarando a mulher, certamente não era da conta dela. Contudo, ele havia perdido algo além de Destiny, sua dignidade. Sim, homens como Jonathan, com uma reputação a zelar, também tinham um ego que precisava ser alimentado, e o dele acabara de ter perdido uma refeição e estava faminto.

- Nossa sua mãe não lhe deu educação?

- As vezes minha educação se limita apenas para ela, a Senhora minha mãe, que anda muito bem obrigado. Respondeu ele com sarcasmo. A garota era abusada e esquentadinha demais para a paciência de Jonathan naquele momento, era uma a menos para ele lidar quando ela deixou o banheiro masculino, deixando-o com o rapaz que caminha em sua direção para ajudá-lo a se levantar fazendo um comentário de que talvez não fosse o dia de sorte de Jonathan, preferia acreditar que tudo acontece por uma razão, talvez aquele acontecido lhe trouxesse bons frutos num futuro próximo, que sabe. Jonathan apenas sorriu estendendo o braço agarrando sua mão no antebraço do homem se impulsionando para levantar. Se sentiu um pouco zonzo, mas poderia ser por ter levantado muito rápido.

- A ambulância está a caminho, sua pressão pode ter caído, você tem algum problema de saúde? Ele da uma pausa e observa o homem passar a mão no pescoço com uma expressão confusa.  – O que aconteceu, parece confuso. Godric se manteve calmo analisando a situação, respirou fundo, não queria que a atitude do homem atrapalhasse a investigação.  – Sou Detetive, você perguntou  “Onde est...”  onde está quem? A quem você procura?

Perguntas e mais perguntas, não gostava muito daquele seguimento de conversa, e quem garante mesmo que o homem era um detetive. - Por favor, não preciso de ambulância, pode mesmo ser que minha pressão tenha tido uma baixa, afinal estou sem nada no estômago e a combinação com bebida pode não ter caído muito bem. - Onde está quem? Eu realmente não, devia estar meio desorientado, estou aqui com meu amigo, que provavelmente está me aguardando enquanto enche a cara e tenta ganhar algumas mulheres. Sorriu amigavelmente cheio de confiança em suas palavras, o que não era mentira.

- Bom, se não se importa vou chamar um taxi e ir para casa, acredito que preciso comer algo e de um bom descanso.

Godric ficou observando os traços do homem enquanto falava para tentar achar algum traço de mentira, mas não notou nada além de um ego ferido e talvez um certo nervosismo.  –Todos precisamos de um descanso eventualmente. Tem certeza que não quer aguardar a ambulância? Insistiu.

- Não, obrigado. Não será necessário. Até mais. Jonathan deixa o banheiro em direção onde Jeremy estava, aparentemente o procurando, olhando por cima de todos, até enxergá-lo ao longe. - Preciso ir pra casa. Nos falamos amanhã. Deixou Jeremy falando com as paredes enquanto caminhava para fora do Roxy procurando por um táxi.

O rapaz deixa o banheiro e Godric permanece olhando ao redor tentando acha alguma evidência do que havia acontecido, mas nada pode encontrar. Talvez ele estivesse dizendo a verdade.

Saindo do banheiro caminha em direção ao bar. – Parece que o garotão estava bom o bastante e picou a mula. Disse se aproximando de James e Lilith. Olhou para o barman e fez seu pedido. - Gim com limão, um gelo por favor. O barman de longe observa à senhorita Mayfair com o padre conversando. O bartender coloca a bebida no balcão tirando a sua concentração dos lábios deles com o musica e risadas das pessoas a seu redor não conseguiu entender nada. - Uma rodada por minha conta, uma bebida para a Senhorita e leite para o Padre, ou o Padre bebe algo mais forte. Pergunta ele brincalhão encarando James.

******

Post conjunto com o Jonathan.
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Re: The Roxy Nightclub

Mensagem por James Londerville em Qui 16 Fev - 11:08

– Claro que pode me chamar de James. Não vejo problema em me chamar de padre, mas eu estaria mais para um exorcista.

A mulher o leva até o bar com a conversa de que, se ele assim desejasse, lá seria um bom lugar para conversarem. A mulher toma uma ação mais quente onde passa a mão na lateral de seu corpo certamente sentindo tudo o que tinha por ali e termina agarrando a parte interna de seu antebraço.

– Não acho que seja um bom lugar para confessar, porém sempre estou disposto a ouvir...

A moça senta no bar, cruza as pernas e pede um drink.

– Água, limão, gelo, e um pouco de licor de limão. Tudo em um copo, obrigado.

- Meus sentimentos... triste notícia. Ah sim, eu ouvi sobre essa mulher. De fato uma pena... Sim, também acredito que não era para uma falha na segurança acontecer justamente na Shaw’s, mas bem até mesmo o humano mais poderoso erra. Isso não depende de quanto poder se tem, de quanto dinheiro se investe. Humanos falham.

Godric se aproxima do bar e com um jeito divertido dá uma notícia que até há pouco tempo James não sabia.

– Garotão? Que garotão?

Godric pede sua bebida enquanto oferece bebida aos dois que o acompanhavam naquela noite.

– Bem, já que não tenho escolha... Fico com mais um dos que eu  pedi. – James da um sorriso, brinda com o copo em um tom lima com os outros dois e dá um bom gole.

– A senhorita estava me contando suas peripécias, Godric. Pelo que vejo é uma mulher que deve ter muitas histórias boas a serem contadas. Quem sabe até algumas mais interessantes que a do garotão do banheiro... Mas me interessa o senhor também, detetive.
Não era para o senhor estar trabalhando em um certo caso? Não que me diga respeito o que vocês da policia fazem por nossa cidade, mas o fato é que as coisas acontecem de forma repentina nessa cidade. As mãos demoníacas estão muito próximas e pelo que vejo elas vem levando muitas pessoas nos últimos meses.
– James toma mais um gole.

Olha para o fundo e vê as pessoas dançando enquanto aguarda a resposta do homem a seu lado e o posicionamento da mulher.

– E quanto a mim, só posso dizer que há tantos segredos nesta Terra quando estrelas no céu. Os mistérios e desejos de Deus são entendidos quando a manhã chega, e não quando a noite cai. Se é que me entendem. – Londerville usava isso pois sabia que atingiria aos dois com a mesma frase.

– Por fim, meus caros, nunca foi dito que a bebida é algo que devemos correr desesperadamente, apenas que devemos moderar. Entre os vícios da vida, eu escolhi esse... Alguém me acompanha?  - Dizendo isso James tira mais um cigarro e o acende enquanto caminha para a ala onde poderia fumar.
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Re: The Roxy Nightclub

Mensagem por Lilith Mayfair em Sex 17 Fev - 15:30



O homem que Lilith acompanha até o bar se intitula exorcista, isso não era o que ela tinha em mente, então se lembra de algumas coisas da sua vida crescendo em um internato de meninas católicas, crianças podem ser cruéis, mas existiam fanáticos que eram realmente perversos.

Mas até que ele parecia normal, para um olhar como o dela. Observa atentamente os movimentos dele como se fosse algo muito interessante e mordaz. Não perde quando a bebida dele chega, e como ele segura o copo, até mesmo como o licor se mistura a água. Ela pensa como limão, álcool e gelo podem ser refrescantes. Brinca um pouco mais com o copo.

Humanos falham o tempo todo... A sim, ela estava bem familiarizada com o ato de falhar, mas há muito tempo não se arrependia, ao invés disso abraçava todas as conseqüências de seus atos, isso tinha a feito o que era.  

A voz do policial a faz quebrar o encanto que o servo do Senhor parecia manter sobre ela. Agradece outra rodada de bebida a Godric com um aceno e sorve prestando atenção que o rapaz tinha se mandado e lembra-se da mulher empertigada saindo do banheiro.

Quando o fato de mãos demoníacas levando pessoas, ela tem certeza que ele é um daqueles fanáticos que quer te vender um pedaço do céu em troca de uma boa quantia, ou realmente acredita que o Diabo existe.

- Me perdoe James, mas acho que se o diabo realmente existe então mora dentro de cada um de nós. Afinal humanos falham o tempo todo... Ela sorri pra ele quando joga as mesmas palavras que ele disse sobre a morte da funcionária do Shaw. – O que não devia ocorrer se somos feitos a imagem e semelhança Dele. Termina com o indicador pro alto.

– Já o nosso garoto do banheiro... ela dá um pequeno sorriso “como se tivesse engolido o canário”. – Ele deve ter recebido um belo golpe no seu orgulho, quando uma moça larga ele no chão do banheiro. Olha nos olhos de Godric, será que ele vai pescar que existia mais alguém com o loiro? Ou será que apenas veria que a própria Lilith tinha largado ele lá.

As palavras do padre soam para ela como uma noite de bebedeira pode trazer problemas na manhã seguinte. Isso não era nenhuma novidade, já tinha acontecido tantas vezes, sorri sedutoramente pra ele, mas quem está contando? Afinal esperar alguém especial, era uma má ideia, ela mesma tinha achado, e olha só o que aconteceu... O poderoso Deus a levou. Isso só podia ser uma piada Dele.

- Há sim, Ele age de maneira misteriosa...  Depois dessa muita gente deixou de questionar um monte de coisas, não é mesmo?

– Por fim, meus caros, nunca foi dito que a bebida é algo que devemos correr desesperadamente, apenas que devemos moderar. Entre os vícios da vida, eu escolhi esse... Alguém me acompanha?  

- Eu adoraria, talvez em outra oportunidade... acho que já me excedi com a bebida. Mas vou deixar meu contato com vocês, quem sabe não gostariam de ver uma apresentação de musica clássica? Ou quem sabe uma bebida ou exorcismo? Ela termina com uma piscada pro padre, deixando um numero de contato pra eles.

- Além do que vocês deviam ter muito que conversar, antes de eu interromper lá no "cordeiro". espremendo os olhos lembrando da imagem do cordeiro.

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Re: The Roxy Nightclub

Mensagem por Godric Grimm em Sab 4 Mar - 15:38

- A senhorita estava me contando suas peripécias, Godric. Pelo que vejo é uma mulher que deve ter muitas histórias boas a serem contadas. Quem sabe até algumas mais interessantes que a do garotão do banheiro. Mas me interessa o senhor também, detetive. 

- Ele deve ter recebido um belo golpe no seu orgulho, quando uma moça larga ele no chão do banheiro. Godric da uma risada. – Homens orgulhos, não esquecem quando são feridos. Com o mesmo sorriso e olhar de malicia. “Tenho que saber mais sobre ela, algo me diz que não é quem vejo” 

Godric encara o padre.  – Sou apenas um detetive, padre. Depois de uma pausa para beber ele continua.  – A senhorita Mayfair pode não aparentar quem é. Ele por meio não racional suspeitava dela, seria um instinto talvez. Ele continuou com um sorriso simpático e toma outro gole. – E isso a faz ser interessante.   

- Não era para o senhor estar trabalhando em um certo caso? Não que me diga respeito o que vocês da policia fazem por nossa cidade, mas o fato é que as coisas acontecem de forma repentina nessa cidade. As mãos demoníacas estão muito próximas e pelo que vejo elas vem levando muitas pessoas nos últimos meses.  

Godric respira fundo e com uma expressão séria encara o padre.  – Me deram férias. Ele da um sorriso sarcástico. – O novo delegado é burocrata, um dos meus casos tem haver com uma seita, não sou muito religioso padre. Ele respira e retira a foto da garotinha do bolso da calça e mostra para o padre.  – Ela era assim. Sua expressão nervosa se faz presente. – Quando a vi, me fez acreditar em demônios, não bíblicos, mas em humanos sem humanidade.

Ele toma outro gole da sua bebida.  – Os pais dela frequentam sua igreja, Que deus os ajudem. Ele guarda a foto e escuta o padre e seus enigmas.  

E quanto a mim, só posso dizer que há tantos segredos nesta Terra quando estrelas no céu. Os mistérios e desejos de Deus são entendidos quando a manhã chega, e não quando a noite cai. Se é que me entendem.

Em seu pensamento “As estrelas que vemos, estão mortas padre e o seus mistérios são os fragmentos e poeira cósmica” ele da um sorriso para a bartender. – Um energético senhorita.

- Há sim, Ele age de maneira misteriosa. Depois dessa muita gente deixou de questionar um monte de coisas, não é mesmo? Ele da um sorriso. – Questionar é o que sempre fazemos senhorita quando acordamos.  

- Por fim, meus caros, nunca foi dito que a bebida é algo que devemos correr desesperadamente, apenas que devemos moderar. Entre os vícios da vida, eu escolhi esse... Alguém me acompanha

- Eu adoraria, talvez em outra oportunidade... acho que já me excedi com a bebida. Mas vou deixar meu contato com vocês, quem sabe não gostariam de ver uma apresentação de musica clássica?  

Ele a encara. – Uma artista, adoraria ver um concerto musical. Exibe uma sorriso olhando para o padre sobre o comentário da senhorita sobre “exorcismo” e guarda o número se despedindo com um beijo em no rosto da senhorita.
 - A bebida e um remédio padre, cura feridas e atordoa a dor. Faz uma pausa. – Não fumo. Ele da uma risada. – Promessa a um velho índio.   

A família Grimm tem historia em Vancouver. É uma das primeiras que fizeram assentamentos. Seu assentamento chamado Burckhardt cresceu em torno de uma taverna, estabelecido por Robert Grimm em 1867. Em 1870. Eles não tiveram grandes problemas com os nativos e sim com a comarca Britânica e a sua terrível economia.

Assentamento Burckhardt era conhecido pelos nativos como um território pacifico. Robert se casou com uma índia de uma tribo poderosa chamada “ojíbuas” fazendo uma confusão com os britânicos, ele se tornou selvagem e fugiu com o seus irmãos índios. Quando retornou, por meios sangrentos conseguiu o seu assentamento e a linhagem se manteve forte com sangue ancestral dos cárnia com sangue indígena.

Hoje o antigo assentamento Burckhardt é conhecido pela fazenda Grimm uma das segundas maiores produtora grãos no Canada, os trabalhadores são descendentes de nativos.

O Velho Caolho, índio vivo chamado Jack o corvo, viu Godric crescer naqueles campos ensinou o velhas e encantadoras historias do seu povo, ensinou a não perder sua origem, ser um Grimm é mais que um nome, dizia o velho a Godric. Ele não entendia mais sempre respeitou o velho índio.

A sua sabedoria indígena vez Godric ser o homem que é hoje, o pai de Godric um irlandês de fibra e muito corajoso sempre trabalhou como policial. Passava pouco tempo em casa, quando passava,  apostava em corrida a cavalo com ele e ensinava a praticar tiro alvo. Quando criança acertava o ar fazendo seu pai Gael dar várias risadas. 

Godric teve uma irmã mais velha que morreu de uma forma misteriosa no teatro da faculdade. Sua garganta foi dilacerada por um bisturi. Seu pai havia em fúria após a morte da irmã tomou a  decisão em ser tornar detetive e desvendar quem a matou. Isso levou algum tempo, porém sua busca o levou até o assassino. Por lei ele deveria te-lo levado preso sobre custodia, mas ele teve um jeito de matar o assassino, e isso ensinou Godric quem nem sempre a lei é justa, às vezes se deve sujar as mãos para cumpri-la. 

O seu pai nunca contou quem era o assassino ou quem o ajudou.  Naquela madrugada Godric ainda criança descendo as escadas acordado por um pesadelo, ouviu seu pai tocando piano com um copo de Uísque sobre ele, se sentou no colo do seu pai e tiveram aquele momento juntos que nunca se esqueceram.

Godric se lembrando do seu velho da um sorriso de tristeza e toma sua ultima dose da noite, ele balança a lata de energético. – Bem padre, poderia dar uma carona até a delegacia? Com um tom simpático.

Conseguindo a carona até delegacia estaria á uma quadra de sua casa e poderia começa bem o dia indo para a fazenda bem afastada na cidade visitar sua mãe e o velho Jack.


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Re: The Roxy Nightclub

Mensagem por James Londerville em Qua 22 Mar - 10:00

A noite estava interessante, aquele lugar era bom o bastante para espairecer a mente e pensar em tudo o que ele precisava resolver por ali. Nada além de uma noite com alguns copos e um bom cigarro. A mulher já havia ido embora há algum tempo, assim como o rapaz que estava grogue no banheiro. Com o fim da última lata de energético de Godric ele pede uma carona até a delegacia.

Quando vai responder James tem a sensação de uma explosão de paz toma conta do seu ser. A sensação de ter anjos no mesmo plano em que vivemos, a deliciosa paz de espírito que poderia ser sentida. Um jubilo toma conta do corpo de James e então se vai. Como uma onda ela passa e se vai. Retomando a atenção, Londeville responde:

– Lógico detetive. Acredito que já vimos o que a noite poderia nos oferecer.

O padre tira do casaco sua carteira e conta o dinheiro a ser pago. Recebe o troco e o deposita novamente no interior da carteira. Guarda a carteira, ajeita o casaco, pega sua bengala e sai dali para seu carro seguido pelo policial.

– Que seu poder seja para o todo o sempre louvado – diz James quando passa sobre a marca de água benta no chão do lugar. – Sim, Godric. Ele sempre nos ouve e sempre nos vê.

- Sabe, quando eu era pequeno tive a sensação de estar sendo observado por criaturas que sempre que olhava para a porta ou janela pareciam sumir, como se elas se escondessem por algum motivo. Sempre que acontecia eu tinha mais e mais certeza que o Pai estava a meu lado me protegendo e evitando qualquer coisa contra meu ser. Algo que era claramente sentido por mim e ainda o é. Porém hoje é ainda mais forte que antes. Sinto que Ele tem sim o poder de me ajudar em todas as ocasiões.


O padre olha sério para Godric enquanto abre seu carro.

– Não duvide do demônio pois ele acredita em seu potencial. Por isso sempre tenha consigo a paz do Senhor pois ela irá protegê-lo do mal que está por vir.

- Vi que notou a arma sob o banco, é mais que uma proteção é uma consciência do extermínio das criaturas malévolas que inundam nosso mundo e trazem a danação com ela. As profecias de um anticristo são constates e talvez por isso devamos tomar cuidado de nossas ações ao menos da maneira que podemos. Eu me senti buscado do reino dos mortos por um anjo há muito tempo atrás e isso mudou a minha forma de ver o mundo, acredito que a grande dificuldade faz com que você entenda que o poder é maior no que você não pode ver. Houve aquele que precisou tocar para crer, já alguns foram tocados e acreditam desde então. Esse segundo caso é o meu.
– O carro trafega pelas ruas fazendo suas curvas e prestando atenção no que acontece a seu redor. A cidade está esvaziando cada vez mais, logo o ciclo a torna de volta e ela volta a sua vida.

– O ponto de equilíbrio é pequeno o suficiente para que possa sentir e não ver. Então preste atenção em seus pensamentos e suas ações Godric. Vá atrás do que deseja, mas lembre-se que atrás do senso de justiça reside um homem, e acima desse home há e sempre haverá Deus.

- Que Ele o abençoe, Godric. Quando precisar, passe na igreja para conversar. Saiba que tem um amigo e não só um conselheiro. Fique com Deus Godric. Boa noite.


Parando o carro James se despede de Godric e toma seu rumo para a igreja, precisava falar com Malthus sobre os últimos acontecimentos e essa sensação que ele teve.
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Re: The Roxy Nightclub

Mensagem por Alyss Liechtenstein em Dom 26 Mar - 20:58



Um primeiro passo



O trajeto do hospital em que trabalhava até o “antro” que viria a conhecer não demorava mais do que alguns pares de minutos para serem vencidos, o que Alyss fazia sem delongas, conduzindo sua moto pelas calmas ruas de Vancouver. Não podia negar que desviar-se de seu rotineiro percurso era gratificante pelo simples fato de que, naquela hora, a cidade era tão mais mansa do que podia lembrar-se nos meses e dias idos, de sua estadia. Havia ainda a brisa que enregelava o delicado corpo conforme vencia do ar a resistência com velocidade, envolvendo e evocando nuances muito discretas de seus efeitos sobre a tez e que muito bem ocultas iam sob as roupas. Estas, as vestes, era casuais e de cores tão sóbrias quanto podia ser a personalidade da jovem médica, buscando a discrição em sua passagem, na maior parte do tempo. Crescera com tal sorte de predileção: notar e observar muito antes de ser percebida; genuíno divertimento residia naquilo e apreciável vantagem, às vezes, nas mais diversas situações. Quando encontrou um lugar adequado para deixar a moto, aproveitou as passadas para refletir sobre o que buscava ali, essencialmente. Não era mera curiosidade, tampouco distração; negado era seu convívio com a ampla sociedade até meados de sua juventude; mais do que Stephen ou Wagner, sabia que o amadurecimento prematuro em compreender os motivos de tal sina tolhia o crescimento do convívio e precisava, como flor, desabrochar a pleno em sua vida agora quando adulta. Ainda assim, era peculiar por onde iniciava aquela nova... Experiência. Por um instante ela retesou o corpo, cessaram as passadas e ela contemplou a amálgama de vidas e histórias que andavam bípedes, de cá para lá, apenas “curtindo”. Sorriu só e sem timidez, ao compreender que também para disso se aproximar foi que escolheu a profissão de seu finado pai. Entendia com o coração o homem que nunca conhecera e ainda assim podia afirmar ama-lo, sem erro. Inspirou com renovada convicção e em passadas de suave cadência chegou até a entrada do lugar e arguta, deslizou por entre corpos até chegar ao balcão e sentar-se, observando as bebidas e os atendentes.

Inadvertidamente sua consciência em alarme se fez, lembrando-lhe que pilotaria em retorno sua moto: podia ela atentar contra a mais canônica etiqueta de trânsito? Certamente não. Assim como era certo que o barman a considerava já um elemento peculiar, naquela combinação de cores escuras e cabelo furtando a cor de uma flor silvestre – além de estar sorridente, mesmo que sozinha. Olhou para ele por um instante, revelando de turmalina a cor das íris naturalmente feitas, para então singelo pedido realizar:

- Um aperol spritz, por gentileza. – dizia com cândido sorriso, que tinha por retorno primeiro um quase grunhido rir do homem, antes do sorriso alargar de modo até bastante arriscado para com uma cliente. Não era Alyss indiferente àquelas minúcias divertidas das reações de quem servia e ela bem o olhou com silente dúvida nos olhos. Entreabriu os lábios para falar, mas o homem continuava sua interação de boas-vindas:

- É uma escolha... Incomum. – dizia simplesmente, mas com aquele tom que até o menos atento dos ouvintes identificava ser de chiste, por bebida tão suave e de teor alcóolico ameno.

A paga por tais palavras vinha com sonoro e delicado riso, enquanto ela colocava o celular sobre o balcão e meneava a cabeça inconformada, por que não deixava de estar certo o homem. Destarte, restou uma explicação enquanto via se formar o pedido pelas destras mãos do barman: - Por certo deve ser peculiar, caro desconhecido, mas não menos palatável do que qualquer outra. Pelo menos não à esta que vos fala. – concluiu elevando minimamente a face e desenvolvendo altiva postura, que com primazia executava. Era apenas uma simulação para o atendente, que deixava a bebida sobre o balcão rindo, pensando não ser mais do que brincadeira tão esbelta compleição. Não sabia ele, porém, que a verdade pode disfarçar-se de ardil tantas vezes quantas forem convenientes. Indiferente ao que é real ou mera suposição, ambos voltaram às suas incumbências: ele servia outros, enquanto Alyss deixava o olhar perscrutar o ambiente e seus ocupantes. Estava com mais pessoas do que era esperado, todavia um número que permitia conhecer e admirar o ambiente sem precisar remexer-se muito, conservando uma postura agradável de descanso. Mantinha o celular em seu entorno, para qualquer emergência que precisasse atender. Entretanto, começava a inclinar sua opinião para algo favorável à música e ao lugar, percebendo que podia ser mais preconceituosa do que era tolerável, julgando um cenário sem o conhecer.
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