Montanhas Azuis

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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Annie Savoy em Sex 2 Mar - 22:45

Pois é nunca fui capaz mesmo de acertar duas jogadas seguidas, quanto mais três, a jarra que lancei com toda certeza atingiu alguem pois o estalar do vidro se partindo foi seguido de urros de dor e um alto e claro elogio audacioso, digamos que "vadia" pra mim ja era mais tao ofencivo, a cadeira que lancei não derrubou ninguém mas o negão deu uma boa trupicada que eu pude notar de canto de olho, na verdade não notar qualquer movimento desse gigante seria quase impossível.

Estando livre de obstáculos avancei com toda a força para o meu alvo, mas fui rápida demais, direta demais, e o cabeludo escapou do meu ataque como um bicho escorregadio.

Isso deu vantagem pro cara no qual eu acabei atingindo com a jarra, puder ver ele se agarrar firmemente nas pernas do cabeludo depois que alguém ja havia agarrado outra parte de seu corpo e eu quase tive pena do pobre coitado, porém assim que vi seu sangue se esvaindo e sua feição confusa entre dor e prazer, outra sensação foi tomando conta do meu corpo era como se eu mesma estivesse me satisfazendo em prazer, de alguma forma a dor e o sofrimento daquele ser me satisfazia e eu fiquei hipnotizada pela cena e comecei a imaginar como seria se eu pudesse de repente arrancar um teco de seu corpo como se fosse um pernil e me satisfazer, logo veio a raiva pois não era eu quem estava lhe causando a dor e sim outros e eu ainda estava com fome e como estava fora da situação pude perceber claramente que seu sangue não seria o bastante... e os outros logo poderiam perceber isso e sobraria somente duas opções atacar uns aos outros ou se atropelar ainda mais pelo pouco sangue que lhe sobraria.

Comecei a pensar na possibilidade de me afastar de mansinho e sair daquela casa sem que ninguém percebesse ja que estavan todos ocupados se atacando. Mas outro cheiro me dispersou da cena e me tirou do meu estado hipnótico, cheiro de fumaça, e um calor insuportável... merda o casebre estava em chamas, não demorou para que o grupo também percebesse isso e mais uma vez estávamos todos correndo feito loucos, dessa vez o objetivo era sair de lá para não virar churrasco.

Uma vez que estávamos do lado de fora a primeira coisa que eu notei foi a falta da necessidade de recuperar o fôlego, eu não estava cansada, ainda sentia fome muita fome e sede mas não cansada, pelo menos não de correr, também não sentia necessidade de respirar fundo ou coisa parecida, estranho essa sensação, era como se o ar não me fosse mais necessário, eu inalava e sentia odores diferentes, mas somente isso.

Tentando entender um pouco mais dessas sensações diferentes comecei a observar as cores do nascer do sol, e não demorou muito para que um raio de sol encontrasse meu rosto. Puta merda antes tivesse ficado no casebre em chamas, aquele raio penetrou na minha pele como se fosse uma flecha em chamas, meu rosto todo ardeu eu pude sentir pequenas fissuras na minha pele, só não virei cinzas literalmente porque meu reflexo foi rápido o suficiente para me trazer de volta para de baixo da árvore. E a julgar pelos gritos e outros murmúrios eu não era a única a estar queimando. Logo ouvi alguem gritando sobre um abrigo. E segui o fluxo dos desesperados correndo sem nem ao menos olhar direito por onde ia, meu rosto ainda queimava e junto com essa dor eu ainda sentia outras agressões contra meu corpo, uma galho que me arranhava aqui, um espinho que me cutucava ali, foras os encontros fortes contra arbustos e troncos. A situação ia de mau a pior. Quando finalmente chegamos a uma caverna escura e úmida senti minhas pernas amolecerem, sentia sono, muito sono, me encostei a parede da caverna aliviada por sair daquele inferno solar, não era a toa que sempre me sentia mais confortável em lugares úmidos e sombrios, já estava quase me arrulhando num canto pra fechar os olhos quando ouvi algumas sequências de batidas pulsantes, e a mesma voz que outrora me guiou para esse lugar agora nos mantia em alerta para algo presente na caverna.

Como se já não bastasse as brigas e correrias ainda teríamos que enfrentar os moradores desse obscuro abrigo. E não eram quaisquer moradores, a julgar pelos urros e altura das sombras eu tinha certeza que eram ursos, dois adultos e aparentemente pela velocidade do outro batimento cardíaco havia um filhote, o espertalhão que deu a ordem foi atras do urso menor, claro ele não era burro nos deixariam com os grandes pra se fartar com o sangue do menor, sim porque a essa altura do campeonato eu já havia percebido que o sangue seria nosso único alimento aceitavel e provavelmente nossa mais forte fonte de energia. Isso se conseguirmos sair vivos ao ataque brutal dessas feras, me sinto mais forte do que nunca e mais faminta que um leão, e creio que todos tem a mesma motivação o jeito é realmente se unir e atacar.

Pelo menos há sangue fresco nesses bichos melhor e tentar cravar os dentes em alguma parte deles antes que não sobre nada. E como eles são grandes a regra e atacar pelo ponto mais vuneravel ou seja ou atacamos a estrutura ou vou direto por cima e nas costas.

A ideia agora e usar algo ou alguém como degrau pra tentar alcançar as costas do bicho e fincar os dentes direto na jugular.

O cabeludo que a minutos atrás era o aperitivo agora tenta atacar também, mas ele está mais ferido do que a maioria e provavelmente irá resistir menos, sigo o ataque dele assim ele vai na frente e leva o primeiro ataque me dando tempo pra pegar o impulso necessário pra agarrar o grandalhão.

Rolagem para tentar usar o Gunnar como degrau e "voar" no pescoço do urso.

Para esse movimento uso 3 pt pra alcançar o pescoço e 1 pra morder e sugar.
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Re: Montanhas Azuis

Mensagem por Adam Latrell em Seg 5 Mar - 11:37

Como se a situação já não fosse estranha o suficiente, as pessoas todas loucas querendo a coxa do rapaz que estava no chão, lembro de um piscar de olhos e estar em frente a ele pronto para cravar meus dentes naquele ferimento e sugar até a alma daquele infeliz. Era como se o líquido vermelho fosse vital a mim. Vital... o que era isso a partir de agora? Estar vivo? Comer alguém sangrando? Ou sobreviver em meio a esses malucos que estão com a mesma coisa que eu, ao menos é o que me parece. Seria isso um vírus? Ou seria uma praga de alguma ex?

O ponto é que não consegui ter êxito em minha investida, infelizmente ele fora mais rápido que eu e me desferiu um soco no estomago que me fez querer bater ainda mais nele, porém com aquele amontoado de pessoas, não dava para saber quem conseguiria qualquer coisa, um outro rapaz sangrava, a sua cabeça tinha cortes, os feridos mostravam sangue também e isso também me era interessante. Quando penso em partir para cima deles também somos todos surpreendidos com o cheiro de carvalho sendo queimado, o estalar do fogo me provoca arrepios que não havia sentido antes em minha vida. Era como se me desse pavor de fato o calor, o fogo, as cores, algo nele não era normal. Como se um monstro tomasse conta de sua forma disforme e engolisse o coração e a coragem de todos que ali estavam.

O cheiro de sangue em minhas narinas se misturavam ao cheiro de queimado, e a sobrevivência gritou um pouco mais alto que a fome. O grupo corre como um bando de gazelas em fuga do tigre faminto. O fogo toma conta da cabana que logo se desfaz em cinzas e montes de madeira ainda queimando. Algo tomou conta da cabana de forma que se estivéssemos ali estaríamos fritos.

As pernas se movem a velocidade que podem, o sol toca a nossa pele e é como se ácido fosse jogado no ar, corrói, arde, dói, come. O sol queima como se fosse fogo na pele, era como se fugir do incêndio não nos livrasse das queimaduras. Quando passávamos por entre árvores e a sombra tomava conta de nossa pele, ajudava um bocado, mas onde o sol tocava, ardia. Era como se aquilo me transformasse em um cara com medo de fogo, gosto por sangue e que queima no sol. Não pode ser verdade, meus devaneios voam mais que minhas pernas podem correr, as sombras minhas aliadas e o grupo tentando se ajudar. Era como se fossemos animais realmente e nossa vida dependia de tudo. O corpo cansado, estávamos acordados a noite toda pelo visto, e o corpo já não aguentava mais andar. As forças estavam se esvaindo quando finalmente encontramos uma caverna.

O homem que exalava sangue com seus cortes em peito, rosto e cabeça gritava para nós sobre uma caverna a frente. Entramos já cansados, sem pestanejar e sem pensar. Era quase uma união de desconhecidos tentando sobreviver. Coloco a mão em meu corpo tentando achar um ponto de ferida ou algo assim, apesar do ardor, nada é sentido ao toque. Aliás... toque... as mãos em meu pescoço não mostram que estou bem, não sinto meu pulso por algum motivo. Talvez tenha colocado no lugar errado, mas parece que o quebra cabeça estava se encaixando.

Mal tenho tempo para pensar, naquele momento um urro ecoa a garganta da caverna, olhos aparecem ao fundo, tambores tocam ritmados e ouço fluxos como seguindo o ritmo daqueles bumbos. Quando surge o resto dos brilhos, percebo o que são aqueles sons, é o batimento de cada um deles...  Misturados e agitados parecem sons de várias coisas diferentes e ao mesmo tempo conhecidas.

O grupo se une de forma desunida. Um parte para um urso menor, o mais atrás passando pelos dois gigantes que estão protegendo-o, uma louca investida. Outros partem para cima dos grandes um tenta fintar o urso antes de atacar, enquanto outro parte para cima do outro. Será que é a coisa certa a fazer? Sinto o sangue em cada parte do corpo deles. Não é hora de agarrar um bicho desses. Eu acho que estão simplesmente fugindo, mas o fato de dois estarem se engalfinhando com os ursos e um com o Pooh ali atrás só me dá uma opção. Passar pelos três e esperar o primeiro a cair.

Com tudo o que passamos é mais fácil esperar o mais fraco se mostrar e depois ir para cima dele, não ir para cima do mais forte, ao menos não naquele momento...

Apoiando meus pés no chão com a força que me é possível, tento passar correndo pelo primeiro urso lhe dando um soco na cabeça, o segundo maior levaria um outro soco também, buscando o pescoço dele para que lhe faltasse o ar, ou para que simplesmente parasse aquilo, passado os dois, somente esperaria o menor, que já estava sendo atacado pelo cara que achou a caverna. Era questão de tempo até o primeiro cair e servir de alimento.

Que a escuridão nos proteja.


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