Montanhas Azuis

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Montanhas Azuis

Mensagem por Mestre do Jogo em Dom 3 Dez - 17:15


A cadeia de montanhas que se estende a norte do Lago Garibaldi em cuja superfície se reflete sua imagem nas águas límpidas e cristalinas são conhecidas como as Montanhas Azuis, nome atribuído pela coloração azulada que seus picos nevados adquirem durante os dias de tempo bom, desenhando uma das paisagens mais selvagens e belas de todo o Canadá.

As montanhas, apesar de não serem as mais altas do país, atraem muitos alpinistas que desejam vencer seus paredões íngremes de rocha viva e desfrutar da bela vista que só estas montanhas podem propiciar. Existem excursões onde os interessados podem sentir o gostinho da escalada, monitorados com toda a segurança por guias experientes que levam-nos montanha acima até alguns chalés construídos estrategicamente onde podem descansar para repor suas energias desfrutando de boa comida e bebida.

A proximidade com a Reserva Indígena dos Pés-Pretos faz com que as Montanhas Azuis seja palco de muitas histórias e lendas. Nas histórias dos índios estas montanhas são conhecidas por serem o território de onde “Aquele que Caça em Noites sem Lua” geralmente sai para caçar. Ao longo dos anos relatos de alpinistas que alegaram ter avistado uma criatura humanóide vagando pelas encostas cobertas de neve das Montanhas Azuis vem se acumulando, mas até hoje nada de concreto pôde ser provado, e o mito continua a ser exatamente isto: um mito... menos para os Pés-Pretos e para aqueles que o avistaram.

Alguns exploradores interessados no mistério do Pé Grande vindos principalmente dos Estados Unidos, encontraram algumas pegadas anormalmente grandes feitas na neve, o que gerou uma grande comoção no meio criptozoologista, trazendo um fluxo considerável de “estudiosos” ávidos por encontrar mais pistas sobre este ser lendário. Como sempre, a maioria não encontrou nada do que procurava, mas alguns mais afoitos decidiram fixar residência nos sopés das Montanhas Azuis, esperançosos de algum dia poderem encontrar mais pistas, ou quem sabe até mesmo de terem algum encontro com esta criatura.

A Polícia Montada tenta desencorajar tais intenções da maneira que pode, as Montanhas Azuis guardam muitos perigos e encontros com os animais selvagens acontecem com elevada freqüência. O número de mortes atribuído ao ataque destes animais sobe a cada ano que passa, apesar de algumas delas se darem de modo muito suspeito. Já foram encontrados cadáveres totalmente sem sangue, e também algumas pessoas já foram resgatadas enquanto vagavam a esmo pelas Montanhas, alheios à realidade e com isquemia.

O fato é que as Montanhas Azuis guardam segredos terríveis por trás de sua beleza majestosa. Segredos que muitos os Pés-Pretos conhecem e guardam a sete chaves. Para o bem da coletividade é melhor que certos mistérios continuem sem respostas, a ignorância pode ser uma bênção.

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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Mestre do Jogo em Seg 4 Dez - 14:13


O vento gelado da madrugada passa assobiando através das árvores enchendo o ar com os cheiros da floresta. No alto de uma conífera uma coruja pia solitária empoleirada sobre um galho semi coberto pela neve que caíra ao longo do dia. Raios riscam o céu em intervalos regulares transformando a noite em dia enquanto os trovões reverberam pelas montanhas. Os animais selvagens sentem a aproximação da tempestade na súbita mudança da umidade do ar e correm para encontrar abrigo. O brilho prateado da lua cheia é encoberto por grossas camadas de nuvens de um tom cinza carregado. Os últimos lamentos dos lobos são ouvidos à distância, morrendo na escuridão.

Incrustada no âmago da floresta velha as tábuas da casa abandonada rangem e estalam ao sabor do vento. A construção de dois andares, cujos dias de glória (se é que um dia houveram) já há muito se passaram, luta com os resquícios de suas forças para permanecer em pé parecendo utilizar-se puramente da força de vontade para tanto. A inexistente pintura deixa à mostra as paredes cruas de madeira carcomida, os vidros imundos das janelas impossibilitando qualquer visão nítida do interior do imóvel mesmo no dia mais luminoso de sol, e o telhado curva-se assustadoramente para baixo ameaçando desabar, como que cansado pelo acúmulo de anos de folhas e detritos que o cobriam.

No interior da casa o ar viciado preenche todos os ambientes. Camadas de pó assentam-se por todos os lugares reinvidicando para si cada móvel, cada parede e cada piso do lugar. Aranhas fiaram suas teias que pendem no ar por todos os lados. Ratos cinzentos espreitam pelos cantos na tentativa de capturar qualquer presa desavisada. Mofo e bolor se multiplicam nos vários pontos onde a umidade penetra com maior força na madeira. O aspecto geral da casa é de uma camada de gesso fino, ameaçando rachar a qualquer instante ao menor sinal de aumento de pressão.

Quando as primeiras gotas de chuva desabam um par de olhos observa a casa, parado diante da porta da frente. Do lado de dentro 6 almas permanecem alheias ao clima e ao mundo que os cerca, todos eles esparramados pelo chão, inconscientes... até que o ultimo trovão, que parecia ter estourado bem no meio deles naquela sala, faz com que despertem de supetão.

Seis estranhos que nunca se cruzaram agora estão reunidos olhando uns para os outros sem entender nada do que está acontecendo. Suas mentes desorientadas, ainda meio grogues pelo súbito despertar, colocam-se em estado de alerta iminente e são inundadas por questões urgentes: Quem são as pessoas que os cercam? Como vieram parar ali? Onde era "ali"? Estariam em perigo? O que usariam pra se defender? Deveriam atacar? Deveriam fugir? As perguntas acumulavam-se em velocidade vertiginosa...

Porém, antes que qualquer vestígio de resposta possa ser procurado, algo vertiginoso assalta o sexteto... uma sensação tão onipresente que os deixa com as mãos tremendo e a boca seca... as pernas mal conseguem sustentá-los em pé, os estômagos se reviram até os deixarem curvados... a Fome está ali, correndo e corroendo cada célula de seus corpos, minando suas forças, consumindo suas energias... eles sentem-se mais famintos do que jamais sentiram-se até então.

O instinto básico da sobrevivência os faz esquecer as perguntas, até mesmo a mais básica: Como poderiam estar tão famintos assim?

As respostas não importavam mais, apenas a Fome...

Então um cheiro atinge suas narinas, penetrando fundo, acertando em cheio seus cérebros... COMIDA!

Com pequenos passos eles encontram na ampla sala ao lado uma mesa farta. Pães crocantes, queijos, tomates, bolos de cenoura com cobertura de chocolate, morangos grandes e suculentos, grossas fatias de presunto, e jarras de suco de laranja, de suco de abacaxi, e de água cristalina.

Sim, eles queriam saber como foram parar ali. Sim, queriam saber quem eram aqueles estranhos que os acompanhavam. Sim, queriam saber onde estavam... mas primeiro... comeriam!!!

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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Gunnar Larson em Ter 5 Dez - 21:26


Um grunhido rouco e abafado se formou em sua garganta escapando pelos lábios, seguido de uma tosse exagerada de como se estivesse se recuperando de um afogamento. De certo modo estava, mas não era um afogamento em água, mas sim em bebidas, sexo e drogas. Grunhiu mais uma vez, enfiando uma das mãos na calça para ajeitar as bolas que pareciam ter sido enfiadas às pressas para dentro da calça. Ao forçar as costas contra a “cama”?....Não se lembrava de sua cama ser tão dura quanto uma pedra, e como se já não fosse desconfortável o bastante, sentia que algo ardia em sua coxa esquerda.

O mundo parecia estar distante, tudo em sua cabeça girava, os pequenos barulhos ecoavam como se fosse uma voz vinda do além, porém o estrondo que que se fez, parecia ter se formado dentro de sua cabeça que o faz pressionar as têmporas e travar os olhos enquanto cuspia seu repertório sujo de palavrões.

Ele abriu os olhos piscando-os diversas vezes até se acostumar com o ambiente. Pelo pouco que podia capturar em sua visão periférica, parecia ter sido jogado numa casa abandonada de algum filme de terror. O silêncio era tão assombrador quanto os trovões que explodiam e reverberam fazendo toda a casa tremer. Suas sobrancelhas se juntaram e a expressão em seu rosto era de total confusão, estava desorientado sim, bêbado também, drogado com certeza, mas sabia com convicção de que aquele não era o quarto do qual havia passado horas saciando seus desejos carnais da forma mais bruta e crua, do jeito que ele gostava. Sentiu sua boca se curvar num sorriso pra lá de cafajeste.

Mais uma vez sentiu sua coxa queimar. – Mas que diabos! Resmungou levando a mão até sua coxa, então sentiu a ardência em sua mão. – Mas que porra é essa? Esbravejou se sentando não tão rapidamente quanto planejou, para então observar seu atacante sair correndo na direção oposta, ou pelo menos um deles, aqueles malditos roedores pareciam estar confortáveis em meio a....pessoas???    

Com o olhar surpreso e pensativo Gun encarou aqueles estranhos à sua volta. – Wow!! A viagem foi mais louca do que eu imaginei. Pensou ainda encarando as pessoas que assim como ele, pareciam não fazer a mínima ideia de quem eram seus acompanhantes, o que faziam naquele lugar e como haviam chego ali. No caso de Gun, qualquer pozinho branco e mágico podia leva-lo a qualquer lugar, mas nem em seus sonhos mais selvagens ele permitiria machos. Se sentindo meio vulnerável, sentado ali no chão, Gun apoiou as mãos no chão para suspender o corpo que se levanta meio cambaleante.

Ao se pôr de pé, afastou os longos cabelos emaranhados do rosto de modo desajeitado, bateu as mãos para tirar a poeira da jaqueta de couro preta que exibia seu peito desnudo, bateu as mãos na calça jeans desbotada e justa, com rasgos nos joelhos e agora mais um buraco se somava devido a ousadia de um roedor faminto, que não se contentou em roer apenas suas calças, já que uma mancha de sangue borrava as beiradas roídas e sua pele exposta mostrava as marcas. Claro, por que não um pouco de doença transmitida por ratos para completar a intoxicação.

Estranhamente ele começou a se sentir mal, será que era a ressaca ou todo o resto? Cambaleou e se escorou na parede levando a mão no estômago se dando conta de quanto estava com fome, extremamente com fome. A sensação era de que não se alimentava a três dias, não que fosse algo incomum, afinal para ele havia outras formas de alimentos, mas nunca tinha se sentido tão faminto a ponto de poder comer um boi se pudesse. Suas narinas podiam estar lhe pregando uma peça, talvez pela fome tamanha que sentia, pois ele podia sentir um forte aroma de comida no ar, mesmo dentro daquela casa fétida infestada de ratos com certeza podia.

- Sou só eu ou vocês estão sentindo cheiro de comida no ar? Quebrou o gelo falando para o grupo que pareciam ter os mesmos sintomas que ele, o que indicava que ele estava ainda muito chapado ou super sóbreo. Ainda meio atordoado e cambaleando começou a caminhar pela casa seguindo o cheiro de comida enquanto se estômago lambia suas costelas. Seus olhos cresceram nas guloseimas postas sobre uma grande mesa, sua fome era tamanha que não pensou duas vezes em meter as mãos e assaltar algumas fatias de pão, e frutas e o que mais pudesse enfiar goela abaixo.
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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Shelby Price em Qua 6 Dez - 13:42



Ao som de um estrondo que faz meus ouvidos doerem, abro meus olhos eles estão ardendo eu pisco repetidas vezes e vejo um teto decrepito, imundo e com toda sorte de bichos se movendo, com nojo percebo que estou no chão duro, tento me levantar o mais rápido possível... Mas não consigo nem mesmo sentar reta, o quarto parece girar e a minha cabeça pulsa como se fosse explodir a qualquer momento. Coloco uma das mãos no chão para me firmar e a outra próximo a nuca e sinto a mão ficar molhada com algo viscoso entre os dedos a dor arrepia minha pele e fecho os olhos por um instante...
     
 “Correndo atras do ultimo idiota que deve a justiça, entro num prédio afastado da cidade, parece abandonado o melhor lugar para esconder algo ou alguém. Observo de longe quando o engravatado entra, mas não há nenhuma outra movimentação, ou parece ter viva alma por perto. Meu instinto grita armadilha em alto e bom som, mas meu tempo está se esgotando e o preço pra reaver a figura de terno é alto para os meus padrões.

Puxo uma respiração de resignação, verifico as algemas que são sempre úteis e uma arma que uso mais pra intimidação, só então abro a porta do carro e sigo pra dentro, obviamente a escuridão limita a minha visão e logo algo me atinge...”

-Ótimo agora sei da onde vem a dor... e o sangue.

Ouço alguém resmungar não tão distante, e sinto dor, parece que tem um buraco no meu estomago, uma fome que nunca senti, faz minha barriga contrair, meus membros tremerem e minha boca secar. Forço meus músculos a funcionarem para sentar melhor e vejo outras pessoas estão na mesma sala, mas a julgar pelos trajes não estavam atras do criminoso.           Então dou uma olhada no local, não é nem mesmo o prédio no qual eu tinha entrado.

-Isso não é bom!

-Sou só eu ou vocês estão sentindo cheiro de comida no ar?

Forço uma respiração e sinto o cheiro maravilhoso da comida. Coloco as duas mãos no chão para ajudar a levantar mais rápido e o salto da bota escorrega um pouco a té firmar. Caminho para perto das pessoas e sinto o cheiro da comida encher mais as minhas narinas e fazendo minha boca ficar mais e mais seca.
         
-Ha, com certeza cheira bem!
         
Vejo uma mesa coberta de coisas deliciosas e mesmo com as mãos sujas, dou uma mordida no morango e ainda mastigando enfio um pedaço do presunto junto e aos poucos a mastigação diminui porque o gosto não é o mesmo. Cuspo todo o conteúdo pro lado, eles devem estar passados, afinal esse lugar é imundo, algo deve ter estragado. Pego um pedaço de bolo que tem o que parece ser chocolate em cima, afinal chocolate nunca é demais... ainda assim o gosto não é o esperado então forço pra engolir, porque a fome é uma dor constante.
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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Annie Savoy em Qui 7 Dez - 7:02

Após alguns segundos lutando contra o deprimente estado aparente de seu corpo, Annie resolve abrir os olhos, um ato que deveria ser simples se tornou um tanto doloroso, não por excesso de luz ou algo parecido, pois a primeira percepção que teve foi de que estava em lugar nem um pouco arejado, o que dificultou sua ação foi a quantidade de poeira que lhe irritava profundamente os olhos, o primeiro pensamento sóbrio que conseguiu formar foi um questiomento interno sobre onde estaria neste momento.

Será que acabou indo trabalhar bêbada e drogada demais, ou era só mais uma noite em que se empolgava em lugares isolados e propensos a grande quantidade de sujeira, afinal de contas uns de seus lugares favoritos para se afundar nas maravilhas químicas que a fazia se esquecer de tudo aquilo que não lhe importava inclusive a própria razão existêncial, se tratavam de lugares questionaveis para um moça de sua idade.

Assim que conseguiu abrir os olhos viu o movimento de pessoas, mas a dor que sentia em seu estômago foi tão forte que nem pensou em focar nos rostos tão poucos destinguir quem estava ali com ela.

Logo seus sentidos comecaram a voltar e com a visão mais nítida veio tato, sentiu a grossa camada de sujeira em suas roupas e ao olhar ao redor percebeu que o lugar onde estava - apesar de certa forma parecer agradavel aos seus olhos ja que amava construções literalmente caindo aos pedaços - se tratava de um tipo de casebre insignificante supostamente abandonado a muitas décadas, por isso não poderia ter sido alvo para um suposto trabalho, afinal o que se podia restaurar num lugar como esse se não lenha para uma boa fogueira. E a julgar pelos rangidos e outros sons repugnantes aquele lugar poderia desabar a qualquer instante.

Seu terceiro sentido foi aguçado assim que alguem citou cheiro de comida...

Comida? Fome... Sim sua dor era de fome, logo seguiu os os demais com um certo custo ao andar e foi até a mesa, aquela sim lhe brilhantou os olhos, saiu de um cenário de pura calamidade para uma mesa digna de realeza, havia frutas, bolo, jarras com sucos e tudo mais que se podia imaginar.

Neste momento não se importou com mais nada nem mesmo a grossa camada de sujeira em suas mãos, tratou de apanhar de cara uma jarra do que parecia ser um refrescante suco e virar na boca, o líquido desceu por sua garganta como féu, e a cede mesmo não passava, era como tomar água salgada quanto se esta com muita cede, resolveu tentar provar algo da mesa no intuíto de tirar o amargoso gosto da boca, mas só o que conseguiu foi deixar tudo ainda mais seco e amargo. E pelo que pode observar não foi a unica que não gostou do que provou, a mulher ao seu lado cuspiu a comida com a mesma voracidade em que havia colocado em sua boca.

Agora com seus sentidos totalmente recuperados ela começa a observar melhor o grupo a sua volta, e percebe que a única coisa que eles tinham em comum era o nível de calamidade em que se encontravam, um pior do que o outro, machucados, sujos, famintos, e igualmente confusos. Não havia se quer um padrão de familiaridade. E antes de tentar comer qualquer outra coisa resolveu fazer o que menos fazia em situações como esta,  se comunicar...

-Ei? Alguem aqui sabe me dizer que merda de lugar é este e como viemos parar aqui? Aliás quem são vocês? Eu deveria me lembrar de vocês? Porque sinceramente não tenho idéia do que estou fazendo aqui.
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