Montanhas Azuis

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Montanhas Azuis

Mensagem por Mestre do Jogo em Dom 3 Dez - 17:15


A cadeia de montanhas que se estende a norte do Lago Garibaldi em cuja superfície se reflete sua imagem nas águas límpidas e cristalinas são conhecidas como as Montanhas Azuis, nome atribuído pela coloração azulada que seus picos nevados adquirem durante os dias de tempo bom, desenhando uma das paisagens mais selvagens e belas de todo o Canadá.

As montanhas, apesar de não serem as mais altas do país, atraem muitos alpinistas que desejam vencer seus paredões íngremes de rocha viva e desfrutar da bela vista que só estas montanhas podem propiciar. Existem excursões onde os interessados podem sentir o gostinho da escalada, monitorados com toda a segurança por guias experientes que levam-nos montanha acima até alguns chalés construídos estrategicamente onde podem descansar para repor suas energias desfrutando de boa comida e bebida.

A proximidade com a Reserva Indígena dos Pés-Pretos faz com que as Montanhas Azuis seja palco de muitas histórias e lendas. Nas histórias dos índios estas montanhas são conhecidas por serem o território de onde “Aquele que Caça em Noites sem Lua” geralmente sai para caçar. Ao longo dos anos relatos de alpinistas que alegaram ter avistado uma criatura humanóide vagando pelas encostas cobertas de neve das Montanhas Azuis vem se acumulando, mas até hoje nada de concreto pôde ser provado, e o mito continua a ser exatamente isto: um mito... menos para os Pés-Pretos e para aqueles que o avistaram.

Alguns exploradores interessados no mistério do Pé Grande vindos principalmente dos Estados Unidos, encontraram algumas pegadas anormalmente grandes feitas na neve, o que gerou uma grande comoção no meio criptozoologista, trazendo um fluxo considerável de “estudiosos” ávidos por encontrar mais pistas sobre este ser lendário. Como sempre, a maioria não encontrou nada do que procurava, mas alguns mais afoitos decidiram fixar residência nos sopés das Montanhas Azuis, esperançosos de algum dia poderem encontrar mais pistas, ou quem sabe até mesmo de terem algum encontro com esta criatura.

A Polícia Montada tenta desencorajar tais intenções da maneira que pode, as Montanhas Azuis guardam muitos perigos e encontros com os animais selvagens acontecem com elevada freqüência. O número de mortes atribuído ao ataque destes animais sobe a cada ano que passa, apesar de algumas delas se darem de modo muito suspeito. Já foram encontrados cadáveres totalmente sem sangue, e também algumas pessoas já foram resgatadas enquanto vagavam a esmo pelas Montanhas, alheios à realidade e com isquemia.

O fato é que as Montanhas Azuis guardam segredos terríveis por trás de sua beleza majestosa. Segredos que muitos os Pés-Pretos conhecem e guardam a sete chaves. Para o bem da coletividade é melhor que certos mistérios continuem sem respostas, a ignorância pode ser uma bênção.

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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Mestre do Jogo em Seg 4 Dez - 14:13


O vento gelado da madrugada passa assobiando através das árvores enchendo o ar com os cheiros da floresta. No alto de uma conífera uma coruja pia solitária empoleirada sobre um galho semi coberto pela neve que caíra ao longo do dia. Raios riscam o céu em intervalos regulares transformando a noite em dia enquanto os trovões reverberam pelas montanhas. Os animais selvagens sentem a aproximação da tempestade na súbita mudança da umidade do ar e correm para encontrar abrigo. O brilho prateado da lua cheia é encoberto por grossas camadas de nuvens de um tom cinza carregado. Os últimos lamentos dos lobos são ouvidos à distância, morrendo na escuridão.

Incrustada no âmago da floresta velha as tábuas da casa abandonada rangem e estalam ao sabor do vento. A construção de dois andares, cujos dias de glória (se é que um dia houveram) já há muito se passaram, luta com os resquícios de suas forças para permanecer em pé parecendo utilizar-se puramente da força de vontade para tanto. A inexistente pintura deixa à mostra as paredes cruas de madeira carcomida, os vidros imundos das janelas impossibilitando qualquer visão nítida do interior do imóvel mesmo no dia mais luminoso de sol, e o telhado curva-se assustadoramente para baixo ameaçando desabar, como que cansado pelo acúmulo de anos de folhas e detritos que o cobriam.

No interior da casa o ar viciado preenche todos os ambientes. Camadas de pó assentam-se por todos os lugares reinvidicando para si cada móvel, cada parede e cada piso do lugar. Aranhas fiaram suas teias que pendem no ar por todos os lados. Ratos cinzentos espreitam pelos cantos na tentativa de capturar qualquer presa desavisada. Mofo e bolor se multiplicam nos vários pontos onde a umidade penetra com maior força na madeira. O aspecto geral da casa é de uma camada de gesso fino, ameaçando rachar a qualquer instante ao menor sinal de aumento de pressão.

Quando as primeiras gotas de chuva desabam um par de olhos observa a casa, parado diante da porta da frente. Do lado de dentro 6 almas permanecem alheias ao clima e ao mundo que os cerca, todos eles esparramados pelo chão, inconscientes... até que o ultimo trovão, que parecia ter estourado bem no meio deles naquela sala, faz com que despertem de supetão.

Seis estranhos que nunca se cruzaram agora estão reunidos olhando uns para os outros sem entender nada do que está acontecendo. Suas mentes desorientadas, ainda meio grogues pelo súbito despertar, colocam-se em estado de alerta iminente e são inundadas por questões urgentes: Quem são as pessoas que os cercam? Como vieram parar ali? Onde era "ali"? Estariam em perigo? O que usariam pra se defender? Deveriam atacar? Deveriam fugir? As perguntas acumulavam-se em velocidade vertiginosa...

Porém, antes que qualquer vestígio de resposta possa ser procurado, algo vertiginoso assalta o sexteto... uma sensação tão onipresente que os deixa com as mãos tremendo e a boca seca... as pernas mal conseguem sustentá-los em pé, os estômagos se reviram até os deixarem curvados... a Fome está ali, correndo e corroendo cada célula de seus corpos, minando suas forças, consumindo suas energias... eles sentem-se mais famintos do que jamais sentiram-se até então.

O instinto básico da sobrevivência os faz esquecer as perguntas, até mesmo a mais básica: Como poderiam estar tão famintos assim?

As respostas não importavam mais, apenas a Fome...

Então um cheiro atinge suas narinas, penetrando fundo, acertando em cheio seus cérebros... COMIDA!

Com pequenos passos eles encontram na ampla sala ao lado uma mesa farta. Pães crocantes, queijos, tomates, bolos de cenoura com cobertura de chocolate, morangos grandes e suculentos, grossas fatias de presunto, e jarras de suco de laranja, de suco de abacaxi, e de água cristalina.

Sim, eles queriam saber como foram parar ali. Sim, queriam saber quem eram aqueles estranhos que os acompanhavam. Sim, queriam saber onde estavam... mas primeiro... comeriam!!!

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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Gunnar Larson em Ter 5 Dez - 21:26


Um grunhido rouco e abafado se formou em sua garganta escapando pelos lábios, seguido de uma tosse exagerada de como se estivesse se recuperando de um afogamento. De certo modo estava, mas não era um afogamento em água, mas sim em bebidas, sexo e drogas. Grunhiu mais uma vez, enfiando uma das mãos na calça para ajeitar as bolas que pareciam ter sido enfiadas às pressas para dentro da calça. Ao forçar as costas contra a “cama”?....Não se lembrava de sua cama ser tão dura quanto uma pedra, e como se já não fosse desconfortável o bastante, sentia que algo ardia em sua coxa esquerda.

O mundo parecia estar distante, tudo em sua cabeça girava, os pequenos barulhos ecoavam como se fosse uma voz vinda do além, porém o estrondo que que se fez, parecia ter se formado dentro de sua cabeça que o faz pressionar as têmporas e travar os olhos enquanto cuspia seu repertório sujo de palavrões.

Ele abriu os olhos piscando-os diversas vezes até se acostumar com o ambiente. Pelo pouco que podia capturar em sua visão periférica, parecia ter sido jogado numa casa abandonada de algum filme de terror. O silêncio era tão assombrador quanto os trovões que explodiam e reverberam fazendo toda a casa tremer. Suas sobrancelhas se juntaram e a expressão em seu rosto era de total confusão, estava desorientado sim, bêbado também, drogado com certeza, mas sabia com convicção de que aquele não era o quarto do qual havia passado horas saciando seus desejos carnais da forma mais bruta e crua, do jeito que ele gostava. Sentiu sua boca se curvar num sorriso pra lá de cafajeste.

Mais uma vez sentiu sua coxa queimar. – Mas que diabos! Resmungou levando a mão até sua coxa, então sentiu a ardência em sua mão. – Mas que porra é essa? Esbravejou se sentando não tão rapidamente quanto planejou, para então observar seu atacante sair correndo na direção oposta, ou pelo menos um deles, aqueles malditos roedores pareciam estar confortáveis em meio a....pessoas???    

Com o olhar surpreso e pensativo Gun encarou aqueles estranhos à sua volta. – Wow!! A viagem foi mais louca do que eu imaginei. Pensou ainda encarando as pessoas que assim como ele, pareciam não fazer a mínima ideia de quem eram seus acompanhantes, o que faziam naquele lugar e como haviam chego ali. No caso de Gun, qualquer pozinho branco e mágico podia leva-lo a qualquer lugar, mas nem em seus sonhos mais selvagens ele permitiria machos. Se sentindo meio vulnerável, sentado ali no chão, Gun apoiou as mãos no chão para suspender o corpo que se levanta meio cambaleante.

Ao se pôr de pé, afastou os longos cabelos emaranhados do rosto de modo desajeitado, bateu as mãos para tirar a poeira da jaqueta de couro preta que exibia seu peito desnudo, bateu as mãos na calça jeans desbotada e justa, com rasgos nos joelhos e agora mais um buraco se somava devido a ousadia de um roedor faminto, que não se contentou em roer apenas suas calças, já que uma mancha de sangue borrava as beiradas roídas e sua pele exposta mostrava as marcas. Claro, por que não um pouco de doença transmitida por ratos para completar a intoxicação.

Estranhamente ele começou a se sentir mal, será que era a ressaca ou todo o resto? Cambaleou e se escorou na parede levando a mão no estômago se dando conta de quanto estava com fome, extremamente com fome. A sensação era de que não se alimentava a três dias, não que fosse algo incomum, afinal para ele havia outras formas de alimentos, mas nunca tinha se sentido tão faminto a ponto de poder comer um boi se pudesse. Suas narinas podiam estar lhe pregando uma peça, talvez pela fome tamanha que sentia, pois ele podia sentir um forte aroma de comida no ar, mesmo dentro daquela casa fétida infestada de ratos com certeza podia.

- Sou só eu ou vocês estão sentindo cheiro de comida no ar? Quebrou o gelo falando para o grupo que pareciam ter os mesmos sintomas que ele, o que indicava que ele estava ainda muito chapado ou super sóbreo. Ainda meio atordoado e cambaleando começou a caminhar pela casa seguindo o cheiro de comida enquanto se estômago lambia suas costelas. Seus olhos cresceram nas guloseimas postas sobre uma grande mesa, sua fome era tamanha que não pensou duas vezes em meter as mãos e assaltar algumas fatias de pão, e frutas e o que mais pudesse enfiar goela abaixo.
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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Shelby Price em Qua 6 Dez - 13:42



Ao som de um estrondo que faz meus ouvidos doerem, abro meus olhos eles estão ardendo eu pisco repetidas vezes e vejo um teto decrepito, imundo e com toda sorte de bichos se movendo, com nojo percebo que estou no chão duro, tento me levantar o mais rápido possível... Mas não consigo nem mesmo sentar reta, o quarto parece girar e a minha cabeça pulsa como se fosse explodir a qualquer momento. Coloco uma das mãos no chão para me firmar e a outra próximo a nuca e sinto a mão ficar molhada com algo viscoso entre os dedos a dor arrepia minha pele e fecho os olhos por um instante...
     
 “Correndo atras do ultimo idiota que deve a justiça, entro num prédio afastado da cidade, parece abandonado o melhor lugar para esconder algo ou alguém. Observo de longe quando o engravatado entra, mas não há nenhuma outra movimentação, ou parece ter viva alma por perto. Meu instinto grita armadilha em alto e bom som, mas meu tempo está se esgotando e o preço pra reaver a figura de terno é alto para os meus padrões.

Puxo uma respiração de resignação, verifico as algemas que são sempre úteis e uma arma que uso mais pra intimidação, só então abro a porta do carro e sigo pra dentro, obviamente a escuridão limita a minha visão e logo algo me atinge...”

-Ótimo agora sei da onde vem a dor... e o sangue.

Ouço alguém resmungar não tão distante, e sinto dor, parece que tem um buraco no meu estomago, uma fome que nunca senti, faz minha barriga contrair, meus membros tremerem e minha boca secar. Forço meus músculos a funcionarem para sentar melhor e vejo outras pessoas estão na mesma sala, mas a julgar pelos trajes não estavam atras do criminoso.           Então dou uma olhada no local, não é nem mesmo o prédio no qual eu tinha entrado.

-Isso não é bom!

-Sou só eu ou vocês estão sentindo cheiro de comida no ar?

Forço uma respiração e sinto o cheiro maravilhoso da comida. Coloco as duas mãos no chão para ajudar a levantar mais rápido e o salto da bota escorrega um pouco a té firmar. Caminho para perto das pessoas e sinto o cheiro da comida encher mais as minhas narinas e fazendo minha boca ficar mais e mais seca.
         
-Ha, com certeza cheira bem!
         
Vejo uma mesa coberta de coisas deliciosas e mesmo com as mãos sujas, dou uma mordida no morango e ainda mastigando enfio um pedaço do presunto junto e aos poucos a mastigação diminui porque o gosto não é o mesmo. Cuspo todo o conteúdo pro lado, eles devem estar passados, afinal esse lugar é imundo, algo deve ter estragado. Pego um pedaço de bolo que tem o que parece ser chocolate em cima, afinal chocolate nunca é demais... ainda assim o gosto não é o esperado então forço pra engolir, porque a fome é uma dor constante.
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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Annie Savoy em Qui 7 Dez - 7:02

Após alguns segundos lutando contra o deprimente estado aparente de seu corpo, Annie resolve abrir os olhos, um ato que deveria ser simples se tornou um tanto doloroso, não por excesso de luz ou algo parecido, pois a primeira percepção que teve foi de que estava em lugar nem um pouco arejado, o que dificultou sua ação foi a quantidade de poeira que lhe irritava profundamente os olhos, o primeiro pensamento sóbrio que conseguiu formar foi um questiomento interno sobre onde estaria neste momento.

Será que acabou indo trabalhar bêbada e drogada demais, ou era só mais uma noite em que se empolgava em lugares isolados e propensos a grande quantidade de sujeira, afinal de contas uns de seus lugares favoritos para se afundar nas maravilhas químicas que a fazia se esquecer de tudo aquilo que não lhe importava inclusive a própria razão existêncial, se tratavam de lugares questionaveis para um moça de sua idade.

Assim que conseguiu abrir os olhos viu o movimento de pessoas, mas a dor que sentia em seu estômago foi tão forte que nem pensou em focar nos rostos tão poucos destinguir quem estava ali com ela.

Logo seus sentidos comecaram a voltar e com a visão mais nítida veio tato, sentiu a grossa camada de sujeira em suas roupas e ao olhar ao redor percebeu que o lugar onde estava - apesar de certa forma parecer agradavel aos seus olhos ja que amava construções literalmente caindo aos pedaços - se tratava de um tipo de casebre insignificante supostamente abandonado a muitas décadas, por isso não poderia ter sido alvo para um suposto trabalho, afinal o que se podia restaurar num lugar como esse se não lenha para uma boa fogueira. E a julgar pelos rangidos e outros sons repugnantes aquele lugar poderia desabar a qualquer instante.

Seu terceiro sentido foi aguçado assim que alguem citou cheiro de comida...

Comida? Fome... Sim sua dor era de fome, logo seguiu os os demais com um certo custo ao andar e foi até a mesa, aquela sim lhe brilhantou os olhos, saiu de um cenário de pura calamidade para uma mesa digna de realeza, havia frutas, bolo, jarras com sucos e tudo mais que se podia imaginar.

Neste momento não se importou com mais nada nem mesmo a grossa camada de sujeira em suas mãos, tratou de apanhar de cara uma jarra do que parecia ser um refrescante suco e virar na boca, o líquido desceu por sua garganta como féu, e a cede mesmo não passava, era como tomar água salgada quanto se esta com muita cede, resolveu tentar provar algo da mesa no intuíto de tirar o amargoso gosto da boca, mas só o que conseguiu foi deixar tudo ainda mais seco e amargo. E pelo que pode observar não foi a unica que não gostou do que provou, a mulher ao seu lado cuspiu a comida com a mesma voracidade em que havia colocado em sua boca.

Agora com seus sentidos totalmente recuperados ela começa a observar melhor o grupo a sua volta, e percebe que a única coisa que eles tinham em comum era o nível de calamidade em que se encontravam, um pior do que o outro, machucados, sujos, famintos, e igualmente confusos. Não havia se quer um padrão de familiaridade. E antes de tentar comer qualquer outra coisa resolveu fazer o que menos fazia em situações como esta,  se comunicar...

-Ei? Alguem aqui sabe me dizer que merda de lugar é este e como viemos parar aqui? Aliás quem são vocês? Eu deveria me lembrar de vocês? Porque sinceramente não tenho idéia do que estou fazendo aqui.
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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Adam Latrell em Sab 16 Dez - 20:31

Não bastasse ser uma cota mais elevada da sociedade eu ainda tenho que contar com a sorte de não encontrar esses negrões pelo caminho. Maldito costume deles em acreditar que podem lidar com brancos assim tão fácil. Depois que se chega até a minha camada a coisa muda de foco e assim tudo muda. Apesar de meu cabelo único e maravilhoso cuidado por Paul Mitchell eu sou mais branco que muito branco por aí. Tenho minhas posses e não possuo esposa. O que pode ser melhor? Ser um negão branco por dentro e ser um verdadeiro “Prestígio” para o país. Desde minha entrada no mundo da luta livre eu fui sempre crescendo e isso me da o luxo de frequentar festas que você não vai.

Eu acho que a última foi da piroca voadora porque eu não me lembro de nada que aconteceu, e agora estou aqui. No meio de um bando de gente estranho com ratos comendo nossas roupas, corpos e tudo mais. A minha cabeça está rodando ainda e para ajudar tenho certeza que não comi ninguém na noite passada. Pelo menos a primeira vista todos andam sem nenhum problema. O que me deixava um bocado preocupado. Se eu não tinha ido a uma festa ralé nem tinha pegado ninguém ali... Eu devia ter sido sequestrado... Meu treinador vai me matar.

RaAaaaaaAaaaAawWWw!!!

Fome... dor de cabeça...Meu estômago quase literalmente grita. Sinto meu corpo mais fraco que o normal. Enquanto o barulho dos passos pequenos dos roedores e o barulho do então lá fora embala a noite eu levanto e vou caçar onde comer. Pelo visto alguém já tinha levantado e o barulho de alguém mastigando mexeu com meus instintos mais primitivos. Levanto com calma me apoiando na parede tendo a certeza de que ela não ruiria. Firmando os pés ai chão eu vou até a cozinha ou seja lá o que fosse aquele ambiente onde a mesa magnífica estava posta.

Carne, queijo, pão, sucos... Os passos aceleram, com as duas mãos encho a boca de bacon e começo a mastigar enquanto seguro uma das jarras de suco de morango, ou uva não sei para dentro do bucho. Precisava comer mas ao mesmo tempo sentia que aquilo não me faria bem...

E pensar que até pouco tempo atrás eu escolhia o tipo de queijo que comeria agora divido algo que os ratos devoram... que decadência. Que decepção comigo mesmo. Óbvio que meu corpo não está acostumado com isso, o meu estômago ainda grita a minha cabeça ainda dói e pelo visto ainda não comi ninguém...
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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Steven Patrick em Dom 17 Dez - 21:09

"Os gritos misturados com o barulho da tempestade, formavam uma cena típica de filmes de terror. Portas e janelas batiam continua e escandalosamente pela força do vento.
Com um forte barulho, acordei. Tudo estava muito escuro, era noite.
Eu estava dentro de um quarto, a cada relâmpago, luzes irrompiam as frestas da porta. Pude ver as sombras ou uma espécie de vulto correndo no mesmo instante, passando pelo lado de fora da porta. Nada e ao mesmo tempo, tudo fazia sentido. Estava vivenciando uma espécie de "Déjà vu".

Ao apertar os olhos, tentar entender a situação e procurar uma resposta, eis que a porta se abre. Me coloco em posição de defesa, mas ninguém estava do outro lado.
Ao atravessar o portal, olho para os dois lados. Vejo portas, um longo corredor. — Algo que posso recordar, olho para trás, do quarto em que estava e reconheço; este era o meu quarto. Essa era a minha casa. —

Pude ouvir mais gritos, gritos de agonia. Todos vinham do final do corredor, os gritos passavam pela sala e subiam pelas escadas até o segundo andar.
No mesmo instante, um sentimento de preocupação inundou minha mente e meu estômago congelou.
"Célia, papai, eles estão em perigo." As palavras saíram com um tom de desespero e impotência.
Ao correr para a escada, procurando a origem do som. Marcas de sangue pelas paredes, ao longo, inscrições em algo que parecia ser latim e vários símbolos como pentagramas decoravam a casa.

Quando parei na grande sala de estar com a lareira acesa, eis que estava Célia sob o chão, — empregada da casa e uma mãe de criação — sem ao menos pensar me aproximei dela. Seu corpo estava com muitas fraturas e cortes, não possuía mais nem uma consciência.
Um segundo sentimento inundou minha mente; dor.
"Não pode ser real. Isto não é real," Eu implorava. Dizendo a mim mesmo e ao corpo sem vida a minha frente, repetidas vezes: "Célia, acorde". Horrorizado com o fato.
Na parte superior da casa, a porta se fecha com força. Ouvi o barulho, deixei Célia e continuei em direção as escadas.

Lentamente, degrau por degrau, fui subindo. Ao terminar, deparei com o longo corredor, dando acesso a mais alguma portas. Os rastros de sangue me levaram até a porta dupla de correr, — no caso, o escritório do meu pai — abri as portas.
Sentando no chão, encostado na mesa de trabalho vi um homem coberto de sangue. Ao aproximar reconheci, meu pai quem estava ali. Corri em sua direção. Ao me abaixar para examina-lo, aparamente desmaiado, meu pai abre os olhos.
Com uma voz muito fraca meu pai fala: "Steven, você precisa sair daqui agora!..." tossindo um pouco de sangue, "eles estão aqui e vieram te pegar, fuja, se esconda filho". disse o pai apontando para o guarda-roupas.
Não queria acreditar no que vira, no que se estava passando. Sem falar nada, eu apenas acatei a ordem de meu pai como se estivesse sobre o efeito de uma dominação.
Ao entrar no local indicado pelo pai, fechei a porta, ouvi passos, a tempestade se agravara, os sons se mesclavam. A agonia imperava.

Passado algum tempo, abri a porta do guarda-roupas. Sem sinal de movimento, a sala de meu pai se encontrava vazia. A medida que andava e observa toda a cena, algo me atraía para a sala de estar, algo que eu já tinha visto e vivenciado. Coisa tal, que não queria que fosse verdade. No fundo essas sensações me guiaram inconscientemente, como quando acatei as ordens de meu pai para se esconder, como as cenas repetidas de um filme.

Ao descer as escadas, novamente vejo o corpo de Célia no chão, e acima, pendurando sob a parede em cima da lareira, com uma espada encravada no peito, estava meu pai.
Dor, medo, ódio, desejo de vingança, perguntas... O choque foi tão grande, que eu gritei, fechei os olhos e gritei tão alto:
"NÃÃÃÃÃO..."
O som ecoou pela mansão, junto a ele um forte relâmpago que pareceu acertar-me em cheio, acentuou o tom do meu grito..."

Foi um choque, um susto, abri os olhos. Acordei do que pensava ser um pesadelo. Com uma dor aguda quase insurportável, doía das pontas dos dedos do pés, até o fio de cabelo.
Estava deitado sob o chão, em uma casa de madeira caindo aos pedaços. Num cômodo pouco distante, pude ver algumas pessoas. A tempestade ainda se tornava presente.

Ao tentar raciocinar o porque, como e quando cheguei a tal lugar, minha garganta queimava de sede, meu estômago enrijecia. A fome é avassaladora.
Inconscientemente todos os meus sentidos trabalham em função de saciar minha fome, freneticamente.
Um cheiro bom vem de um cômodo com uma mesa, um cheiro familiar; comida.

Levantei do chão podre, fui direto a mesa de comidas. Algumas pessoas já estavam lá se servindo, naquele momento acordar em lugar desconhecido com pessoas estranhas em minha volta não parecia nem um problema. Meu foco era único e objetivo: saciar minha fome.

Como um bárbaro fui me servindo de tudo que via pela frente, — em particular o bolo de cenoura é meu preferido — com uma das mãos cheia de bolo a outra outra com uma jarra de um líquido que parecia ser suco de morango, enfiei o bolo juntamente com um bom gole de suco que vazou pela boca, escorreu pela pescoço e molhou minha veste.

Antes mesmo de engolir o bolo, o suco fluiu pela minha garganta. Um gosto horrível, juntamente com alguns pedaços de bolo. Tudo tinha uma aparência agradável, entretanto ao meu paladar, foi totalmente o inverso. Cuspi tudo para fora.

Não fora o único a fazer o mesmo, mais pessoas estavam tentando comer o que a mesa farta lhes proporcionava, mas ninguém expressava nem um único sinal de satisfação.

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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Archie Alleyne em Seg 18 Dez - 0:37



Mais uma noite congelante nessa bosta de cidade... Precisava de algum dinheiro pra pagar a conta de 2 semanas de bar, pena que o dono não aceitava serviço como pagamento, matemática definitivamente não era o forte daquele cara, afinal eu poderia muito bem tocar por umas 2 ou 3 noites ali e ficaria eles por eles. Mas o que esperar de um judeu mal lavado e ainda mais mal humorado?

Conhecera o jazz ainda na gestação, ou antes dela, afinal minha mãe como boa groupie de bares de jazz ainda nos anos 50 tinha de se deitar com o baterista de um trio que acredito que tenha tocado aquela noite em toda sua curta história. A adolescência só reservava duas opções: o crime ou a música. Várias vezes fui tentado a seguir como serviçal de algumas gangues locais (ainda pequenas, claro), mas o sangue foi mais forte, aprendi a tocar o sax, o jazz sax, mas nada estratosférico, só aquela velha choradeira melosa que preenche as noites de pessoas que querem uma cerveja ao fim do trabalho ou de outras que não tem um lugar melhor pra levar suas namoradas.

Até que foi simples pagar a dívida dessa vez, noite movimentada, algumas gorjetas, até deu pra fazer uma graça, ganhei umas notas por tocar um solo mais empolgado, uma velha branca de uns 70 anos parecia me olhar com mais atenção, daquele tipo de que queria me pegar na saída, mas faz parte do mundo artístico. Enfim, deu até pra sair com uma cerveja de baixa qualidade. O dono do bar ao me dispensar me mandou sair pela porta dos fundos, que dava num beco onde geralmente estava cheio de brancos chatos, com os quais já tinha arrumado algumas brigas, mas só aquela parada de conflito racial de sempre, dei umas porradas, levei muitas, e todos se acalmaram.

Mas naquela noite não tinha ninguém no beco, o que a julgar pelo horário até poderia parecer estranho, mas estava nem aí, preferi aproveitar a cerveja quase quente, conquistada com o suor de um povo inteiro. Mas uma coisa deu pra perceber sem se esforçar, o clima estava mais quente que o normal, pela hora da noite e pelo frio que geralmente fazia no inicio da noite, tratei de pegar a jaqueta mais pesada que tinha pendurada (de duas no total). Na verdade o calor estava começando a ficar insuportável, cada vez pior... só me lembro do barulho da garrafa caindo no chão e meus sentidos se esvaindo consumidos pelo calor, sem ar, afundava no chão do beco.

Aquela sensação de acordar de um sonho pisando em falso só não foi mais chata do que descobrir que outras pessoas pareciam estar acordando também num lugar completamente desconhecido, mal habitado (lembrava minha casa alguns cantos...), na hora passou pela cabeça envenenamento, ou que algum tiro tivesse me acertado, já que sentia uma dor horrível no ombro esquerdo.

Uma coisa que chamava a atenção naquela bagunça era o oco no estômago, parecia aqueles períodos de "seca", que faltava eventos pra tocar, dinheiro pra comprar ao menos um pedaço de carne seca, mas de uma maneira descontrolada, morderia até um pedaço de madeira, só pra encher a barriga, mas o que eu vi na minha frente fugia de qualquer paranoia que pudesse ter, alguns se levantavam e iam comer, mas ao ver a moça cuspir/vomitar o que havia comido, voltei atrás, quis arriscar de comer, mas não queria ser envenenado ali.
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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Mestre do Jogo em Seg 18 Dez - 22:37

A tempestade evoluía freneticamente lá fora. Rajadas de vento arrancavam folhas e galhos frágeis das árvores que se curvavam ante a fúria da mãe natureza. A casa abandonada e de aspecto lastimável range como uma dobradiça enferrujada e em seu interior a maioria dos estranhos recém despertados para a Noite atracam-se com voracidade com o lauto banquete... apenas para darem conta de que a comida parece serragem seca em suas bocas, a bebida descendo insípida e pesada. Alguns regurgitam o que tentaram engolir afoitamente, outros observam incrédulos para os pedaços mordidos em suas mãos e para os líquidos nas jarras... a Fome nunca esteve tão presente em suas vidas como agora, e ela só fez aumentar ainda mais após ser severamente atiçada por uma promessa de satisfação que não ocorreu.

O desespero começa a bater cada vez mais forte nas portas de seus estômagos e mentes, e logo aquele barril de pólvora iria explodir... mas então algo novo é percebido pelos alí presente... algo que eles não haviam sentido até então, algo que os atingiu pelo ar, algo que os fisgou de maneira completamente irresistível e animalesca... eles sentiram o cheiro de... sangue!!!

Farejando o ar como animais eles voltam-se imediatamente na direção de Gunnar Larson, rapidamente localizando na coxa dele a fonte de origem daquele cheiro totalmente maravilhoso!

Alguns tem a impressão de sentirem suas unhas crescendo, como se quisessem formar garras... outros sentem que seus dentes caninos parecem estar se projetando para fora, e em comum todos sentem suas bocas secarem a um nível absurdo e seus olhos vidrarem no líquido escarlate que escorre pela perna do rockeiro.

Gunnar, tão assaltado pela Fome quanto seus demais companheiros desconhecidos, automaticamente dá-se conta de que o grupo passou a mirá-lo com os mesmos olhos que um viciado lança para a próxima dose da droga ainda na mão do traficante... Gunnar está prestes a servir de banquete involuntário para seus inusitados e famintos pares...

===//===//===

Muito bem meus queridos e minhas queridas, vocês estão com uma fome da moléstia, já tentaram comer e viram a merda que deu... por mais estranho e macabro que pareça vocês sentem instintivamente que o Sangue é uma fonte de alimento que vocês necessitam de uma forma que nem é possível explicar... e tem sanguinho na coxa do cabeludão que está na frente de vocês

Agora cada um deve declarar suas intenções, sem dizer se conseguiram ou não, e após todos postarem, Gunnar por último, eu pedirei uma rolagem de dados pra ver o que se assucedeu...

Como sempre, boa sorte a todos!!!


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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Morrigan em Ter 19 Dez - 1:24



Enquanto seu ouvido estava pressionado contra a madeira envelhecida e carcomida da cabana, Morrigan ouviu os sussurros da Mãe Terra a convidando ao seu despertar. Não foi nenhuma surpresa para ela ouvir o doce cântico daquela que deu forma a tudo e criou seus filhos: a terra, os mares, as montanhas, as plantas, os animais, as estrelas e etc.

As batidas ritmadas e o cântico sagrado a guiaram através da névoa, até que finalmente tomou consciência de estava deitada de forma desajeita no chão. A batida dos sapatos de seus acompanhantes contra a madeira fria condiziam exatamente com o  ritmo do cântico sagrado que acabara de ouvir. Infelizmente, os resmungos dos mesmos companheiros interromperam o cântico da Mãe Terra... Ela jamais saberia qual era a mensagem final de Gaia.

Tão sábia quanto poderia ser, a Grande Mãe a despertou no momento exato em seu estômago torceu em um claro sinal de fome. A boca de Morrigan estava seca e seus membros trêmulos, de uma forma que ela nunca sentiu antes.

Enquanto os demais na cabana pareciam trocar algumas palavras, Morrigan focou no aroma que preenchia o local. Ela estava definitivamente com fome e alguma coisa na cabana cheirava bem o suficiente para ser devorada. Seria a mesa farta no centro do local? Ela realmente considerou isso, até que percebeu a careta que todo mundo fazia ao ingerir a comida.

Morrigan caminhou em torno do cômodo a procura daquilo que cheirava tão bem. Seu irmão escolhera justamente aquele momento para passar por cima de um de seus pés. Se movendo com mais rapidez do que esperava, a filha da terra conseguiu pegá-lo  antes que escapasse de sua visão.

Se irmão era lindo, saudável e maior do que havia previsto. Perfeito na medida que poderia ser, afinal advieram da mesma mãe.

Esperto como ele era, o pequeno roedor tentou escapar de suas mãos, mas ela apertou o rato contra seu próprio peito ao mesmo tempo em que seu estomago retorceu de novo.

Fome. Fome. Fome.

Marigan encarou o rato em seu colo e logo o cabeludo de nariz quebrado, cuja perna espirrava sangue como um grande chafariz.

De um lado Bernardo ou Bianca, de outro, a coxa de frango mal passada ao molho bloed.

Bom, não seria o primeiro homem que ela devoraria em vida.

Morrigan arremessou Mickey Mouse em um canto qualquer e encarou David Coverdale de nariz quebrado.

- IRMÃÃÃO – Morrigan gritou ao perceber o que tinha feito.

Desesperada olhou ao redor, com sorte Roquefort não teria atingido ninguém... ou estaria inteiro.
-----------

Rolagem pra saber se o Ratatouille sabe voar...
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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Annie Savoy em Qui 28 Dez - 2:16

A falha tentativa a uma possivel comunicação foi totalmente descartada assim como todos os outros sentidos e pensamentos, não importava mais a dor ou o local, tão pouco as pessoas que ali estavam e o porque daquilo tudo. A unica coisa que pulsava em seu corpo e sua mente neste momento com uma forca descyomunal era a sede, mas não por água, era algo muito mais emergente, parecido com uma reação de abstinência, era como se seu corpo não quisesse outra coisa senão aquilo que provia de um odor maravilhoso. Em total movimento de instinto suas narinas levou seu olhar até a fonte do maravilhoso cheiro. Um surpreendente e delicioso corte, escorrendo sangue fresco, pensar em como isso parecia apetitoso não assustou nem um pouco Annie, pelo contrário isso lhe trouxe um sentimento de liberdade era como se ali não houvesse mais ninguém e aquele sangue era como a uma droga da melhor qualidade e seu corpo anciava por se sassear. Ha muito tempo que Annie vem procurando algo para sassear seus desejos e suas angústias e as drogas que usava cada dia que passava perdia mais o poder de a colocar no ápice de satisfação, era cada vez menor o tempo de alucinação e as vezes uma única dose não era suficiente o que resultava em horas e horas ingerindo demasiadas misturas químicas. Mas esse sangue parecia ser a mais potente das drogas, Annie ficou imaginando que se só o cheiro a deixasse tão prenchida imagina o gosto, ela tinha que provar isso.

Antes de dar o primeiro passo em direção a fonte da sua excitação, Annie sentiu outro instinto estranho, sentiu seu corpo reagir a sede como um animal, sua visão mudou, suas presas pareciam estar crescendo assim como suas unhas e numa fração de segundo se deu conta de que estava em posição de ataque e se quisesse ao menos provar aquele líquido quente e carmesim teria no mínimo que chegar lá antes de todos, pois a julgar pelos olhares feroses aquilo parecia igualmente apetitoso para todos naquele casebre.

Imaginar o gosto que aquele sangue teria em sua boca a fez saltar do chão mais rápido do que um felino, saiu correndo  empurrando tudo e todos que estavam a sua frente e de certa forma seus reflexos eram incríveis pois cada objeto que se posicionava a frente ela o usava para atrasar seus oponentes, a jarra que estava em suas mãos foi a primeira a ser projetada para a cabeça de homem e depois lançou uma cadeira em cara negro e forte e por pouco não virou a mesa em cima de todos, seu objetivo era apenas chegar até aquele corte e de algum jeito sugar todo aquele sangue e se alguém tentasse entrar na sua frente ela certamente o jogaria longe, afinal nunca em sua vida havia se sentido tão forte como agora.

Rolagem de dados para as seguintes ações:
- acertar a jarra na cabeça de Steven Patrick;
- acertar a cadeira em Adam Latrell;
- chegar até o abiguinho machucado.

Caso consiga chegar até ele eu prossigo com o ataque.
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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Shelby Price em Qua 10 Jan - 12:19



Entre a dor lancinante que faz meu estomago contrair e a total falta informação do porque estariam ali. Porque estariam todos ali? A racionalidade é algo que escapa quando existe uma prioridade... E o que pode ser mais importante que se alimentar. Manter-se vivo...

Com uma das mãos apoiada na mesa e outra apertando ferozmente a barriga a fim de tentar diminuir a necessidade de se alimentar. Que ironia, uma mesa repleta de alimentos e nenhum era suficiente para saciar.

Toda a vida pensei que acumular recursos seria a solução para uma vida digna.

-Tá bom!

Meu estomago contrai mais uma vez, fazendo meu corpo arrepiar e não de um jeito bom. Passo a mão pela minha pele, ela não é mais macia, sinto como se estivesse ressecada.  Uma descarga de sentidos mais apurados me fazem sentir um cheiro... E que cheiro!

É o que me faz respirar fundo, quase me faz sentir a dor diminuir.

É nessa hora que meu foco muda, do meu sofrimento de volta para sala. As pessoas antes dispersas pela sala, agora despertas, pareciam passar pelo mesmo sofrimento, e algumas pareciam observar um homem.

Começo a circundar-los. Vejo um rapaz ele parece ser o centro das atenções dou um passo pra frente, a curiosidade assume. O cheiro aumenta. O homem parece ser a causa do cheiro delicioso que invade meu nariz, nessa hora minha barriga contrai com força.

Respiro e tento distinguir os aromas... algo como ferrugem... ferro... sangue!
Isso faz meus dentes doerem, como se estivessem projetando-se pra frente, um chiado involuntário sai da minha boca, minhas mãos apertam e sinto as minhas unhas maiores.  

Então algo parece explodir na sala. Uma garota começa a correr e passa por todos, jogando tudo que vê pela frente em outras pessoas.

É uma loucura, tudo parece bem nítido, sinto os pelos arrepiarem, a dor se torna combustível para uma determinação, que me faz sentir um pouco possessiva.

- Meu! (Digo imaginando que se ele pode aplacar mesmo que um pouco a necessidade que eu tenho, ele é meu.)
Então eu parto pra cima do rapaz que parece sangrar tentando esquivar de todo mundo o máximo possível. E batendo em quem fica no caminho.

Seguindo o cheiro que incrivelmente aumenta, ele é realmente o foco do cheiro.
----
Rolagem pra esquiva e empurrar Annie pra longe do caminho e acertar uma dentada no Gunnar no caso de conseguir passar por todo mundo
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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Steven Patrick em Sab 20 Jan - 6:39

Após todos comerem do que a mesa farta nos proporcionava, a reação de ânsia e desagrado foi a mesma para todos que ali estavam presente.
No pouco que conseguia raciocinar, pude perceber que algo de muito errado estava acontecendo no geral.
A fome ainda se fazia presente e a sede era avassaladora.

Ao olhar para o lado; após ter quase vomitado o que tinha comido, percebo que algumas das pessoas estavam entrando em um estado de frenesi.
As mesmas estavam a encarar um dos homens que estava aparentemente machucado. Ao tentar entender o que se passava e o porquê daquele frenesi, respiro fundo. Isso foi o suficiente para sentir um cheiro agradável e convidativo no ar. A partir desse momento, eu já não era mais o mesmo.

Senti uma forte fisgada na cabeça, como quando se toma algo muito gelado rapidamente. Estava ofegante, não conseguia para de farejar o doce aroma que pairava sobre o ar, algo extremamente convidativo ao meu paladar, sabia que a origem desse cheiro saciaria minha fome por completo.

Por puro instinto, minha cabeça virou involuntariamente para o homem que os demais já fitavam. Mais uma "cafungada" e meus olhos se direcionaram para as pernas do homem, pude ligar os fatos. Estava ansiando por aquilo que no momento me pareceu bizarro, mas, meu corpo estava se mexendo involuntariamente.

O homem estava com um corte em sua coxa, mais não era isso que me chamou a atenção. O que de fato me chamou a atenção, foi o líquido rubro que fluía de sua coxa; o seu sangue.

Quanto mais racional eu tentava me portar, mais irracionalmente meu corpo respondia. O cheiro cada vez mais forte, e minha cabeça quase explodindo, foi o ponto crucial. Aquela sensação precisava acabar ou não aguentaria, a dor era insurportável.

-AAAAAAARRGGGGGHHHHH!!!!!!

Soltei um berro, ao mesmo tempo em que senti meus dentes crescerem de uma forma desproporcional, em conjunto com minhas unhas.
O frenesi tomou conta do meu corpo também, queria o que aquele homem poderia me proporcionar e queria só pra mim. Preciso ser rápido!

Estava tão focado no objetivo, que não dei atenção ao meu redor, minha intenção era chegar a minha possível presa o mais rápido possível.
Quando meu corpo estava prestes a sair em disparada, num reflexo rápido, olho para o lado e vejo um objeto arremessado vindo em direção a minha cabeça.

————

Caso consiga desviar, continuo com a tentativa de investida contra Gunnar.

Enviado pelo Topic'it
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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Adam Latrell em Dom 21 Jan - 13:54

De que adianta uma mesa farta se não há sabor em nada? Era como se eu comesse serragem? A comida bate em meu estômago e volta, não é algo que eu comi... talvez esteja sob o efeito de alguma droga, não sei. O fato é que eu não me sentia bem. Certamente alguma coisa não estava do jeito que devia estar.

As jarras com suco, ou seja lá o que for sim, não me Desceram bem. Era como se eu tomasse querosene, ou qualquer as do que me corroesse a garganta.
Ao longe um cheiro me chama atenção, não era um cheiro no qual eu nunca tivesse estado na presença um cheiro convidativo, um cheiro doce, um cheiro que eu quase sentia o sabor. Não ouvia nada além dos passos, das salivações, de barulhos como ossos e unhas quebrando ou algo assim.
O
Parecia que todos ali haviam sentido o mesmo cheiro e ele vinha do cara estranho que todo mundo estava olhando. A minha vontade era de ter uns mil braços para poder segurar ele enquanto me servia de seu corpo. A sensação era a de que ele me dava tesao. Era branco, já era algo. Ao examinar com mais vagar percebo que em sua perna core o líquido rubro que faz a mente viajar. Sobrou meu corpo diferente, como se eu tivesse ganho mais tamanho, ou mais força, meus dentes cresceram, as unhas pareciam mais resistentes, sentia meu corpo tremer, já era incontrolável. Aproveitando que estava perto da mesa, jogo ela para trás tentando usar para atrasar o resto do grupo e corro o mais rápido possível ziguezagueando até o homem que tinha o licor dos deuses.

Se eu chegasse até ele sem ninguém antes de mim serviria um banquete a todos os presentes. A minha vontade era segurar o homem de forma tal que ele não pudesse sair de meus braços até que TODOS ali tivessem se saciado. Por algum motivo eu queria comê-lo literalmente e iria. Nem que isso tivesse que demorar mais que o esperado.

Lanço meu corpo na direção dele como um felino em um ataque, os braços tomariam o seu redor e usando o meu tamanho e força seguraria o homem usando uma das pernas para jogar a perna dele para o lado para os mais impulsivos e acabaria fazendo mais cortes nele para que mais daquele sangue saísse. Por incrível que pareça eu não sentia nojo da situação. Sangue é normal e para quem já colocou na boca sangue proveniente de outros lugares, de dentro de um corpo não é nada de mais, ainda mais sendo tão cheiroso e parecendo tão bom.

Gritos, cadeiras, correria. A única certeza que se tem nessa hora é que no amor e na guerra até pode valer tudo, mas dessa vez eu vou comer alguém.


Última edição por Adam Latrell em Dom 21 Jan - 17:41, editado 1 vez(es) (Razão : Rolagem de dados para Agarrar o Gunnar)
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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Archie Alleyne em Seg 22 Jan - 21:35

Cada canto daquela sala além de parecer suspeito, ainda não me agradava muito, se na grande maioria estavam a grande nata dos brancos degenerados que viviam da fortuna dos papais, dirigiam seus carros esportivos às custas do governo ou de empresas que exploravam negros em minas de carvão ou mesmo mexicanos em serviços braçais, caras que provavelmente vinham daquelas casinhas padronizadas de subúrbio, ainda tinha um "irmão" boa pinta que provavelmente só colocava branquelas no seu Corvette '67, era pra no mínimo suspeitar de uma conspiração contra o negrinho do gueto aqui.

Já havia ouvido falar nos mais diversos tipos de rituais, magia negra, vudu e outros tipos de coisas estranhas desde que era criança, mas aquela reação nos olhos do pessoal ao fitarem o loiro cabeludo... com certeza era obra satânica. Mas espera aí, isso é cheiro de carne? Nenhum dos alimentos ali naquela mesa pareciam mais suculentos, atrativos, principalmente depois que o pessoal começou a vomitá-los, seu cheiro não importava mais, a não ser a perna do cara lá no meio da sala, parecia que faziam um assado a la os churrascos de 4 de julho numas festas que tinha ido a uns anos atrás, tocar numa festa nos EUA.

Alguma coisa reforçava minha teoria de que tinha algo de sobrenatural ao redor de tudo aquilo, não dava pra simplesmente eu querer rasgar aquela perna e lamber até a ultima gota do sangue que escorria dali, mas esse deve ter sido o meu último traço de racionalidade antes de me embrenhar por entre os que estavam na minha frente. A comida que antes me deixou indiferente, agora lembrava a sensação das ruas, da fome, dos períodos de "seca", queria, iria buscar, não importava quem estivesse no caminho.

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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Gunnar Larson em Seg 22 Jan - 21:50


Nem sequer terminou de mastigar o que havia colocado na boca, e a comida começou a embolar como se estivesse comendo papel. Apesar de suas cores vivas e aparencia convidativa e apetitosa, o que estava em sua boca não condizia com nada daquilo que seu cérebro havia capturado quando olhou para a comida. Sem hesitar cuspiu a comida que estava na boca e em seguida pegou uma jarra de água para lavar a boca.

Supôs, que talvez pela água ser um elemento neutro, sem gosto e sem cheiro seria ao menos refrescante e tiraria aquele gosto de isopor que amarrava a língua. Mas estava errado. ao encher a boca, percebeu que até a água havia perdido sua refrescancia. Mas que diabos. Pensou ele. E por um instante, por um breve instante achou que talvez estivesse sonhando. Mas não, ele estava ali, em carne e osso, entre aquelas pessoas, comendo aquela comida horrível e bebendo daquela água sem graça.  Mas então, o que havia de errado?

As gotas da chuva que pareciam gigantescas batiam no telhado da cabana com uma certa verocidade, e os trovões estalavam fortemente como se explodisse dentro de sua cabeça. a tesmpestada havia intencificado ou sua audição estava mais aguçada, talvez por medo. Medo em saber que estava preso ali, com aqueles desconhecidos e sem comida, e aparentemente sem propósito, ou teria um propósito? Mas qual seria? Sentiu arrepiar-se com o pensamento, seus instintos de sobrevivência finalmente davam sinal de vida.

Instintivamente devido ao seu pensamento, lançou a jarra de água para longe contra a parede. Viu a jarra se espatifar em pequenos cacos de vidro que se espalhou pelo canto do cômodo enquanto a água escorria pela parede. Respirou fundo.....respirou? Não aquilo definitivamente não havia sido um respiro. Levantou a mão até a boca e quando foi soprar em sua mão, olhou para o grupo que pareciam ter sido congelados. Todos olhavam em sua direção.

- Hey! Calma lá galera, era só uma jarra de água. Garanto que não sou violento, aquilo foi apenas frustração. Gun encarou  o grupo com um olhar desconfiado, de certo não haviam prestado atenção em uma palavra sequer que havia saido de sua boca. Ficou mudo apenas os encarando, foi então que algo açoitou suas narinas. Não, não foi nenhum objeto e sim um cheiro. Um cheiro nada doce, mas que fazia sua boca salivar incontrolavelmente. Um cheiro familiar, tinha certeza que já havia sentido aquele cheiro diversas vezes e conseguia até mesmo sentir o gosto em sua saliva.

Gunnar levantou a cabeça com os olhos fechados sentindo aquele aroma, abriu a boca e aspirou o ar... Sangue. Seu corpo reagiu, algo parecia se mover em seu interior, mas dessa vez não era como a fome que roia seus interiores, era algo diferente, a fome ainda estava lá, ele podia sentí-la, mas não era apenas isso. Sentia como se tivesse um alien dentro de seu corpo se preparando para sair, se revirando, se debatendo, gritando. Uma mutação, uma loucura indomável, uma sede incontrolável mas que poderia ser saciada e sua fonte estava logo ali.

Abaixou a cabeça olhando para a própria coxa onde o roedor maldito havia destruído sua pele. Aquele líquido viscoso de cor carmin escorria pela ferida, uma visão e tanto. Ele levou uma das mãos até a ferida, lambuzando seus dedos com o líquido e em seguida levou até a boca. Em qualquer outra ocasião acharia isso o ato mais bizarro de sua vida, mas naquele momento. Naquele momento aquilo era sua fonte de vida, pelo menos era o que sentia, que estava fazendo a coisa certa, e que não havia nada de bizarro. Lambeu a ponta de um dos dedos até com uma certa dúvida. Saboreou, e pode sentir aquele alien empurar as paredes internas de seu corpo, querendo explodir como uma bomba atômica.

Subtamente enfiou os três dedos na boca de uma só vez, sentiu como se tivesse inserido seus dedos no burraco mais doce e molhado do corpo de uma mulher e proporcionado um orgasmo monstruoso do qual qualquer mulher já havia experimentado. Mas tinha certeza de que aquele  líquido carmim era muito mais prazeroso. Foi então que se deu conta do por que todos estavam o encaram. Todos queria sorver daquele pedaço do inferno e Gunnar era o próprio diabo. Em questão de segundos tudo em sua volta se tornou um pandemônio e o grupo partiu para o ataque em sua direção.

[OFF- Rolagem de dados para as ações abaixo]
**Esquivar do rato que Morrigan joga em sua direção.
**Se esquivar de Annei com um "Olé" como se um Touro estivesse vindo em sua direção.
** Desferir um tapa com as costas da mão em Shelby para evitar que ela o morda.
**Esquivar de Patrick e dando-lhe um encontrão para joga-lo de lado.  
**Esquivar de Latrell desferindo um soco no estômago.
**Se posicionar como um goleiro pronto para pegar em cheio o negão vindo em sua direção (Archie) como uma bola de futebol e arremessa-lo no chão jogando o peso de seu corpo todo contra o dele.
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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Mestre do Jogo em Ter 23 Jan - 14:13

Morrigan "arremessou Mickey Mouse em um canto qualquer"... sim, meu povo e minha pova: "UM CANTO QUALQUER"... isso deixa possibilidades enormes... todo um leque de possibilidades...

Mickey poderia ter sido atirado pra esquerda, pra direita, pra frente, pra trás, pra cima, pra baixo... poderia ter ricocheteado em algum móvel ou parede e desviado sua trajetória para onde só Deus sabe... talvez para a CABEÇA de Morrigan... talvez para a CARA de Gunnar... ou talvez para algum lugar mais abaixo da "linha do Equador deles", quem pode dizer? Quem???? Os dados, claro! Muah-ha-ha-ha-haaaaaa


Morrigan simplesmente atirou o bicho e não fez mais nada, agora vejamos as consequências:

De 1 a 3 nos dados: O Mickey encontrará uma "toca" inusitada pra pousar em Morrigan
De 4 a 6 nos dados: Mickey voa na direção de Gunnar
De 7 a 10 nos dados: Mickey vai para algum canto inofensivo

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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Mestre do Jogo em Ter 23 Jan - 14:13

O membro 'Mestre do Jogo' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


'Dados' :

Resultado : 1

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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Mestre do Jogo em Ter 23 Jan - 14:29

Bom, abiguinhos... os dados falaram... os DADOS!!! Eu pedi por uma Falha Crítica? Pedi... mas o que eu posso fazer se os Deuses quiseram atender ao meu pedido? Gesuis é sempre um bom camarada...

Mickey sente lágrimas escorrerem de seus olhos que começam a ficar ressecados tamanha é a velocidade de seu voo. Em um instante ele era acalentado, em outro era arremessado... que vida injusta... MAIS injusto ainda foi ele ter sido lançado na direção de um sofá colocado diretamente atrás de Morrigan, essa foi a parte boa, a parte ruim foi que apesar do pouso amaciado pela superfície empoeirada do móvel, o impacto foi o suficiente para fazer o rapazola afundar na almofada e ser imediatamente arremessado no sentido contrário, parando ONDE? Pois é... isso mesmo... No fiofó de Morrigan, e como o pobre está muito assustado, ele vai lutar com garras e dentes (literalmente) pra se ver livre disso... o que significa que Morrigan está tendo o traseiro assediado por um rato e por isso ela não vai fazer outra coisa senão tentar se livrar do bicho em seu próximo turno...

Obrigado, Gesuis! Eu te amo!


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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Mestre do Jogo em Ter 23 Jan - 15:08

E la vamos nós!!!

A nossa Garota de Rosa Shocking surtou, baixou a pomba gira, e tá descontcholada!!! É tiro porrada e bomba!!!

Annie joga uma jarra em Steven, que por sua vez tenta "sartá de banda" pra desviar e joga uma cadeira no moreno levemente avantajado (vulgo jumento), que olhou pra cadeira voando em sua direção e disse "caguei, eu sou grande pra caralho, e que se foda"... e virou a mesa pra cima de quem estivesse perto.

Agora vamos ver que bicho que vai dar...

Primeiros dois dados: Ataque de Annie, Defesa de Steven

O terceiro dado é só de ataque da Annie, já que em nenhum momento Latrell declarou que tentaria se defender da cadeirada... qualquer resultado que não seja 1 dará sucesso a Annie

Boa sorte a todos!

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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Mestre do Jogo em Ter 23 Jan - 15:08

O membro 'Mestre do Jogo' realizou a seguinte ação: Rolar Dados


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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Mestre do Jogo em Ter 23 Jan - 15:29

Então...

Steven infelizmente não foi tão rápido para perceber a aproximação da jarra atirada por Annie e recebe o impacto total e completo do objeto em seu rosto que se espatifa em centenas de fragmentos, alguns inclusive cravando-se fundo na carne de seu crânio e peito, um olho é perfurado e irremediavelmente inutilizado pelo vidro (Falha Crítica é uma merda, brother).... mas ele continua na direção de Gunnar, do jeito que pode (ou "bem fodido", se preferirem).

A cadeira jogada contra o Miudinho acerta aquele tipo de tostão na canela que faz o camarada xingar em esperanto e desequilibra Latrell que cambaleia e se apoia na parede pra não cair... e vai assim meio que mancando na direção de Gunnar (sorte que foi um 2... se fosse um dado maior, ele teria se lascado mais... hihihihihi)


Annie está na dianteira (por enquanto) para atacar Gunnar (que ainda terá sua rolagem de defesa)

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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Mestre do Jogo em Ter 23 Jan - 15:38

E vejam só... é a vez da dona Shelby, que resolve dar uma de piá pançudo (também conhecido como Gordo em Rodízio) e quer Gunnar só pra ela, hummmm... safadeeeeeeeeeeenha...

Shelby quer dar uma de bagre ensaboado, se esgueirar da galera e dar um chega pra lá em Annie pra poder chegar no moçoilo ensanguentado...

Como isso já virou praticamente uma festa da uva, vamos rolar dois dados: O primeiro é a tentativa de esquiva de Shelby e o segundo a tentativa de empurrar Annie (pela retaguarda... que feio...)

Vamos considerar Dificuldade: 4 para a esquiva
Para empurrar Annie vamos considerar Dificuldade: 5

Boa sorte a todos!

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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Mestre do Jogo em Ter 23 Jan - 15:38

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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Mestre do Jogo em Ter 23 Jan - 15:42

Shelby consegue fintar mais do que malandro que chega em casa com marca de batom no colarinho, mas infelizmente não consegue empurrar Annie... Shelby continua atrás da sua presa!!!

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